papaafricaEm visita à África, Bento XVI diz que muçulmanos e cristãos devem unir-se contra a violência e o totalitarismo.
Em sua primeira visita como pontífice católico ao continente africano, o papa Bento XVI reuniu-se com representantes da comunidade islâmica em Yaounde, capital da República dos Camarões. Perante dezenas de clérigos muçulmanos, Joseph Ratzinger afirmou que as religiões têm papel fundamental a cumprir na “coexistência pacífica” de todos os seres humanos. “Os religiosos precisam rejeitar toda forma de violência e totalitarismo”, apelou.

No entender do papa, o Cristianismo e o Islã, as duas maiores religiões monoteístas do mundo, com aproximadamente 3,5 bilhões de seguidores – a metade da humanidade -, concordam sobre a defesa dos valores fundamentais da família, da responsabilidade social, da obediência à lei de Deus e ao amor aos doentes e os que sofrem. “Essa visão nos induz a buscar tudo o que é correto e justo, a sair do âmbito restrito de nosso interesse egoísta e atuar pelo bem dos demais”, destacou o líder supremo do catolicismo.

Bento XVI disse ainda que, na realidade, religião e razão se sustentam reciprocamente, “desde o momento em que a fé está purificada e estruturada pela razão, e toda a potência da razão se deve à revelação e à fé”. Ratzinger disse aos religiosos camaroneses que espera que católicos e muçulmanos trabalhem juntos por uma “civilização do amor, pela paz, a justiça e o bem-estar comum”.

Fonte: Padom.com e CristianismoHje

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