Advogado de cristão preso por sua fé apela para que o soltem

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cristão-marrocos-preso-féO advogado que trata do caso do cristão Mohammad El Baldi, que esta preso e condenado por proselitismo a dois anos e meio de prisão em Marrocos, entrou com uma alegação perante o tribunal de apelações de Fez, para analisar o seu caso.

Mohammad conta agora com representação legal e com o apoio de sua família e Associação Marroquina dos Direitos Humanos (AMDH), ao qual não teve acesso quando foi preso e julgado na semana passada em Tanuat. O caso esta prestes a entrar em uma nova fase, no Tribunal de Recurso de Fez.

Segundo a imprensa local, A Anistia Internacional poderá optar por lançar uma campanha internacional de apoio ao vendedor preso por sua fé.

Mohamed Oulad Ayad, presidente da organização dos direitos, acredita que o tribunal de Fez pode ‘preparar o caminho abrindo um novo capitulo no caso’.

“O caso é um pouco complicado”, disse Ayad, pois a acusação de proselitismo complica a sua defesa. No tribunal de Tanual ele foi condenado por “abalar a fé muçulmana de uma criança”.

Segundo a imprensa local Yabiladi, o vendedor Ain Aich, admitiu ‘abraçar o cristianismo’ e ‘falhar na tentativa de converter sua família’. Também detalha que assistiu reuniões clandestinas em Rabat e Meknes. Em uma delas estava presente um americano que colaborava com uma ONG, que postamente lhe fornecia materiais cristãs, livros,folhetos e Cds.

Tanto a família de Mohammad, como seus advogados tem a esperança em que a apelação será bem sucedida. Especialmente sobre o caso que conta com a implicação de grupos de pressão externa, o que poderia fazer com que a justiça marroquina reveja o caso.

Outro apoio que tem surgido para Mohammad esta entre os muçulmanos marroquinos a xiitas, que tem mostrado publicamente sua oposição ao artigo 220 do Código Pena, que restringe a liberdade de consciência e de religião no país.

Segundo a imprensa espanhola, Protestante Digital, o caso tem causado medo entre os cristãos evangélicos de Marrocos, que são forçados a viver a sua fé na clandestinidade e tomar precauções para evitar esses abusos da liberdade que ocorrem ao longo do tempo no país Norte da África.

Portal Padom

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