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pilulaA Igreja Católica Romana na Alemanha afirmou nesta quinta (21) que deixará de condenar o uso de alguns tipos de “pílulas do dia seguinte” para vítimas de estupro, após dois hospitais terem causado polêmica ao se recusarem a tratar uma mulher que havia sido violentada.

A Conferência dos Bispos da Alemanha disse que hospitais geridos pela igreja passarão, agora, a assegurar assistência médica, psicológica e emocional para vítimas desse tipo de crime –inclusive administrando pílulas que previnem a gravidez sem que seja induzido um aborto–, segundo o arcebispo Robert Zollitsch.

A igreja permanece contra o aborto e o controle de natalidade artificial, mas, na Alemanha, o clero passará a diferenciar pílulas que evitam que o espermatozoide fecunde o óvulo (caso das pílulas do dia seguinte) e medicamentos que induzem o aborto, e as primeiras serão utilizadas tão somente em casos de estupro.

“Métodos farmacêuticos e médicos que induzem a morte de um embrião continuarão a não ser usados”, afirmou Zollitsch, em comunicado. Na prática, isso veta o uso de drogas que têm como princípio ativo a mifepristona ou o RU-486.

Já era esperado que a igreja na Alemanha, que já havia enfrentado grandes deserções de fiéis após a divulgação de casos de abuso sexual de crianças por padres, revisse sua posição, após seus clérigos terem ido a público se desculpar por um incidente envolvendo dois hospitais em Colônia, em janeiro.

Na época, uma mulher de 25 anos foi aos hospitais fazer exames ginecológicos após ter sido drogada em uma festa e crer que pudesse ter sido estuprada. Os hospitais, administrados pela igreja, se recusaram a tratá-la por não poderem receitar a pílula do dia seguinte. Ele foi finalmente tratada em uma hospital gerido por presbiterianos.

Um grupo laico alemão, crítico ao catolicismo, afirmou que os bispos cederam à pílula por receio de perder subsídios estatais decorrente da gerência dos hospitais –a igreja possui a concessão de 25% dos centros médicos no país.

Mais de 180 mil católicos alemães deixaram a igreja em 2010 devido aos escândalos, e outros 126 mil no ano seguinte, reduzindo a população destes no país a 24,47 milhões –em um país de 82 milhões de habitantes.

Folha / Portal Padom

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