Pelo menos dez adeptos de uma das numerosas “igrejas do despertar” da República Democrática do Congo morreram afogados, depois de se terem imergido nas águas de um rio, para serem batizados por uma “profetiza” que, após a tragédia, fugiu do local.
O fato é divulgado nesta segunda-feira, pelos meios de comunicação de Kinshasa, capital do país, precisando que o episódio ocorreu na periferia da cidade.
“Thetee Kalangangu – a “profetiza” – sentada às margens do rio, convidou os fiéis a mergulharem nas águas” – narra o diário “Le Phare” que situa o incidente nas cascatas de Luzizila, nas proximidades da Cidade Universitária de Kinshasa.
“Surpreendentemente, numerosos adeptos, todos seminus, não retornaram mais à superfície; morreram afogados, como que levados por uma força maléfica” – sublinha o jornal.
Diante dessa “tragédia, a “profetiza” e sei diácono, Mardochee, trêmulos de medo, abandonaram apressadamente o local – acrescenta o “Le Phare”.
No miserável bairro de Masina, de onde provinham as vítimas e onde se havia estabelecido recentemente, a “profetiza”, os habitantes “estão prontos para abater o local que era a sede da nova seita religiosa” – diz ainda o jornal.
O “Le Phare” recorda outro batismo coletivo que acabou em tragédia, em 2007, quando cerca de dez fiéis morreram afogados nas águas do rio Lukaya, a 50 km de Kinshasa. Também naquela ocasião, o pastor e seu diácono escaparam do local e até hoje não se sabe de seu paradeiro.

AF/www.padom.com

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