Galina Tretiakova, deputada de Verkhovna Rada (Conselho Supremo da Ucrânia), está no centro de um escândalo depois de se alegrar com a morte de Anton Poliakov, membro do Partido Para o Futuro, que faleceu na sexta-feira.

“Para mim, um inimigo a menos. É por isso que está tudo bem. Deve haver uma investigação”, escreveu Tretiakova, que pertence ao Partido Servo do Povo e dirige o Comitê de Política Social da Rada, em um bate-papo do partido no WhatsApp, segundo a mídia local.

Mais tarde, Tretiakova escreveu outra mensagem sobre a morte de Poliakov e pediu que eles “não apelassem para sua essência humanitária”. “Eu não tinha um relacionamento com ele. E vou chorar apenas pelos servos do povo [referindo-se aos membros de seu partido]”, disse ela.

Enquanto isso, o presidente da Verkhovna Rada, Ruslán Stefanchuk, afirmou que uma carta foi enviada ao Comitê de Ética e Regulação dos Deputados para retirar Tretiakova das reuniões do órgão e removê-la do cargo de chefe do Comitê de Política Social. Ao mesmo tempo, o presidente do partido do Servidor do Povo, Alexander Korniyenko, afirmou que vão discutir no grupo qual será a responsabilidade política que Tretiakova deverá assumir.

Não é a primeira vez que Tretiakova está no centro de um escândalo devido às suas declarações. Em junho de 2020, ela  disse que crianças de péssima qualidade nascem em famílias que recebem ajuda financeira do estado. Ela afirmou que um ex-político britânico propôs esterilizar as pessoas que desejam obter ajuda do Estado e mencionou o ex-primeiro-ministro de Cingapura, Lee Kuan Yew, que – em suas palavras – esterilizava mulheres que não tinham ensino superior. As declarações provocaram críticas na sociedade, mas Tretiakova continuou mantendo sua posição.

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