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Existem mulheres que nem sentem que estão menstruadas. Outras, no entanto, começam a temer quando esses dias se aproximam. Essas são as que estão no grupo das mulheres que todo mês sofrem com as cólicas menstruais.
A cólica menstrual, cientificamente chamada de dismenorréia, afeta a maior parte das mulheres em idade fértil. “Cerca de 60% das mulheres sentem dores durante o período menstrual”, aponta a ginecologista e obstetra do Rio de Janeiro, Fernanda Cazarim. Mas por que as mulheres sentem cólicas?
Todo mês o ovário produz um óvulo. Quando não há fecundação, o óvulo é eliminado, causando alterações no endométrio (membrana que reveste o útero). Durante esse processo, ocorre isquemia nas células uterinas, ou seja, baixa irrigação sanguínea, que provoca a dor.
A intensidade das dores, brandas ou latentes, é ocasionada pela quantidade de prostaglandina, substância produzida pelo útero.
Os sintomas mais comuns que acompanham as cólicas menstruais são dores de cabeça, enjôos, vômitos, diarréias, dores na parte inferior das costas e nas pernas, fadiga, nervosismo e tontura.
“Nos primeiros dias de menstruação tenho muita dificuldade para trabalhar, só consigo desenvolver minhas atividades mediante o uso de remédios antiespasmódicos”, diz a gerente comercial Silvana Valeriano.
Para aliviar as dores que surgem com a crise de cólica menstrual, os médicos recomendam repouso, dietas leves, aplicação de bolsa de água quente no abdômen e uso de remédios antiespasmódicos. Alguns medicamentos podem ajudar a aliviar a dor. De qualquer maneira, é importante procurar sempre o ginecologista para descobrir a causa e a solução mais adequada para diminuir o sofrimento. “A mulher que sofre de cólicas fortes precisa procurar um médico para que possa ser feito um exame para constatar se é um processo inflamatório, útero fechado ou endometriose”, alerta Fernanda Cazarim.
Marisol de Oliveira, 19 anos, procurou a ajuda de um profissional para acabar de uma vez com as dores mensais. “Sentia dores muito fortes, chegava a ficar tonta, mal podia trabalhar. Depois do tratamento à base de anticoncepcional passei a ter uma vida normal durante o período menstrual”, explica.

SAIBA COMO ALIVIAR A DOR DE FORMA NATURAL

Faça exercícios físicos – Praticar exercícios aeróbicos pelo menos três vezes na semana pode aumentar o nível mensal de endorfina no organismo e diminuir a dor. Exercícios praticados durante a menstruação elevam ainda mais os níveis de endorfina.

Use bolsa de água quente – O calor alivia porque relaxa os músculos, dilata os vasos capilares e produz sensação de bem-estar.

Coma peixe – Segundo os especialistas em nutrição, uma dieta rica em peixe auxilia o controle dos espasmos. A sugestão refere-se ao fato de que a prostaglandina é produzida com base em ácidos graxos, e peixes são ricos nessa substância.

Prefira alimentos diuréticos – Coma morango, melancia, melão, salsa e agrião.

Beba chá – De camomila ou de menta, quentes. Eles ajudam a aliviar a dor e proporcionam bem-estar.

ENDOMETRIOSE

Após cada menstruação, há uma renovação da camada do tecido que envolve o útero, o endométrio. A endometriose acontece quando o endométrio atinge outras áreas da pelve, como os ovários, intestinos e a bexiga. E afeta uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva.
Em geral, os primeiros sintomas da endometriose são cólicas muito fortes e piores a cada menstruação. A dor ocorre, geralmente, na parte inferior do abdômen. Se a doença estiver localizada na bexiga ou no intestino, pode causar dores ao urinar e diarréia durante a menstruação. Dores mais intensas podem levar a problemas como cansaço, perda do sono, alterações de humor, depressão, tensão pré-menstrual e dores lombares.
Para diagnosticar a endometriose é preciso buscar a ajuda de um profissional da saúde. O tratamento é a base de hormônios e pode suspender a menstruação por até seis meses. Alguns casos exigem intervenção cirúrgica, que pode variar entre a cauterização de focos da doença até a retirada do útero e dos ovários.
As principais metas do tratamento são aliviar ou reduzir a dor, reverter a progressão da doença e preservar ou restaurar a capacidade de conceber.
É importante ressaltar que a endometriose não é uma doença transmissível e não tem prevenção.

Revista Enfoque / Portal Padom

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