Homem que mentia ser pastor, é condenado a 19 anos de prisão por morte de criança

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José Airton Pontes deve cumprir a pena em regime fechado no Paraná
José Airton Pontes, de 53 anos, foi condenado, a 19 anos de reclusão em regime fechado de oito anos, na noite desta quinta-feira, pela morte de Ademir Porfírio Machado. O crime aconteceu na tarde de 24 de dezembro de 1986, em Lages, na Serra Catarinense.O réu não vai poder recorrer em liberdade porque, segundo a sentença, José “tem conduta social inclinada para a delinquência”. Como José tem um mandado de prisão por um crime cometido em Francisco Beltrão (PR), ele deve cumprir a pena em uma penitenciária paranaense.
O advogado de defesa do réu, Luiz Alfredo Ribeiro, disse que irá recorrer da sentença e pedir um novo júri porque ele sustenta a tese de que há dúvidas quanto à verdadeira autoria do crime. Segundo ele, um outro homem teria sido condenado por corrupção de menores contra a mesma vítima.
O aposentado Maximílio Porfírio Machado, 59 anos, pai de Ademir, considerou a pena pequena. Segundo ele, José pode escapar da prisão e cometer crimes piores contra outras crianças.
O júri popular iniciou-se às 14h e terminou por volta das 21h30min desta quinta-feira. Como não havia testemunhas para depor, o julgamento começou com o interrogatório do réu, que permaneceu o tempo todo com algemas nos pés e nas mãos e com a cabeça baixa. Um depoimento do acusado, prestado em 13 de janeiro deste ano no Fórum Nereu Ramos, foi lido na íntegra pelo juiz Geraldo Corrêa Bastos e confirmado pelo próprio réu.
Ele alegou que, na tarde do crime, estaria sob efeito de álcool e drogas e, por isso, não lembra de tudo o que aconteceu. Confessou, no entanto, que foi com a vítima, Ademir Porfírio Machado, até um terreno baldio nos fundos da Escola Frei Nicodemos, no bairro Petrópolis, onde teria forçado o garoto a manter relações sexuais com ele. José afirmou, no entanto, que não houve penetração, que não sabe se chegou a ejacular e, por uma fração de segundos, apertou com as mãos o pescoço do garoto, quando este começou a chorar e disse que contaria tudo aos pais e à polícia.
José disse que saiu do local com o garoto desmaiado, mas ainda vivo, e que sua intenção não era matá-lo. A polícia atribui a José, mas sem provas, a autoria de dezenas de crimes contra crianças em todo o Brasil, sempre utilizando um nome falso e uma carteira, também falsa, de pastor evangélico.
José nega as acusações, e admite a autoria de apenas dois crimes. No julgamento, o promotor Fabrício Nunes se emocionou ao falar do caso e disse ser o mais grave em que atuou em 14 anos de carreira. Também lembrou que o júri ocorria logo após o Dia dos Pais, pedindo aos sete jurados que se colocassem no lugar do pai do garoto.
.clicrbs/padom

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