jainiismoEm sua origem, o Jainismo constituiu, ao lado do Budismo, uma vertente surgida no período das heterodoxias decorrentes da tradição bramânica na Índia.

INTRODUÇÃO

Em sua origem, o Jainismo constituiu, ao lado do Budismo, uma vertente surgida no período das heterodoxias decorrentes da tradição bramânica na Índia. No decorrer de sua existência, a religião separou-se em duas vertentes: a Svetambara, que segue os cânones das escrituras que contêm os sermões e diálogos de Mahavira; e o Digambara, que acredita que os ensinamentos originais foram perdidos, mas a mensagem original é preservada.Uma das religiões da Índia, fundada no século VI a . C, por Vardhamana Mahavira. Surgiu como um movimento de reforma dentro do hinduismo, da mesma forma que o budismo, seu contemporâneo, ambos em reação contra as concepções existentes sobre a divindade, adotando posição não-teísta e ensinando que a salvação ( moksa ) dependia do esforço de cada um e não dos deuses. Protestavam também contra o regime de castas e os privilégios dos brâmanes – como religião independente, o jainismo existe até hoje, com cerca de três milhões de adeptos. Mahavira como Buda, pertencia à casta guerreira, em cujo âmbito o movimento teve origem, estendendo-se depois a outras castas, inclusive a dos brâmanes. Uma de suas características, foi o reinicio do ascetismo, sob forma de comunidades monásticas e não pelo isolamento individual. O Jainismo ( “ religião dos vencedores” ), espalhou-se rapidamente pelo centro da Índia. Seu corpo doutrinário deve-se à teoria de samkhya, cuja preocupação principal é resolver os problemas gerados pelo reencarnacionismo dominante no hinduismo. Os jainistas são dualistas. O universo, para eles, sempre foi dividido em duas categorias últimas e eternas : JIVA (seres vivos ou almas) e AJIVA ( coisas inanimadas ou materiais ). Liberta-se quem alcança o NIRVANA ( estado perfeito, em que, ao contrário do budismo, a individualidade é eterna). Não a há deuses, nem espíritos, nem demônios.

SUA ORIGEM

O Hinduísmo deu origem a três facções religiosas: o Jainismo, o Budismo e o Sikhismo. O Jainismo foi a primeira delas; e, embora como uma criança, até certo ponto se assemelhe à sua mãe, eventualmente estabeleceu-se como uma nova religião. Dentro da religião hindu, o Jainismo teve início como um movimento de reforma, mas logo achou-se como uma religião independente, alicerçada sobre os ensinos de seu fundador, Mahavira. Embora relativamente pequeno quanto ao número de seus aderentes (três milhões de seguidores na Índia), se o compararmos com outras religiões, o Jainismo tem exercido uma influência desproporcional para o seu tamanho.

SEU FUNDADOR, MAHAVIRA

O Jainismo, em contraste com o Hinduísmo, começou com um fundador e líder, conhecido como Mahavira. Na verdade, esse nome é um título honorífico que significa “grande homem”. A tradição data o nascimento de Mahavira em 599 a.C., no noroeste da Índia, o que faz dele um contemporâneo de Buda. As tradições também afirmam que Mahavira foi o segundo filho de um rajá que vivia em meio ao luxo. Mahavira casou-se e teve uma filha.

Quando seus pais faleceram, Mahavira resolveu, com a idade de trinta anos, levar uma vida de abnegação, e passou a não cuidar de seu corpo nem falar durante doze anos. Depois de breve período, Mahavira despiu-se de toda veste e ficou vagueando nu pela Índia, sendo ofendido por parte dos homens e dos animais. E ficou vagueando por doze anos, até que recebeu iluminação, quando estava com quarenta e dois anos de idade.

Registram os Livros Sagrados do Oriente: “No décimo-terceiro ano, agachado…expondo-se ao calor do sol…com os joelhos elevados e a cabeça baixa, em profunda meditação, em meio à sua meditação abstrata ele atingiu o nirvana, o absoluto completo e pleno, desobstruído e infinito”.

Tendo assim obtido a iluminação, Mahavira parou de viver sozinho e conseguiu discípulos, pregando sua recém-achada crença. E assim continuou a viver até o fim da vida, quando então contaria com catorze mil monges em sua fraternidade.

A DÍVIDA DO JAINISMO AO HINDUÍSMO

Precisamos ressaltar que o Jainismo não surgiu em um vácuo religioso. O Jainismo começou como um movimento herético dentro do Hinduísmo, embora só agora possa ser encarado como uma religião distinta deste último. Mahavira apegou-se firmemente às crenças hindus, como a lei da retribuição moral ou karma, ou como a transmigração das almas, após a morte física. Todavia, há muitos pontos de distinção entre as duas religiões, e isso desde o início do Jainismo. Herbert Stroup alistou algumas diferenças entre as duas religiões:

A doutrina do karma, lei de causa e efeito aplicada à esfera moral, parecia-lhe por demais rígida e estrita, pois no Hinduísmo essa regra é absoluta. Ele procurou suavizar essa rigidez e descobriu uma medida prática para conseguir esse resultado.

O conceito hindu do renascimento veio a significar, mormente no período upanishádico, que as almas individuais não possuem real individualidade. Segundo a doutrina hindu, as almas não permanecem individualizadas na eternidade, mas são absorvidas em Brahman. Mahavira, porém, afirmava fortemente a independência ou autonomia da alma individual.

O Hinduísmo ensina o sistema de castas. Nos dias de Mahavira, essas linhas demarcatórias da organização social ainda estavam em formação, e ele tirou, pessoalmente, benefícios consideráveis do sistema. Mas ele era decisivamente democrático, crendo no valor de todos os indivíduos. E ensinou a importância de uma sociedade sem castas ou camadas sociais.

A casta sacerdotal, em resultado da solidificação do sistema de castas, estava-se tornando o grupo mais influente da sociedade indiana. Mahavira era membro da segunda casta, a dos guerreiros. Essa casta tinha muito a perder com o predomínio da casta sacerdotal, e boa parte do impacto do Jainismo inicial dependeu de sua oposição à proeminência da casta sacerdotal.

Particularmente durante os períodos védico e brahâmico, o Hinduísmo tornou-se politeísta. Certo hino da literatura védica sugere que os deuses podem atingir o número de 3.333. Mahavira, na simplicidade do seu caráter, sentia-se repelido pelos extremos do politeísmo védico. De fato, ele não ensinou a existência de qualquer divindade.

O Hinduísmo, durante o período védico e brahamânico, também ensinava a importância do sacrifício de animais. Essas ocasiões rituais tornaram-se complexas, quando eram abatidos animais em grande número. Mahavira pode ter desenvolvido sua ênfase acerca da inofensibilidade (ahimsa) para com todas as coisas vivas em reação aos excessos dos sacrifícios de animais em sua época.

Mahavira opunha-se com veemência à idéia de reconhecer ou adorar um ser supremo. Disse ele, certa ocasião:

Um monge ou uma freira não deveriam dizer: “O deus do céu!” “O deus do trovão!” “O deus que manda a chuva!” “Oxalá venha a chuva!” “Oxalá medrem as plantações!” “Oxalá o rei vença!” Eles não deveriam usar essa linguagem. Mas sabendo da natureza das coisas, deveriam dizer: “O ar”. “Formou-se uma nuvem, e desceu.” “A nuvem fez chover.” Esse é todo o dever deles (F. M. Mueller, editor, op. cit., vol. 22, pág. 152).

No entanto, o jainismo posteriormente reconheceu e passou a adorar uma divindade: o próprio Mahavira tornou-se seu objeto de adoração.

DEIFICAÇÃO DE MAHAVIRA

Embora Mahavira negasse a existência de qualquer Deus ou deuses a serem adorados, ele acabou sendo deificado por seus seguidores, conforme tem sucedido a outros líderes religiosos. Foi-lhe dada a designação como o vigésimo-quarto tirthankara, o último e maior dos seres salvadores. Mahavira passou a ser considerado como alguém que descera do céu sem pecado e dotado de todo o conhecimento.

Ele desceu do céu…O venerável asceta Mahavira desceu do grande Vimana (palácio dos deuses) (Ide, págs. 189, 190).

Tendo sabedoria, Mahavira não cometeu pecado pessoal…Ele meditava, isento de qualquer pecado ou desejo. (Idem, págs. 86, 87).

Ele é possuidor de conhecimento e intuição supremos, ilimitados, sem qualquer impedimento. (Idem, pág. 257).

AUTONEGAÇÃO

O Jainismo é uma religião ascética que envolve uma rígida auto-negação. A salvação ou liberação só poderia ser obtida através de práticas ascéticas. Essas práticas são alistadas para os monges como os “Cinco Grandes Votos”, incluindo a renúncia aos seguintes pontos: (1) matar coisas vivas; (2) a mentira; (3) a cobiça; (4) os prazeres sexuais; e (5) o apego às coisas mundanas.

De acordo com Mahavira, os monges deveriam evitar totalmente o contato com as mulheres, pois ele acreditava serem elas a causa de todos os tipos de males:

As mulheres são a maior tentação no mundo. Isso foi afirmado pelo sábio. Ele não deve falar sobre mulheres, nem olhar para elas, nem conversar com elas, nem dizer que elas lhe pertencem e nem fazer o trabalho delas. (Idem, pág. 48).

Esses cinco votos só poderiam ser plenamente cumpridos pelos jainas que estivessem vivendo a vida monástica. Daí, os leigos que quisessem seguir o Jainismo teriam de receber um código modificado, para poder cumpri-lo.

A NÃO-VIOLÊNCIA E A REENCARNAÇÄO

Um ponto central do Jainismo é a pratica da não-violência ou ahimsa. O jaina dedicado é constrangido a reverenciar a vida, sendo proibido de tirá-la até mesmo da mais insignificante forma de vida. Enquanto o espiritismo Kardecista está popularizando a doutrina da reencarnação no Brasil. Os Kardecistas, porém, esperam reencarnar-se como pessoas. Os jainistas, por outro lado, crêem que podem voltar como animais ou insetos. Sua interpretação do samsara, ( ou reencarnação ) leva a maioria deles ao vegetarismo estrito. Pois ninguém quer matar animais em que podem reencarnar seus entes queridos. A criação de gado é evitada, pois o processo inevitavelmente envolve tirar a vida de organismos inferiores. Essa regra foi sumariada na seguinte afirmação: Essa é a quintessência da sabedoria: não matar qualquer coisa. (Idem, Vol. 45, pág. 247).

No pensamento de Mahavira, tanto o homem como os animais e insetos possuem jiva que eqüivale, em linhas gerais, à alma, jiva é imaterial mas vem a ser ligado ao material pelo carma, que é uma força semelhante ao magnetismo. Assim a alma jiva associa-se ao corpo do carma. Na morte, a alma liberta-se do corpo e voa livre do material. Em quase todos os casos, porém, a alma conduz consigo um deposito de carma que, oportunamente, a leva a associar-se com o material outra vez. Assim o carma atrai a alma a associar-se com o material, ocasionando uma nova encarnação.

A cosmologia jainista determina sua interpretação do samsara. Os jainas pensam no universo como o corpo de uma pessoa em pé. A terra é a faixa central, o cinturão do universo. Quando alguém morre, sua alma sobe ou desce, dependendo de seu estado de carma ( “Carma” quer dizer ação, em sânscrito). Se as ações da pessoa forem más, a alma descerá para as regiões de onde, de onde, mais tarde, voltará a se reencarnar numa forma de vida inferior. Quando as ações da pessoa são boas, o carma é pouco. Depois da morte, a alma sobe quando é liberta de sua associação com o corpo. Uma alma sem qualquer carma sobe para o nirvana, o topo do universo ( correspondente ao crânio da pessoa). Lá ela permanece eternamente em repouso e tranqüilidade.

Mahavira e alguns poucos já se libertaram do carma. Estão no repouso eterno. Mahavira mostrou o caminho para seus seguidores. Eles são os jainas, que significa vitoriosos. Cada jaina quer seguir o caminho indicado por Mahavira e, assim, vencer o carma.

Mahavira indicou o caminho da autonegação. Outras religiões praticam jejuns e outras formas do ascetismo, mas o Jainismo é a mais ascética de todas. A vitória que jaina procura exige a aabstençào total do sexo, bem como a ausência de qualquer desejo sexual. O jaina flagela seu corpo com severos jejuns, e alguns deles morrem de subnutriçào.

Ahimsa, a reverencia para todas as formas de vida, é uma das doutrinas principais do Jainismo. No entender de Mahavira, a alma que mata qualquer forma de vida acumula carma. Por esta razão, o jaina, seguindo o exemplo de Mahavira, anda com grande cuidado para não pisar em algum inseto. Ele filtra toda água que para não ingerir qualquer inseto, e respira também por um filtro, para não inalar alguma forma de vida.

Mahavira não usou qualquer roupa, e o Jainismo moderno está dividido entre os que se vestem de branco e os outros que praticam a nudez total.

É impossível seguir uma carreira profissional e cumprir os rigores do caminho indicado por Mahavira. Por isso, o Jainismo apresenta o mais alto índice de monacato de qualquer religião. Os jainas são divididos entre monges e leigos. Os monges almejam alcançar o nirvana no fim da vida. Os leigos não tem esta esperança, mas querem findar a vida com pouco carma para poder vencer numa encarnação próxima. São eles, no entanto, que sustentam os monges. Os leigos não devem matar qualquer forma de vida. Por esta razão, não podem trabalhar a terra por medo de matar uma minhoca ou lagarta. Muitos deles são comerciantes. Ironicamente, os jainas leigos mais prósperos do que a maioria dos indianos.

Talvez por causa de seu rigor, o Jainismo não ;e uma religião. Hoje existem cerca de três milhões de jainas. Todos moram na Índia, principalmente na região de Bombaim. Embora seja uma religião destinada do hinduismo, o Jainismo funciona praticamente como uma casta da sociedade indiana. Nunca foi uma religião das massas, mas ela persiste através dos séculos e exerce forte influencia sobre os poucos que a praticam.

OS PRINCÍPIOS DO JAINISMO

Entre os livros sagrados do Jainismo, as doze angas ocupam a posição suprema. Na segunda anga, chamada sutra-keit-anga, há as seguintes declarações que nos dão discernimento quanto à natureza do Jainismo:

Reconhece o que causa a escravidão da alma; e, reconhecendo-o, procura removê-lo.

Todas as coisas são eternas por suas próprias naturezas.

Como as aves engaioladas não saem de suas gaiolas, assim os ignorantes do certo e do errado não saem de sua miséria.

Há três maneiras de cometer pecados: por nossos atos, autorizando outros e aprovando outros.

Um sábio leva sua vida o mais eqüidistante possível, tanto do amor quanto do ódio.

Todos os seres vivos odeiam a dor; logo, não os injuries e nem os mates.

Essa é a essência da sabedoria: não tirar a vida de qualquer coisa.

Deixa de lado o orgulho, a ira, o ludíbrio e a cobiça.

Os homens sofrem individualmente pelos feitos por eles mesmos praticados .

O sábio deveria considerar que não é só ele quem sofre; todas as criaturas do mundo também sofrem.

A presunção é um espinho muito agudo; é muito difícil extraí-lo.

Nenhum homem deveria buscar a fama e o respeito através de suas austeridades.

Um homem deveria tratar todas as criaturas do mundo como ele mesmo gostaria de ser tratado.

Aquele que se purifica por meio da meditação é como uma embarcação na água, que evita os perigos, e então chega à praia. Não afirmes que não existe tal coisa como o bem ou o mal, mas que existe tanto o bem quanto o mal. A razão pela qual a maioria dos jainas compõe-se de pessoas abastadas é que a devoção deles à regra da ahimsa impede que se ocupem da maioria dos trabalhos manuais. Resta-lhes seguir ocupações que não ameaçam a vida como as finanças, o comércio e as atividades bancárias.

O JAINISMO E O CRISTIANISMO

O Jainismo é uma religião legalista, pois o indivíduo só obteria sua própria salvação por meio de uma rígida autonegação. Nessa religião não há liberdades, apenas deveres. Em contraste com esse sistema que ensina a salvação no sentido hindu do termo (através do esforço próprio), a salvação bíblica liberta a pessoa através de Jesus Cristo, o qual ensinou:

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. (João 8:36).

Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mateus 11:28-30).

A fé ensinada por Jesus alivia as pessoas de seus fardos, ao passo que o Jainismo lhes aumenta a carga. No Jainismo há ausência de qualquer conceito de Deus em sentido pessoal. Mahavira e os antigos jainas rejeitavam a existência de um ser supremo. Embora a oração e a adoração não fossem advogadas pelo próprio Mahavira, depois da sua morte o jainismo passou a adorar Mahavira como uma das divindades hindus.

A Bíblia condena a adoração a qualquer divindade à parte de Yahweh, o Senhor: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim.” (Êxodo 20:2,3).

A doutrina da ahimsa, central na crença jainista, é impossível de ser praticada plenamente, visto ninguém poder evitar de matar milhões de microorganismos, até mesmo quando toma um copo de água. Isso, por sua vez, produz um karma negativo, virtualmente impossibilitando a salvação.

COSMOLOGIA JAINA – O JIVA E AS CORES DA AURA:

Segundo o Jainismo, o universo é um organismo vivo, animado em todas as suas partes por incontáveis mônadas vitais, que circulam por todas as regiões do Cosmo, seu espaço e suas esferas. Este organismo, o Universo, jamais morrerá, nós, ou seja, os Jivas ( mônadas ) que compõem a própria substancia deste Cosmo, também somos eternos.

Ascendemos e descendemos passando por vários estágios deste Ser, como animais, humanos ou seres divinos. Os corpos parecem morrer e nascer, mas a cadeia é continua, as transformações intermináveis.

As mônadas que estão em estágio mais consciente possuem 5 faculdades sensoriais:

a) Uma faculdade pensante ( Manas );

b) Durações de vida ( Ayus );

c) Força física ( Kaila- Bala );

d) Poder de palavra ( Vacan – Bala );

e) Poder de respiração ( Svasicchvasa – Bala ).

Estas faculdades são comuns às clássicas filosofias indianas, Brahmanismo, Shankya, Yoga e Vedanta.

O Jainismo, considera que o Jiva ( mônada ) se difunde por todo o organismo; o corpo constitui, por assim dizer, sua veste. A mônada Vital é o princípio que anima o corpo – a essência desta mônada está impregnada de partículas de Karman, como a água no leite ou como o fogo em uma bola incandescente, a matéria Kármica conferem à aura da mônada vital 6 tipos de cores ( lesya ) que representam os tipos de natureza que o Jiva tem em relação à sua purificação ( ou não ) Kármica. Ás seis cores, em série ascendente, são:

1 – Branca ( shukla)

2 – Amarela ou rosa ( Padma, como um lótus )

3 – Vermelho fogo ( Tejas )

4 – Cinza chumbo ( Kapota )

5 – Azul escuro ( Nila )

6 – Preto ( Krshna )

O é a cor característica das pessoas impiedosas, cruéis e brutas e torturam outros seres. O azul escuro caracteriza as pessoas libertinas e corruptas, ambiciosas, insaciáveis e volúveis. O cinza – chumbo é típico dos temerários, imprudentes, incontrolados e irascíveis, ao passo que o vermelho – fogo é a cor dos prudentes, honestos, magnânimos e devotos. O amarelo detona compaixão, consideração, ausência de egoísmo, não violência e autocontrole, enquanto as almas brancas são desapaixonadas, absolutamente desapegadas e imparciais.

Assim como a água flui de um reservatório através de canais, igualmente a matéria Kármica das seis cores flui para a mônada através dos órgãos físicos. Atos pecaminoso provocam um “ influxo de mau Karman” ( papa – asrava ) e isto aumenta a matéria negra da mônada; por outro lado, atos virtuosos causam um “ influxo de Karman bom ou sagrado” ( punya – asrava ), que torna a mônada mais branca. Todavia, mesmo este Karman positivo mantém a mônada vital atada ao mundo. Ao se aumentar a matéria Kármica branca e amarela, os atos virtuosos produzem laços mais suaves e leves; porem, ainda são laços e não bastam para consumar a libertação. Para se atingir o nirvana, todo tipo de influxos ( agrava ) deve ser acumulado, e este estacionar da vida pode efetuar-se unicamente pela abstenção de ação, seja ela boa ou má.

PONTOS DE DESACORDO ENTRE HINDUÍSMO, JAINISMO E BUDISMO

NATUREZA DO MAL

HINDUÍSMO: Intelectual=Ignorância de Brahma

JAINISMO: Físico=Estorvo do corpo

BUDISMO: Emocional=Desejos insatisfeitos

COMO VENCER O MAL

HINDUÍSMO: Conhecendo o panteísmo

JAINISMO: Praticando o ascetismo

BUDISMO: Suprimindo os desejos

MUNDO MATERIAL

HINDUÍSMO: Irreal, uma ilusão

JAINISMO: Real

BUDISMO: Irreal

VALOR DO ASCETISMO

HINDUÍSMO: Opcional, mas teoricamente desnecessário

JAINISMO: Obrigatório, principal meio de salvação

BUDISMO: Dos desejos, e não só do corpo

VALOR DA MORALIDADE

HINDUÍSMO: Sem importância, ilusória afinal

JAINÍSMO: Relativamente sem importância; lista de proibições

BUDISMO: Muito importante, mas bem subordinada

SALVAÇÃO RESULTANTE

HINDUÍSMO: Reabsorção mística no infinito

JAINISMO: Alma livre dos apegos mundanos

BUDISMO: Paz sem paixão-o Nirvana

REFUTAÇÃO COM VERSÍCULO BÍBLICO:

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (AT 4:12)

BIBLIOGRAFIA

MAB – MINISTÉRIO APOLOGÉTICO BÍBLICO ( Site Internet: www. Miapbi. Hpg. Ig, com. Br/ religioes/ jainismo/ index. Htm

APOSTILA ( Prof. Pericles )

José Rabelo é membro da Igreja Evangélica Batista Shekinah da Cidade de Borborema, SP.

E-mail. [email protected]

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