Todos os pacientes que tiveram indicação para o uso do remédio para tratamento da nova gripe no Paraná foram atendidos. Até o dia 11 de agosto, no Paraná foram recebidos 83.110 tratamentos, sendo 53.210 para adultos e 29.900 para crianças. Além disso, estimativas da Secretaria de Estado da Saúde mostram que 98% dos pacientes contaminados têm uma evolução benigna, recuperando-se bem, em casa.Depoimentos como o da moradora de Curitiba Maria José Jorge Venturino, 50 anos, mostram que a população não tem motivos para preocupação. “Não precisei me preocupar. Recebi todo o cuidado e estou recuperada. O atendimento foi rápido e a recuperação foi como de uma gripe comum”, relatou.

“A equipe do posto de saúde estava preparada e cuidaram de mim com toda atenção e carinho. Como eu tenho pressão alta, eles me internaram e tinha uma enfermeira o tempo todo comigo. Todo dia eles me ligam para verificar se estou em isolamento, tomando os remédios”, contou.

Os dois netos de Maria José, um com 10 anos e outro com 7 anos, também apresentaram o mesmo quadro clínico e foram levados ao Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. O remédio infantil foi entregue na mesma hora.

“Quando meus netos apresentaram sintomas, o meu filho levou num hospital especializado em atender crianças porque eles têm convênio. O atendimento foi muito bom e como eles tiveram contato comigo, que sou caso confirmado, receberam o Tamiflu infantil na mesma hora. Eles nem precisaram ser internados”, completou.

Clenilson Rodrigo Sanson, 22 anos, morador de Campo Largo, precisou do remédio ao ser diagnosticado com a nova gripe na semana passada. O operador de loja foi atendido no Centro Médico do Campo Comprido, em Curitiba, recebeu tratamento e se recupera bem, em casa.
“Procurei o posto no domingo, por volta das seis horas da manhã. Não esperei para ser atendido, nem tive qualquer tipo de problema com falta de leitos ou de equipamentos. Tomei soro e o remédio especial, melhorei e em seguida fui liberado. Recebi o tratamento e eles me ligam todos os dias para checar se está tudo bem”, disse.

No Posto de Saúde do Pinheirinho, em Curitiba, a auxiliar de produção Ana Lucia Portela, 32 anos, também recebeu o medicamento na mesma hora. “Eu esperava que fosse demorar muito para ser atendida, mas foi super rápido e eu fiquei tranqüila. Tem uma tenda separada para o atendimento exclusivo aos pacientes com casos suspeitos, o diagnóstico foi imediato e recebi o remédio no mesmo momento”, contou.

NORTE – Em Londrina, o técnico administrativo Pedro Martins Pereira Júnior, 36 anos, também recebeu o medicamento na mesma noite em que buscou atendimento para a nova gripe. Ele recebeu o remédio enquanto ainda fazia exames no Hospital Evangélico.

“Logo que passei a apresentar os sintomas, como febre muito alta, fui ao Hospital. Era noite e eles não tinham o Tamiflu na hora. Mas realizaram o atendimento e solicitaram que o remédio fosse entregue com urgência. Em poucas horas eu já estava em casa com o medicamento”, relatou Júnior.

Em Maringá, Vanessa Raulino recebeu atendimento, mas não precisou do tratamento especifico com o Tamiflu. Assim como ela, quase todas as pessoas se recuperam da doença sem internação hospitalar ou uso do medicamento. “Fiquei em isolamento, em casa, por uma semana. Me tratei com antigripais comuns e não tive qualquer complicação, mesmo assim, fui monitorada pela Secretaria de Saúde”, afirma.

O repasse do remédio para a nova gripe é feito a partir do Ministério da Saúde para a Secretaria Estadual da Saúde. No Paraná, o fluxo é feito de forma descentralizada pelas 22 Regionais de Saúde. São elas que fazem a entrega para as prefeituras, conforme a demanda de cada cidade e são os municípios que distribuem os remédios nos postos e hospitais. O paciente que apresentar a receita médica e os formulários exigidos preenchidos de forma correta pelo médico recebe gratuitamente o tratamento.
hnews/padom

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