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Anselmo Rolim Neto tem 37 anos. É sorocabano, advogado formado pela Faculdade de Direito de Sorocaba (FADI). É casado e tem dois filhos. Atualmente é Ministro da Palavra e da Eucaristia na Paróquia São José Operário, na Vila Progresso, em Sorocaba. Também participa ativamente da Renovação Carismática Católica (RCC). Faz palestras em Grupos de Oração, Encontros de Casais com Cristo (ECC), retiro de jovens, entre outros movimentos e pastorais.

Notícia publicada na edição de 10/06/2009 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 5 do caderno A – o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Vereadores de Sorocaba manifestaram preocupação com o que classificaram de falta de comando do prefeito Vitor Lippi (PSDB) e cobraram “atitude mais firme” do chefe do Executivo diante das revelações apontadas em reportagem publicada pelo Cruzeiro do Sul, na última sexta-feira, de que ‘egos inflados’ e pouco ‘jogo de cintura’ por parte de secretários municipais estariam atrapalhando o ações desenvolvidas pela Administração, conforme reconheceu o próprio prefeito. A discussão em torno do assunto polarizou os debates na sessão de ontem. Se por um lado aliados desferiram duras críticas e cobranças a uma mudança de postura por parte do prefeito, do outro, a oposição não ficou para trás e tratou de ameaçar o Executivo com uma possível articulação em torno de servidores a aderirem a uma greve nas próximas semanas, caso o Executivo não volte a negociar o índice de reajuste da categoria, cuja data-base é janeiro.“Tenho certeza que essa ‘fogueira de vaidades’ não ficará acesa apenas no mês de junho…época de São João, busca-pé… Acho que isto aqui vai continuar por muito tempo, se o prefeito não tiver pulso forte e resolver esses problemas”, afirmou o vereador Marinho Marte, integrante do PPS, partido aliado do governo Lippi.

Com uma edição do jornal Cruzeiro do Sul, aberta na página que trouxe a reportagem “Fogueira das vaidades trava o Paço”, em mãos, Marinho Marte foi um dos vereadores mais duros nas críticas ao que segundo ele vem ocorrendo no Palácio dos Tropeiros. “É um antro de vaidades. Como pode o orgulho, a inveja, a vaidade, o comportamento por parte de alguns integrantes do habitat conhecido como Palácio dos Tropeiros, atrapalhar o andamento de ações e deixar o prefeito em algumas situações que não foram criadas por ele. Imagine o que o prefeito Vitor Lippi está passando: um verdadeiro inferno astral”, disse e concluiu: “Eu nunca vi, em 26 anos de trajetória nesta Casa, um afastamento do Poder Executivo da forma que estamos presenciando. E é um afastamento total, inexplicável; conturbado, nebuloso, não com o vereador Marinho, mas com esta Casa, com a sociedade. Gosto e respeito o prefeito, mas se ele não tomar cuidado, da forma que está acontecendo: é gente saindo pelo escapamento; é gente indo para a China; todos problemas causados por aqueles que tem seu habitat no Palácio dos Tropeiros”.

Outro integrante da base, o vereador Anselmo Neto (PP), preferiu ler um artigo do pastor Ricardo Godim, intitulado ‘Tempo que foge!‘. Determinado trecho diz: ” Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de confrontação, onde tiramos fatos à limpo. Detesto fazer acareação de desafetos que brigam pelo majestoso cargo de secretário do coral”.

O vereador Benedito de Jesus Oleriano (PMN), outro de partido aliado do governo, também cobrou postura “mais firme” por parte de Lippi diante de secretários que “não o apoiam como deveriam”, mas não poupou afagos ao prefeito.

Ameaça de greve

Já a oposição, composta pelos vereadores Francisco França e Izídio de Brito (ambos do PT) aproveitaram o ‘embalo’ das críticas feitas pelos integrantes da própria base para fazer seu papel. “Eu confesso que durante a semana passada, quando estávamos saindo daquela greve do transporte coletivo, eu disse que iria ficar calado para ver se o problema em Sorocaba é a oposição ou se não é. E a verdade é que eu estava certo: o problema é a falta de comando do prefeito. O prefeito reconhece que há problemas na equipe e a diz que vai resolver daqui a um mês. Nesse período acabam as festas juninas e as fogueiras oficiais apagam, mas não as da vaidade”, argumentou e foi além : Aí você tem uma outra reportagem, publicada ontem (segunda-feira), ‘Segurança Comunitária tem mais projetos que novas ações’. Temos a cidade parada; só estão cortando grama e varrendo rua. É nós temos o prefeito que vai para as rádios e diz que se a cidade estiver parada rasgo o diploma de prefeito”.

Após as críticas, veio a ameaça: “A partir da semana que vem vamos convocar os servidores e o sindicato a se preparar porque não dá mais para esperar. Parece que o prefeito esqueceu e seus vaidosos também, sobre o reajuste da categoria… E o jornal traz hoje que o paço gastou 10% as mais com folha de pagamento. Como explicar isso?”, questionou de forma irônica.

A defesa do governo mais uma vez foi feita de forma solitária pelo líder do PSDB, o vereador Paulo Mendes. E não gostou de ficar isolado, ao dizer que a oposição está ganhando cada vez mais adeptos. O tucano também reconheceu a existência de egos inflados dentro do secretariado. “Esta matéria foi muito bem elaborada por dois jornalistas do Cruzeiro do Sul. Os secretários colocaram suas opiniões e o jornal às colocou com absoluta fidelidade. Não houve distorção e, por isso, não houve nenhuma reclamação por parte do Paço. E até o próprio prefeito reconheceu que nos primeiros cinco meses ele enfrentou sim algumas dificuldade em relação a algumas vaidades. Mas isso está resolvido. Agora a oposição quer se valer desse fatos”, argumentou. Em viagem a Brasília, o prefeito foi procurado pela reportagem, por meio de telefone, mas até o fechamento desta edição não houve retorno.

JCSul/padom.com

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