Um tribunal alemão determinou que circuncidar bebês por motivos religiosos, como fazem os Judeus por milhares de anos, constituí em danos corporais de natureza grave, sendo um crime independentemente da autorização dos pais.

Um especialista em saúde publica que também é judeu e praticante da circuncisão qualificou a decisão como “estúpida” sendo produto da “política dos pensadores liberais modernos” que não estão abertos à persuasão sobre os valores judaicos e que devem ao menos considerar os estudos sobre os benefícios sobre a saúde em que a circuncisão trás.

No entanto a decisão foi aplaudida pelos grupos anti-circuncisão, pedindo que os tribunais de outros lugares passem a seguir o exemplo.

Muçulmanos e judeus alemães têm reagido contra uma sentença da Corte Distrital de Colônia. Tudo por causa de uma decisão contra um Clínico Geral de Colônia, que circuncidou um menino de quatro anos a pedido de seus pais muçulmanos. Dias após a cirurgia, a criança teve que passar pela emergência porque estava sangrando muito.

O advogado da cidade processou o médico. O médico foi absolvido em primeira instância e em recurso, como o tribunal argumentou que, no momento dos fatos não puderam determinar se ele estava agindo ilegalmente.

Para os judeus, a circuncisão tem sido um princípio fundamental da fé, praticada há 4.000 anos. Eles realizam quando o bebe menino completa oito dias de vida, simbolizando que a pessoa estava em aliança com o seu Criador.

A remoção do prepúcio é também um rito de inicialização no Islã, às vezes no momento do nascimento, ou aos sete dias de vida.

Milhares de pais nos Estados Unidos e em outros países ocidentais circuncidam seus filhos, inclusive por razões de higiene como um beneficio para a saúde ou por tradição familiar.

Portal Padom

Traduzido e adaptado de CNS News

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