Depois de polêmica, órgão regulador japonês proíbe games de estupro

203

Uma entidade reguladora da indústria de softwares japonesa decidiu proibir games de computadores nos quais os jogadores simulam violência sexual contra mulheres.

O anúncio foi feito pelo porta-voz da organização por comunicado, na quinta-feira (4), logo em seguida da polêmica entre uma fabricante de jogos do país e associações de direitos humanos dos Estados Unidos.O grupo japonês Organização pela Ética de Softwares disse que a medida vem para controlar conteúdos que considera “desviados, extremamente, das normas sociais”.

A entidade afirma que agora proibirá “softwares de tortura sexual” e deixou claro que o fio condutor deve ser o bloqueio da circulação desse tipo de conteúdo no mercado.

O grupo informou ainda que fará triagem de todos os games de conteúdo adulto fabricados no Japão, e que os produtos virão com etiqueta de aviso.

A proibição é uma forma da indústria se autorregular para que não infrinja normas legais –mas a ideia fundamental é desencorajar fabricantes da venda desse tipo de jogo, disse o porta-voz.

A manobra da instituição vem logo em seguida de uma fabricante japonesa de games ter atraído protestos furiosos de ONGs de direitos humanos, a partir de campanhas contra o jogo “RapeLay”, que leva os jogadores a simular estupro de jovens garotas.

Usuários do game ganham pontos por atos de violência sexual, incluindo abordagem de garotas em estações de trem, estupro de virgens e suas mães, e forçando mulheres a fazer aborto, de acordo com um comunicado da organização norte-americana Equality Now.

No mês passado, a fabricante Illusion, autora do jogo, minimizou os protestos, dizendo que o jogo era voltado ao mercado doméstico, e que cumpria as exigências das legislações japonesas.

Em fevereiro, houve retaliação por parte da magazine on-line Amazon, que retirou o game de seus sites.

Fonte: Folha Online / www.padom.com

Deixe sua opinião