I Samuel 1.10:11

(I Samuel 1:10) – Ela, pois, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente.

(I Samuel 1:11) –CONGRUÊNCIA (Pr. André Lepre) E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho homem, ao SENHOR o darei todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha. Muitas vezes nos perguntamos qual a razão da vida. Qual o nosso propósito aqui nessa terra?

Esse questionamento fica ainda mais intenso quando descobrimos a verdade da Palavra de Deus. É quando sabemos por quem fomos formados e criados. É quando descobrimos o inicio de tudo e todas as coisas. É quando entendemos a relação do mundo físico e do mundo espiritual. Mas não conseguimos entender o porquê de certas coisas que tanto desejamos e ansiamos não acontecerem. Sonhos que acalentamos há muito tempo no nosso coração e parece que à medida que o tempo vai passando mais distante fica de vermos a concretização.

Qual a razão da vida? O que é que estou fazendo aqui?

Hoje com a idade que tenho vejo que desperdicei grande parte de minha juventude buscando coisas fúteis, buscando vãs filosofias de vida… Mas deu tempo de mudar de direção a partir do momento que conheci Jesus Cristo.

O que é a vida?

O que Deus quer para nós?

Por que não esperamos que no tempo certo as coisas aconteçam? Acreditamos na “varinha mágica” chamada conversão que agora por sermos cristãos as coisas vão acontecer sem esforço… Que vou virar medico sem diploma, engenheiro sem ter estudado… Que vou casar sem ter casa… Que vou ficar em casa e receber um telegrama do céu dizendo: “amanhã compareça à empresa tal, pois o sem emprego está disponível.

Enquanto cristãos, muitas vezes entramos na igreja e ficamos sem saber qual é na verdade o propósito de estarmos aqui.

Muitas vezes entramos na igreja com o sentimento de “bater cartão” (cumprir uma rotina), ou porque alguém nos puxou para virmos, ou porque temos um cargo, ou porque temos algum problema ou então, para que não digam que estamos afastados.

Por qual motivo deveríamos ir à igreja?

  • Será que o motivo para o qual fomos chamados se assemelha aos acima expostos?
  • Será que é porque Cristo morreu por nós?
  • Será que é porque somos convocados para uma reunião solene?

Quando nos encontramos na igreja chegamos até mesmo a nos perguntarmos se quem está ao nosso lado é gente. Por que toda hora que olhamos para o lado parece que essa pessoa acabou de chegar; tamanha frieza espiritual, pessoas que não batem palmas, não cantam, não ministram uns sobre os outros…

O que nós viemos fazer nesse mundo?

  • Qual o nosso papel, por que sofremos?
  • Qual a razão de existirmos?
  • Qual a razão da dor da solidão, da tristeza?
  • Qual a razão da vida?

Muitas vezes não conseguimos fazer esses questionamentos porque temos medo de enfrentarmos os problemas, porque acreditamos que entrar na igreja e ler a bíblia pode apagar os nossos erros, nossos pecados e que por participarmos de um culto, Deus pode agir a nosso favor pelo simples fato de estarmos aqui. Deus não age assim, e Deus não faz assim!

Se você pensa que por ter problemas na sua vida e o simples de ir à igreja vai te ajudar, você está tremendamente enganado.

Se você então por não concordar resolve sair da igreja nesse momento, se Jesus estivesse aqui ele te diria: “Pode ir porque é o melhor a fazer mesmo!”

Ao ir à igreja devemos entender que vamos para dar algo a Deus, vamos para ouvir a sua Palavra e receber a direção Dele.

Geralmente quando os problemas chegam, as lutas batem na nossa porta, a porta do emprego se fecha, a doença chega alguma coisa ruim nos abate, corremos para a igreja, ou quando pecamos também vamos à igreja. Quando fazemos coisas ruins nos sentamos no banco da igreja e parece que por participarmos temos participação na ação de Deus a nosso favor. Não é verdade!

Temos que aproveitar o tempo. Temos que ser prósperos no tempo da oportunidade.

Ana tinha um marido abençoado. Queria casar, ter filhos, um lar…

Em Gênesis 1:11 Deus disse: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi. Só que ao virar a página nós vemos faltava algo ainda: O homem não estava lá para trabalhar a terra…

SE VOCÊ NÃO FIZER A SUA PARTE AINDA QUE HAJA MILHARES DE PROFECIAS E BENÇÃOS NUNCA, JAMAIS TE ALCANÇARÃO, SE VOCÊ NÃO FIZER ALGOSE VOCÊ NÃO TRABALHAR PELA TUA VIDA TEU PAI NÃO TRABALHARÁ!

Ana desejava muito casar e ter filhos. Certo dia conheceu Elcana, se apaixonaram e resolveram se casar. Não tinham contatos físicos antes do casamento, olharam a área para construir sua casa, os preparativos e enfim se casaram.

Depois de 10 anos os filhos não vieram, tudo que ela podia fazer ela fez. Seguiu os padrões, porém, aquilo que a faria feliz não chegou.

Ana desconhecia que a chuva, o sustento e a gravidez estão na mão de Deus. Ela trabalhou, edificou, construiu, porém uma coisa não conseguiu: Ter filhos!

Naquela época uma mulher que não tinha filhos era considerada amaldiçoada, infrutífera, alguém incapaz de produzir vida. A mulher que não podia ter filhos em determinado momento tinha que dar o seu marido para ter filhos com a concubina. Ana sentiu essa dor.

Penina deu à Elcana os filhos que Ana não pôde lhe dar. A cada filho eles tinham que subir a Siló para agradecer a Deus.

Subiam as duas e tinham que comer do mesmo sacrifício (Lv. 7). Imagine para ela, durante 10 anos sofreu sem encontrar resposta. Sendo provocada, irritada por Penina. Sendo julgada pela sociedade, pela família.

Às vezes entramos em uma campanha e parece-nos que quanto mais campanha fazemos parece que nada acontece. Veja o exemplo de Neemias, somente no quarto mês de sofrimento é que ele foi percebido pelo rei.

Durante 10 anos nada aconteceu na vida de Ana e a cada filho de Penina tinha que subir para agradecer a Deus pelo filho de outra mulher.

Para muitos estar na casa do Senhor é o momento mais triste por causa do testemunho dos outros. Eu recebi, eu consegui, eu prosperei… E para mim nada!

No versículo oito seu marido pergunta: “Por que choras?” – Será que ele não percebia a tristeza de sua mulher?

Veja a quadro de Ana:

Em média o intervalo de uma mulher engravidar de um filho para outro é de 11 meses. Levemos em consideração o seguinte:

Ana tentou durante 10 anos engravidar e não conseguiu. Seu marido teve com Penina dez filhos. Se o intervalo de um filho para outro é de 11 meses, podemos dizer então que, Ana estava há quase 30 anos à espera da vitória.

30 anos:

  • Comendo “pão seco.”
  • Sem ver resposta de Deus.
  • Cortando caminho da casa da concubina para não ser humilhada.
  • Sendo amarga, sofrendo e triste por não trazer um filho ao mundo.
  • Sendo julgada, diminuída perante as outras mulheres.

Ao chegar nesse estágio Ana estava tão decepcionada que nesse dia ela levantou da mesa e foi até o santuário. Naquele dia o sacerdote Eli não deveria estar no santuário. Deveria estar sacrificando, não era só Elcana.

Mas Deus começou a reagir nesse dia. Deus preparou o sacerdote Eli estar ali. Por quê?

No versículo 11 Ana faz um voto ao Senhor. Ana sabia de uma lei espiritual que diz: Se o caminho for aberto por onde passa um filho, muitos outros viriam (Gn. 5.3:4). Ela sabia que se desse a sua benção para Deus, Ele lhe abençoaria grandemente.

Ela sabia que as árvores quando dão o seu fruto Deus diz: Os primeiros frutos da tua terra não comerás porque esses frutos são para o Senhor porque outros frutos virão (Ex.34.26).

ELA SABIA QUE ENTREGAR PARA DEUS NÃO ERA PERDA, MAS ERA GANHO.

Ao entrar no templo e fazer o voto à Deus, Ana era uma mulher amarga de espírito, cheia de culpas, julgamentos, humilhações, dúvidas, questionamentos.

A dor de Ana era tão profunda que não tinha forças para pronunciar uma só palavra. Diz a Bíblia que Ana falava em seu coração. Ao ver apenas o movimento dos lábios de Ana sem pronunciar palavras, o sacerdote Eli a tomou por embriagada. E Ana então respondeu: “Não sacerdote, eu sou uma mulher atribulada de espírito e derramei hoje minha alma perante o Senhor.”

Quando ela veio até o sacerdote e disse que fez o voto o sacerdote a abençoou. E ela já não era mais a Ana de 30 anos atrás. Ana saiu gerando o seu milagre.

E você? Vai gerar o seu milagre hoje ou vai abortá-lo?

VOCÊ VAI GERAR O SEU MILAGRE HOJE PARA A GLORIA DE DEUS!

Não podemos viver tristes e amargurados na casa do Senhor.

É TEMPO DE DUPLA HONRA!

Sabe o que gerou o milagre da maternidade em Ana?

Três atitudes:

1ª. Ana fez um voto a Deus diferente de qualquer outro.

2ª. O sacerdote ligou na Terra e por isso foi ligado no Céu.

3ª. Deus reagiu à atitude de Ana e ratificou a palavra do sacerdote

Quando Ana entra no templo e faz o voto à Deus, ela não expressa mais o seu desejo, mas o seu querer. Porque querer é diferente de desejar. Veja o que o dicionário diz a respeito disso:

Desejo = Vontade de possuir ou fazer algo; não satisfazer completamente; não acabar com perfeição.

Querer = Ter força de vontade; requerer de forma que.

Com a sua atitude de entregar o seu filho à Deus, Ana mostrou para Deus o quanto ela queria esse filho. Agora, ela não somente desejava, ou seja, não tinha somente a vontade, mas queria satisfazer plenamente essa vontade.

Após fazer o voto o que fez o sacerdote?

Abençoou Ana e disse: “Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste.”

II Crônica 20.20 diz: Crede no Senhor teu Deus, e estareis seguros, crede nos seus profetas, e prosperareis.

O que aconteceu com o propósito de Ana e o de Deus?

Tornaram-se apenas um.

É quando por uma inspiração divina eu digo que houve uma CONGRUÊNCIA entre Deus e Ana.

Congruência = Coerência; igualdade, mútua dependência

Por que houve uma congruência?

Israel nesse período vivia um dos seus piores momentos. Afastado de Deus, adorando outros ídolos, vivendo na prática do pecado. Deus precisava de um sacerdote, um profeta e um juiz. O Sacerdote Eli e seus filhos já estavam corrompidos. Os profetas também. E já não haviam mais juízes em Israel. Mas como levantar esses homens se não havia quem não estivesse em pecado?

Quando Ana faz o voto à Deus a vontade de Ana vai de encontro a vontade de Deus. O querer de Ana vai de encontro ao querer de Deus.

Deus então, fazer de Samuel de uma só vez, o sacerdote, o profeta e o juiz que Israel necessitava.

A vontade de Ana entrou em coerência, em igualdade, em dependência a vontade do Senhor.

Ana sai do templo, vai ao monte, encontra Elcana, Penina e seus filhos, senta à mesa, come, se farta, se alegre e desce com a sua vitória garantida.

Ela e Elcana adoram a Deus, mantém relações sexuais e diz a Bíblia que o Senhor abençoou Ana e lhe deu um filho a quem lhe chamou Samuel, porque disse: “Ao Senhor o pedi…”

Chegou o momento de entregar o seu filho. Durante esse tempo ela poderia ter engravidado de novo, mas Deus não permitiu para ver se ela era fiel de verdade.

Ninguém sabia do voto dela, nem o sacerdote.

Ela Leva seu filho com a convicção de que possivelmente não poderia ter mais filhos. Certamente ela foi tentada por satanás a não entregar Samuel. Mas Ana demonstrou que adorava a Deus de verdade e que a vontade de ser mãe não estava acima da vontade de servir e adorar a Deus.

Creio que no trajeto o pensamento de Ana deve ter sido:

“O que eu mais queria, Deus fez por mim!”

“Agora eu sei que posso dar frutos, gerar vida, ter esperança.”

“Eu sei que Deus está na minha vida, que ele é o meu Senhor e que nada me separará do seu amor.”

Por causa da sua fidelidade, coragem e fazer algo diferente para Deus, Ana recebeu o mais queria um filho. Só que Ana foi mãe somente de Samuel. No capítulo 2.20 diz que o Senhor abençoou Ana com mais cinco filhos (Três meninos e duas meninas).

A história de Ana é a personificação do que aconteceu com o galho seco de Arão no deserto do Sinai. Ele enterrou o seco galho seco na areia do deserto e ele floresceu, mas, não somente floresceu, deu-lhe também amêndoas. A vida de Ana floresceu (Samuel), mas, também lhe deu amêndoas (mais cinco filhos).

Mesmo que a sua vida esteja como a de Ana, sem frutos, sem vida, sem sonhos realizados, hoje o Senhor te chama para plantar o seu galho seco e adorá-lo, pois, o seu Samuel está chegando e com ele muitas outras amêndoas para a gloria de Deus.

O voto de Ana foi diferente de qualquer outro voto que possa existir, pois, o seu voto não foi baseado em troca, barganha, foi fundamentado na vontade de Deus. Ela não pediu nada em troca. O que ela pediu, deu de volta ao Senhor porque entendeu que a maternidade era um direito seu, mas, Samuel na verdade pertencia ao Senhor.

Ana gerou o sonho de Deus.

Gere você os sonhos de Deus e verá o que Deus vai realizar na sua vida e através da sua vida para a gloria Dele.

O Senhor vai te abençoar!

Nele, por Ele, para Ele.

Pr. André Lepre

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