biblia e homossexualidadeExiste uma insistente troca de acusações de manipulação da Bíblia entre os apologistas da homossexualidade e os apologistas da heterossexualidade.

Em artigo publicado na revista lésbica brasileira “Um Outro Olhar” (dez. 2002–fev. 2003, p. 24), a escritora Stella C. Ferraz, autora de romances lésbicos, que participou de um curso sobre a Bíblia e a homossexualidade numa igreja “de orientação anglicana” em Nova York, em maio de 2002, afirma que “a Bíblia é um “closet” vazio, não há nada de específico sobre homossexualidade, nada nos diz sobre ela, tal como é entendido hoje”. Stella Ferraz está equivocada, tem sido mal assessorada.Não há como negar: os homossexuais e seus defensores têm cometido uma tremenda injustiça contra alguns personagens bíblicos. A relação das pessoas atingidas é cada vez maior. Eles mancham o nome e o caráter de alguns dos mais notáveis vultos da história bíblica, ora com maliciosas sugestões ora com declarações absurdas. Dizem que formam pares de homossexuais: José e Potifar, Rute e Noemi, Davi e Jônatas, o centurião e o seu servo que estava quase à morte (Lc 7.1-3), Paulo e Timóteo. Dizem irresponsavelmente que o espinho na carne de Paulo era a sua tendência homossexual. A mais irreverente de todas as intrigas, deixamos de citar em respeito à pessoa de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Ora, qualquer pessoa que conhece seriamente a Bíblia é obrigada a interpretar essas falsas insinuações como um feio artifício de defesa própria.

Mas é bom admitir que, às vezes, os cristãos, em seu ardor de defender a ortodoxia, estão também sujeitos a cair na tentação de usar a Palavra de Deus a torto e a direito. Na análise da destruição de Sodoma e Gomorra, a passagem esclarecedora de Ezequiel permaneceu oculta por muito tempo entre os evangélicos: “Este foi o pecado de sua irmã Sodoma: ela e suas filhas eram arrogantes, tinham fartura de comida e viviam despreocupadas; não ajudavam os pobres e os necessitados” (Ez 16.49, NVI). À luz dessa informação, o pecado de Sodoma e Gomorra não foi apenas de ordem sexual, mas também de ordem social. Aos homossexuais é preciso dizer a mesma coisa na ordem inversa: o pecado de Sodoma e Gomorra não foi apenas de ordem social, mas também de ordem sexual.

Os homossexuais fazem uma tremenda resistência a um dos motivos da destruição de Sodoma e Gomorra. A própria escritora Stella Ferraz foge do que está registrado e diz que o atentado dos homens de Sodoma “tem a ver com estupro coletivo, humilhação e violência e não com homossexualidade”. Mas a Bíblia é taxativa: a multidão de homens tresloucados, “dos mais jovens aos mais velhos”, cercou a casa de Ló e exigiu dele: “Onde estão os homens que vieram à sua casa esta noite? Traga-os para nós aqui fora para que tenhamos relações com eles” (Gn 19.4,5). Corrobora essa versão a pequena Epístola de Judas: “Sodoma e Gomorra e as cidades em redor se entregaram à imoralidade e a relações sexuais antinaturais” (Jd 7, NVI). Outras versões dizem que os sodomitas se entregaram “a vícios contra a natureza”. Afinal, o que é sodomia, sodômico, sodomita, sodomítica e sodomizar? Basta abrir o Aurélio: sodomia é a junção da palavra “Sodoma” com “ia” e quer dizer: “conjunção sexual anal, entre homem e mulher, ou entre homossexuais masculinos”.

Os apologistas de ambas as correntes são culpados de não misturar a “dura lex” com a “sola gratia”. Os homossexuais fazem questão de salientar a “sola gratia”: “a Bíblia”, lembra a já citada Stella Ferraz, “tem muito a dizer sobre a graça de Deus, sua justiça e misericórdia”. Alguns evangélicos fazem questão de salientar a “dura lex”: todos os homossexuais serão jogados no inferno e “serão atormentados dia e noite para todo o sempre” (Ap 20.10).

VALE LEMBRAR QUE:
Comportamento homossexual, nem aprovação nem ódio
A Igreja precisa ser fiel ao compromisso ético e ao compromisso evangélico. O primeiro a leva a dizer que a prática homossexual é uma união ilícita. O segundo, a pregar as boas notícias do amor, da misericórdia e do perdão de Deus.

Ultimato[bb]/padom.com

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