Casal de evangélicos é suspeito de cultivar 5 mil pés de maconha no Pará

pedemaconhaA equipe da Superintendência Regional do Salgado, com sede em Castanhal, conseguiu localizar e destruir uma plantação com cerca de cinco mil pés de maconha no município de Terra Alta, a 95 quilômetros da capital. Aproximadamente 15 quilos da planta e muita semente de maconha foram apreendidos para a perícia e realização do flagrante. Um casal de evangélicos foi preso: Pedro Monteiro Ataíde e Edinalva Lisboa da Silva, ambos de 48 anos. A ação é uma continuidade da “Operação Tentáculo”, que está sendo executada no nordeste do Pará.

A ação teve início ontem, por volta das 4h. A equipe do superintendente Alberto Teixeira, formada pelos delegados Renato Barata, Samuelson Igaki e Marcos Alberto, além dos investigadores Mateus, Edilson, Barbalho, Munhoz, Leonardo e Olímpio, fez um longo trabalho investigativo para chegar ao plantio,numa área de difícil acesso.

Só por volta das 11h, após mais de 5 horas de procura em viaturas e duas horas de caminhada em meio à mata cerrada, os policiais encontraram a clareira. O plantio estava localizado na cidade de Terra Alta, distrito de Mocajubinha, no vilarejo de São Miguel do Crispim, no “Sítio do irmão Pedro”.

“Os produtores da droga estão saindo do “Triângulo do Capim” e buscando áreas mais afastadas, menos vigiadas pela polícia”, acrescentou o delegado Samuelson Igaki.

Na chegada dos policiais houve troca de tiros com um dos suspeitos, que conseguiu fugir. Ele fez disparos de cartucheira, duas delas e mais uma boa quantidade de pólvora foram apreendidas.

Segundo a polícia, irmão Pedro estava fornecendo a droga cultivada na área para a localidade do Abade, em Curuçá. O casal foi autuado por tráfico de drogas pela delegada Micheline Malheiros.

Edinalva, companheira de Pedro, disse que o casal freqüentava há 5 anos a igreja Assembleia de Deus de Mocajubinha e que não tem envolvimento com o tráfico. “Nós íamos todo dia para o nosso sítio para tirar palha e poder cobrir uma casa de farinha, mas a plantação não é nossa”.

Edinalva disse que sobrevive da venda de pimenta, maxixe e outros que planta na roça. Também afirmou que o irmão de sangue de Pedro, de prenome Paulo, mas apelidado de “Paikan”, é o verdadeiro culpado. “Ele vive para infernizar a nossa vida. Fuma, planta maconha, bebe e briga. Nós somos inocentes. Com certeza foi ele quem trocou tiros coma polícia”, finalizou.

Fonte: Diário do Pará

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