A Koinonia, uma entidade ecumênica de serviço sem fins lucrativos do Brasil, alega que tem sido usada como bode expiatório para denúncias contra populações sujeitas a preconceito social e racial sob ameaça de deslocamento compulsório.

A Koinonia reclama que uma série de matérias jornalísticas e de opinião contrárias à permanência da comunidade do Horto (bairro do Jardim Botânico, Rio de Janeiro – RJ) em suas terras, publicadas pelo “O Globo,” “Extra” e o “O Estado de São Paulo” (versões impressas e virtuais) nos primeiros dias de dezembro, fizeram difamação e difusão de mentiras, utilizando informações deturpadas retiradas de ante-projeto elaborado por Koinonia, por solicitação da AMAHOR ( Associação de Moradores do Horto).

“Já estamos acostumados com matérias irresponsáveis desse tipo, que juntam meias-verdades com inverdades para repetir mentiras e sem nenhum espaço para outras perspectivas sobre o mesmo tema,” disse Koinonia em seu site.

De acordo com a organização, por exemplo, as matérias têm difundido que ela teria sede em Greenville, na Carolina do Norte (EUA), e explica que eles estão sediados no Rio de Janeiro, Brasil.

As matérias também acusam a Koinonia de ter por objetivo “entronizar as invasões do Jardim Botânico.” Mas a organização se defende dizendo que as ocupações iniciaram-se há quase um século.

“A situação dos moradores não caracteriza invasões, mas ocupações cujo início remete há quase um século, tendo origem em formas variadas e legítimas, que só há poucos anos começaram a ser questionadas pela administração do Jardim Botânico,” declarou.

A Koinonia chega a fazer menção a um erro de tradução que segundo ela, resultou em um tom cômico.

Citando a acusação “Koinonia é financiada por ‘até um Fundo Mundial para o Socorro dos Primatas,” a Koinonia diz, “neste caso, o arremedo de pesquisa realizada pelo competente jornalista erra na tradução, dando um tom cômico à tragédia: trata-se do “Primate’s World Relief and Development Fund – PWRDF (www.pwrdf.org) que, em bom português, seria melhor traduzido como Fundo Mundial do Primaz (da Igreja Anglicana do Canadá) para Ajuda Humanitária e Desenvolvimento,” declarou a organização.

As matérias citadas no site da organização são pelo menos dez, e cita que “Tais confusões parecem ter um mesmo objetivo: apresentar na forma de denúncia um projeto de promoção social e ajuste ambiental justamente para inviabilizar a aprovação de seu financiamento e sua realização final.”

A Koinonia reclama que os meios de comunicação são monopolizadores e meios de produzir opinião.

“Denuncia-se um propósito comunitário de convivência com o meio ambiente, de educação qualificada e de projeto de cidadania como se fosse um demônio a ser exorcizado, e junto com ele, toda a comunidade e seus amigos.”

“Estamos acostumados a ver nosso direito de resposta negado. Estamos acostumados a sermos citados sem sermos devidamente entrevistados ou consultados,” lamentou.

The Christian Post / Portal Padom

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