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Os três detidos e o material apreendido na casa do suposto pastor Marcelo Santyos Rocha

Um homem que se identificou como pastor, um adolescente e um rapaz de 18 anos foram presos por tráfico de drogas no fim da tarde desta quarta-feira (07) no bairro Liberdade, em Cariacica. A ação foi na casa do pastor Marcelo Santyos Rocha, que informou à polícia atuar na Igreja Pentecostal Rocha de Fogo. No local a polícia encontrou armas, drogas e materiais utilizados na igreja, inclusive para o recolhimento de dízimo.
O delegado Jordano Bruno Leite, da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (Deten), informou que o suposto pastor Marcelo Santyos é bastante conhecido na região. Ele teria conhecido o menor há quatro anos e desde então passaram a morar na mesma casa. O adolescente já tem oito passagens pela polícia.

“Esse menor de idade estava detido quando o pastor o conheceu e fez o convite para que o menino fosse morar com ele quando estivesse solto. Desde então eles moram juntos”, explicou o delegado.
O delegado informou que a operação partiu de uma denúncia anônima. Quando os policiais chegaram à casa, estavam no local o pastor, o menor e mais um homem, identificado como Gutenberg Teodoro de Oliveira. As investigações apontam ainda que o trio utilizava uma espingarda calibre 12 para aterrorizar as pessoas na região.
Na casa a polícia encontrou duas armas de fogo municiadas, materiais utilizados na igreja e 100 unidades de droga, entre cocaína, crack e maconha.
O presidente da Associação dos Pastores da Grande Vitória, pastor Enoque de Castro Pereira, informou que é difícil identificar em grupos e igrejas novos quem é pastor ou não. Ele explicou que não há como identificar nessas ramificações recenetes da igreja, se a pessoa tem capacidade de trabalhar como líder religioso.
O presidente da Associação dos Pastores informou ainda que nunca ouviu falar sobre a Igreja Pentecostal Rocha de Fogo e não conhece o pastor Marcelo Santyos Rocha.

Prestígio
O adolescente de 17 anos, uma das pessoas mais procuradas para a venda de drogas no bairro Liberdade, informou à polícia que tinha tanta influência na região, que os outros traficantes tinham medo dele. Quando o menor queria tomar uma boca de fumo, ele dava um prazo de 24 horas para que os criminosos fossem embora do local.
“Na conversa que tivemos com ele, percebemos que ele é um cara influente e respeitado no local. Ele fala com orgulho sobre as ações criminosas”, disse o delegado.

Gazeta online/www.padom.com

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