Em vez de ajudá-lo, a abertura do Salmo 23 da Bíblia levou Cristiano Moreira dos Santos, 22 anos, de volta para a cadeia. Foi por uma tatuagem com a frase “o Senhor é meu pastor, nada me faltará”, em seu braço esquerdo, que testemunhas o reconheceram como o suposto assassino do passageiro de um ônibus que se recusou a entregar uma bolsa durante um assalto em dezembro do ano passado, no Rio de Janeiro.
Apresentado nesta segunda-feira pela Polícia Civil, Cristiano, também conhecido pelo apelido de Boquinha, havia sido preso na noite de sábado, por policiais militares do 23º Batalhão (Leblon). Morador da Rocinha, ele fora detido quando descia a favela de táxi, pela estrada da Gávea, sem documentos, acompanhado por uma mulher não identificada.
Levado para a 15ª Delegaicia de Polícia (Gávea), foi identificado inicalmente pelo circuito interno de vídeo de um ônibus da linha 2113 (Castelo-Taquara), e, em seguida, por duas testemunhas.
As imagens do vídeo mostram quando o homem atira contra o eletricista Ricardo dos Santos Firmino, 23 anos, que tentava segurar sua bolsa. Ele se aproxima do passageiro, segura-o pelo ombro e atira à queima-roupa em sua cabeça, conforme mostram as imagens.Fuga demora
Mesmo depois de o eletricista ser baleado, os dois assaltantes ainda permaneceram por cinco minutos no ônibus, da Viação Redentor, no qual, segundo a polícia, roubaram pelo menos mais dez passageiros.
Com o reconhecimento formal feito por dois passageiros que foram à 15ª DP, a delegada Barbara Lomba pediu a prisão temporária por 30 dias de Cristiano, que estava foragido da Justiça desde o ano passado, quando não retornou à cadeia após ser beneficiado pela concessão do regime semi-aberto.
O assaltante havia cumprido um sexto da pena de 5 anos e 9 meses de prisão à qual foi condenado por tentativa de roubo a uma residência na Barra da Tijuca, em 2006.
Após a captura de Cristiano, a polícia segue à procura do comparsa dele, identificado pelo apelido de Moicano, que permanece foragido.

Terra/www.padom.com

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