Milagres acontecem
Não consigo ler o livro de Atos sem me sentir muito envergonhado! Os apóstolos viveram e serviram dentro do mundo dos milagres.
Milagres acontecem
Não consigo ler o livro de Atos sem me sentir muito envergonhado! Os apóstolos viveram e serviram dentro do mundo dos milagres.

Não consigo ler o livro de Atos sem me sentir muito envergonhado! Os apóstolos viveram e serviram dentro do mundo dos milagres. Mesmo leigos como Estevão e Filipe, homens que serviam às mesas, eram poderosos no Espírito Santo, e operavam milagres agitando cidades inteiras. Quem consegue ler o livro de Atos sem temor e sem se maravilhar em face dos milagres que Deus operava por eles, e entre eles? Anjos lhes apareciam, soltavam as correntes e os conduziam para fora de prisões de alta segurança. Tinham visões poderosas, claras e detalhadas. Pedro era tão cheio do Espírito Santo que enfermos eram trazidos às ruas sobre leitos e macas, para que sua sombra caísse sobre eles e fossem curados (Atos 5:15). Aleijados eram curados e saltavam pelo templo; e há registro de milagres especiais: “E Deus, pelas mãos de Paulo, fez milagres extraordinários. De sorte que até lenços e aventais eram levados do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades os deixavam e os espíritos malignos saíam” (Atos 19:11-12).

Por que não vivemos hoje dentro desta esfera de milagres? Onde está nos dias de hoje o poder apostólico de Jesus Cristo? Não estou falando dos cultos de libertação e dos “astros” evangelistas que fazem curas. Estou falando de um modo de vida milagroso para todo crente verdadeiro. Deus não mudou; nós mudamos. O mesmo Senhor está conosco – temos as mesmas promessas e Deus está mais do que desejoso de cumpri-las de novo. Mas, lamentavelmente, há hoje a idéia de que não necessitamos de milagres. Dizem: “Nossa geração tem uma revelação maior; recebe mais educação, tem mais conhecimento. Não devemos esperar que o Senhor realize as mesmas coisas hoje, visto que aquilo era necessário apenas para estabelecer a igreja.”

Minha resposta à esta alegação é que se o milagre foi necessário para estabelecer a igreja, ele é ainda mais necessário no encerramento da era da igreja! Os homens maus pioraram, e o pecado aumenta cada vez mais. Os corruptores crescem em número, e a violência foge ao controle; o inferno alargou suas fronteiras. Satanás desceu com grande ira. À medida que doutrinas de demônios invadem como dilúvio, a apostasia piora.

Vivemos a grande derrocada. Satanás tem seus próprios anjos que fingem ser grandes evangelistas e mestres. O aborto cobriu a terra de culpa pelo sangue. Pais maltratam os próprios filhos – até bebês sofrem abuso. Nossa juventude está fora de controle com cocaína, “crack” e o álcool se espalhando pelas escolas, devastando e matando, transformando adolescentes em enfermos, ladrões enlouquecidos e criminosos. Novas doenças como AIDS e herpes disseminam a morte mundo afora.

Necessitamos mais de Jesus – mais de Seu poder salvador, curador, mais de milagres do que qualquer geração passada! Os apóstolos sabiam o preço destes atos milagrosos e avidamente pagavam por ele, mas nossa geração não está disposta a pagá-lo.

Deus Respondia de Modo Milagroso a Eles Porque Oravam Sem Cessar

O livro de Atos é o registro de homens e mulheres santos buscando a face do Senhor. Do princípio ao fim, conta como as orações moviam a Deus; quer no cenáculo, na prisão, em alguma casa secreta escondendo-se das autoridades, quer na casa de Simão, numa rua chamada Direita – eles oravam! Oravam de manhã e, às vezes, a noite toda – oravam sem cessar. Cornélio orava sempre. Pedro orava sobre os telhados, nos eirados. Na praia, no templo ou no deserto, eles invocavam o Senhor continuamente. Passavam horas e dias trancados com Deus, até que recebessem orientação amorosa, detalhada. Que detalhes Deus dava!

Ananias, que vivia dentro da esfera dos milagres, era um homem de Deus dado à oração. “Havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. Disse-lhe o Senhor, em uma visão: Ananias! Ele respondeu: Eis-me aqui, Senhor. Disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo, pois ele está orando. Numa visão ele viu que entrava um homem chamado Ananias, e punha sobre ele a mão, para que tornasse a ver” (Atos 9: 10-12).

Ouça as instruções pormenorizadas que Deus lhe deu: “Vai!” Ele indicou com precisão a casa, deu o nome do proprietário, indicou o homem por quem devia orar! Depois Deus disse: “Ele sabe que você está vindo. Sabe até seu nome. E sabe o que você fará quando entrar no quarto onde ele está, porque eu lhe disse tudo!” Por que o Senhor contou a este recém-convertido detalhes tão íntimos? Porque “ele está orando.” Durante três dias Saulo jejuou e orou. Não era “Senhor, que podes Tu fazer por mim?” Mas, pelo contrário, “Senhor, que queres que eu faça?” A visão de Jesus consumia-o de tal modo que ele de pronto abandonou tudo ali mesmo, e se fez escravo do Senhor daquele momento em diante.

Tivesse Saulo sido salvo em nosso tempo, ele teria sido sugado para o nosso mundo de agitos com uma “blitz” da mídia, um livro sucesso de livraria, e convites para dar seu testemunho à igrejas por toda a parte.

Por que hoje tantos são salvos de modo miraculoso, exatamente como Saulo, mas diferente dele, logo mais estão vivendo em confusão não sabendo o que fazer? Deus disse a Saulo: “Agora levanta-te, e entra na cidade. Lá te será dito o que te convém fazer” (Atos 9:6). Deus estava dizendo: “Vá orar! Vá buscar a minha face e aprender a esperar em mim! Mostre-me que deseja mais de mim!” Não vieram instruções, não veio visão, enquanto não passou três dias em oração. Mas que coisa poderosa e milagrosa aconteceu durante a oração: Saulo veio a conhecer a voz de Deus, e a aprender a depender da Sua orientação. Embora apenas recém-nascido como cristão, ele já estava sendo claramente guiado por Deus. Saulo não necessitava de conselheiro ou de profeta para lhe mostrar o que fazer; não precisava de ninguém para lhe dar uma palavra de conhecimento, porque o Senhor lhe disse: “eu lhe mostrarei” (Atos 9:16).

Posso imaginar um pregador fundamentalista vindo para ver Saulo antes de Ananias chegar: ele o vê no chão, chorando, clamando: “Jesus, revela-Te em mim, não apenas para mim.” O fundamentalista diria: “Irmão Saulo, você foi salvo de forma maravilhosa. Que mais você quer? Receba isso pela fé. Você está prestes a se tornar um fanático! Não sabe que as almas estão morrendo lá fora? Deus lhe chamou para evangelizar. Testemunhar é vontade de Deus, por isso vá depressa e ganhe o mundo para Jesus!” Saulo responde: “Irmão, não me moverei! Desculpe-me, por favor, mas estou esperando um homem chamado Ananias. Você é Ananias?” O fundamentalista fica impaciente. “Você está louco? Quem lhe disse que um homem assim assim está vindo? Quem disse que ele vai entrar aqui, impor as mãos e curar sua vista?” Saulo responde: “O Senhor me disse numa visão! Sei o nome do homem, e sei o que ele fará. Sei que serei curado.”

Neste mesmo cenário, entraria um mestre carismático da prosperidade, e do sucesso. “Irmão Saulo, trouxe-lhe um exemplar autografado do meu último livro, ‘Direitos da Aliança’. Estou aqui para dizer-lhe que Deus deseja que o novo Saulo prospere e goze sempre de boa saúde. Se aprender meus segredos para o sucesso e prosperidade, você não terá de chorar e sofrer como vem fazendo nestes últimos dias. Reivindique seus direitos! Você só precisa de fé! Você só precisa pedir!” A isto Saulo responde: “Lamento, irmão! O Senhor está me mostrando muitas coisas que devo sofrer por causa do Seu nome. Estou à espera de Ananias. Não posso reivindicar nada, fazer nada, ir à parte alguma até que ele venha e imponha suas mãos sobre mim. Deus me dirá o que fazer a seguir.” O mestre responderia: “Mas você não passa de um bebê em Jesus! Tenho caminhado com Ele há muito tempo, e tenho conhecimento de revelação. Deixe que eu lhe ensine!” A resposta simples de Saulo é: “Eu só sei é que Ele me apareceu e conversou comigo!”

Depois vem o caso de Pedro, orando no eirado. À quase cinqüenta quilômetros de distância, em Cesaréia, Cornélio está “sempre” orando.

“Havia em Cesaréia um homem por nome Cornélio, centurião da corte chamada italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a Deus. Este, quase à hora nona, viu claramente, numa visão, um anjo de Deus, que se dirigia a ele, e dizia: Cornélio! Cornélio, fixando nele os olhos, e muito atemorizado, perguntou: Que é, Senhor? Respondeu-lhe o anjo: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus. Agora envia homens a Jope, e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro. Este está com um Simão curtidor, que tem sua casa junto ao mar. Ele te dirá o que deves fazer” (Atos 10:1-6).

De novo, instruções pormenorizadas! A cidade era Jope; a casa era a de Simão; e o homem que tem a resposta era Pedro.

Neste ínterim, “subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta” (Atos 10:9). “Sobreveio-lhe um arrebatamento” (Atos 10:10), o que significa que teve uma visão. “Pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Simão, três homens te procuram…vai com eles…porque eu os enviei” (Atos 10:19,20). Pedro vai à casa de Cornélio e encontra um homem orando, que lhe fala da visita de anjos, dando-lhe orientação sobrenatural.

“Respondeu Cornélio: Há quatro dias estava eu em jejum até esta hora, orando em minha casa à hora nona. De repente diante de mim se apresentou um homem com vestes resplandescentes, e disse: Cornélio, a tua oração foi ouvida, e as tuas esmolas estão em memória diante de Deus. Envia a Jope, e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro. Este está em casa de Simão, o curtidor, junto ao mar. Imediatamente mandei chamar-te, e bem fizeste em vir. Agora estamos todos presentes diante de Deus, para ouvir tudo o que te foi ordenado pelo Senhor” (Atos 10:30-33).

O Espírito Santo é tão específico que dá ambos os nomes: “chamar Simão, que tem por sobrenome Pedro” (v. 32). Para ter certeza que Cornélio chamaria o homem certo (visto que Pedro estava hospedado na casa de outro homem chamado Simão), Deus lhe disse que o nome era Simão Pedro!

Por todo o livro de Atos lemos estas palavras: “Deus lhes disse”, “o Senhor falou”, “o Espírito Santo declarou”, “o anjo respondeu”. O céu não estava fechado. Eles tinham a clara mente do Senhor; nada havia de “nebuloso”, ou revestido de subterfúgios com relação a que ouviam. Era muito prático, muito pormenorizado, e muito claro. Mas a palavra do céu vinha só depois de muita oração, após fechar-se a sós com Deus em secreto.

“Na igreja de Antioquia havia alguns profetas e mestres, a saber: Barnabé e Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. Servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, depois de jejuarem e orarem, puseram sobre eles as mãos, e os despediram. Assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia, e dali navegaram para Chipre” (Atos 13:1-4).

Eles jejuaram e oraram até que viesse a palavra; e então jejuaram e oraram de novo antes de enviá-los!

Mais tarde Paulo se levanta diante da multidão furiosa de judeus em Jerusalém, e narra sua história milagrosa:

“Como eu não via, por causa do esplendor daquela luz, fui guiado pela mão dos que estavam comigo, e cheguei a Damasco. Certo Ananias, homem piedoso conforme a lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que ali moravam veio ter comigo, e apresentou-se, dizendo: Saulo, irmão, recobra a vista. Naquela mesma hora o vi. Disse ele: O Deus de nossos pais de antemão te designou para conheceres a sua vontade, e ver o Justo, e ouvir a voz da sua boca. Hás de ser testemunha para com todos os homens, do que tens visto e ouvido” (Atos 22: 11-15).

Paulo deixou muito claro que se tratava mais do que uma simples conversão miraculosa – devia se tornar um estilo de vida.

Havia três coisas que Deus desejava para Paulo: que ele conhecesse a Sua vontade, que tivesse uma visão de Cristo, e que ouvisse Sua voz de Sua própria boca (significando que fôra uma realidade pessoal, e não por ouvir dizer).

O Povo de Deus Poderia Receber DEle a Mesma Palavra Clara Se Buscasse com a Mesma Intensidade a Sua Face em Oração

Os cristãos raramente oram hoje, porque foram ensinados a “aceitar tudo pela fé”. Pregamos a fé aqui na igreja de Times Square, mas não excluímos a oração. Ensinamos a obediência, o arrependimento, a Palavra, a fé e a oração! Há os que dizem: “Por que orar? Por que pleitear de Deus quando Ele já prometeu? Se Ele sabe do que necessitamos antes de pedirmos, por que continuar pedindo?” Alguns chegam a ensinar: “Se você pede quando Ele já prometeu, é incredulidade. Simplesmente reivindique a promessa e depois descanse; não há necessidade de pedi-la em oração.”

Abraão tinha a promessa segura de tornar-se uma poderosa nação; Deus já lhe tinha prometido isto. “Toda esta terra que vês, hei de dar a ti…Farei a tua descendência como o pó da terra” (Gênesis 13:15,16). Deus havia prometido abençoar aos que o abençoassem e amaldiçoar aos que o amaldiçoassem. Abraão tinha muita fé, tanta que Deus lha atribuiu para justiça: “Creu Abrão no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça” (Gênesis 15:6). Aqui está um homem de Deus, firme nas promessas do Senhor e cheio de fé; não obstante ele corria ao altar repetidas vezes para orar. “Dali passou para o monte ao oriente de Betel…ali edificou um altar ao Senhor, e invocou o nome do Senhor” (Gênesis 12:8).

De novo, depois de subir do Egito, passada a fome, diz a Bíblia: “Subiu, pois, Abrão do Egito…Era Abrão muito rico em gado, em prata e em ouro. Fez suas jornadas do Neguebe até Betel…até o lugar do altar…Ali invocou Abrão o nome do Senhor” (Gênesis 13:1-4). Vemos, pois, que nem a sua fé nem as promessas de Deus substituíram a oração.

Moisés, também, dava mais valor à sua intimidade com Deus do que à qualquer bênção. Olhe para ele em pé no cimo do monte com os braços levantados para Deus, sustentados por Arão e Hur, um de cada lado! Deus já havia prometido que os amalequitas seriam derrotados e Israel tinha a promessa da vitória. Não obstante, Moisés sobe ao monte para invocar a Deus com as mãos levantadas: “Edificou Moisés um altar, e lhe chamou: O Senhor é a minha bandeira” (Êxodo 17:15).

Somos ateus neste assunto de oração, quando comparados com a igreja primitiva. Muitos hoje consideram a oração secreta como tarefa árdua e enfadonha. Por isso a executam só de quando em quando – e na maioria das vezes envergonhados por fazê-lo. Pode você imaginar um marido e a esposa vivendo na mesma casa, raramente falando um com o outro; mas em público, ela fala com ele como se fossem íntimos? Quando conversa com ele dentro do lar, mostra-se enfarada, desvia os olhos para outro lugar, depois o negligencia dias seguidos. É deste modo que alguns tratam nosso bendito Senhor! Oração, a oração em secreto, é a mais poderosa arma que Deus deu a Seu povo; contudo, é desdenhada, negligenciada, e raramente usada.

Deus está ansioso para nos mostrar que também temos poder na oração. Ele nos dá este glorioso lembrete em Tiago 5:16-18:

“Portanto, confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós, e orou com fervor para que não chovesse, e durante três anos e seis meses não choveu sobre a terra. E orou outra vez e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto.”

Elias era humano e atingido pelas mesmas coisas que nós somos: estava sujeito aos mesmos temores, anseios, esperanças, desesperos, e necessidades – entretanto suas orações alcançaram resultados! Deus está nos mostrando o que fazer em cada crise. Correr para Ele! Tornar-se fervoroso! Orar com portas abertas e portas fechadas! Elias orou fervorosamente, continuou orando e esperando até que o Senhor respondeu. Sete vezes mandou seu servo perscrutar o horizonte em busca de apenas um pequeno sinal.

Hoje, depois de uma ou duas sessões, desistimos e nos iramos com Deus. Dizemos: “Para mim não funciona. Orei e meu marido e eu continuamos com problemas, e ainda não consegui o que queria.” É óbvio que as pessoas deixam de orar porque acham que a oração não funciona. Não sabem o que significa perseverar na oração – voltar como Elias vez após vez com a cabeça até o chão. A isto se chama “trancar-se com Deus”. No Antigo Testamento dá-se o nome de “lutar com Deus”. A oração de Jacó era: “Não te deixarei ir, se me não abençoares” (Gênesis 32:26). A espera, as demoras, têm um propósito: amoldarmo-nos a Cristo. Não conseguiremos passar muito tempo em Sua presença sem que venhamos a conhecê-Lo. Quanto mais tempo demora a resposta e mais você insiste em oração, tanto mais importante Cristo se torna e tanto menos importante se torna a resposta. De um jeito ou de outro, você sai ganhando!

Deus Vai Chamar Um Povo Remanescente Para Ficar a Sós com Ele.

Os profetas predisseram que nos últimos dias, quando as calamidades viessem, Deus chamaria um remanescente para fechar-se com Ele. Daniel entendeu que relógio do tempo divino era para sua época, pois havia estudado os profetas do passado. “Eu, Daniel, entendi pelos livros, que o número de anos, de que falou o Senhor ao profeta Jeremias, era de setenta anos. Dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e rogos, com jejum, pano de saco e cinza” (Daniel 9:2-3). Estudando o profeta Jeremias, Daniel descobriu que os setenta anos de exílio estavam prestes a terminar. Diz Jeremias 29:10,11: “Assim diz o Senhor: Certamente que passados setenta anos em Babilônia, atentarei para vós, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando-vos a trazer a este lugar. Pois eu sei os planos que tenho para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar uma esperança e um futuro.”

Por que Daniel não se regozijou? Por que não se agarrou à promessa pela fé e descansou? Por que começou a chorar, orar, e jejuar, sentando em pano de saco? Foi porque ele também descobriu uma condição para que toda esta bondade acontecesse. Sim, Deus prometeu libertá-los, fazer-lhes o bem; mas, aí estão os versículos 12-14 do mesmo capítulo: “Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor. e farei voltar os vossos cativos”. O pecado, ou o desinteresse, podem frustrar as promessas de Deus. Daniel descobriu no capítulo 4 de Deuteronômio a advertência de Moisés de que Israel seria disperso por causa do pecado, mas também a promessa de que a nação poderia ser liberta. “Então dali (do cativeiro) buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma” (Deut. 4:29).

Onde Estamos Nós na Profecia ?

Fazendo a mesma busca nos profetas, podemos descobrir onde nos encontramos na profecia. Creio que somos encontrados no capítulo 26 de Isaías e em Deuteronômio 4:29-31. Lemos em Deuteronômio 4:30 e 31: “Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então nos últimos dias voltarás para o Senhor teu Deus. e ouvirás a sua voz. Pois o Senhor teu Deus é Deus misericordioso, não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança que jurou a teus pais.”

Esses versículos não se destinavam ao tempo de Daniel. Eles são para os últimos dias, para o nosso tempo. No capítulo 26 de Isaías, Deus diz que Sua bondade já demonstrada não produziu arrependimento: “Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; até na terra da retidão ele pratica a iniqüidade, e não atenta para a majestade do Senhor” (Isaías 26:10).

A nossa nação foi fundada para ser uma terra para os retos. Deus favorece-nos e tem mostrado Sua bondade a fim de levar-nos ao arrependimento. Mas nosso país procede perversamente e não reconhece o poder de Deus, e Sua obra a nosso favor. Por isso Deus vai enviar juízos imediatos: “Com a minha alma te desejo de noite, e com o meu espírito, que está dentro em mim, madrugo a buscar-te. Quando os teus juízos reinam na terra, os moradores do mundo aprendem retidão” (Isaías 26:9). Uma noite de juízo entrou na visão profética de Isaías, e um povo vê esta noite de trevas caindo. Eles se voltam para o Senhor a fim de buscá-Lo com tudo o que neles há.

Deus está suscitando um remanescente em trabalho de parto.

“Como a mulher grávida, quando está próxima a sua hora, tem dores de parto, e dá gritos nas suas dores, assim fomos nós por causa da tua face, ó Senhor! Concebemos nós, e tivemos dores de parto, mas isso não foi senão vento. Livramento não trouxemos à terra, nem nasceram moradores do mundo. Mas os teus mortos viverão; os seus cadáveres ressuscitarão. Despertai e exultai, os que habitais no pó. O teu orvalho, ó Deus, é como o orvalho das ervas; a terra lançará de si os mortos” (Isaías 26:17-19).

Aqui está uma mulher “dando gritos nas suas dores”. Esta mulher é a igreja que sai de dentro de uma igreja! Nos últimos anos houve alguma coisa tentando nascer; houve fortes dores de fome e um clamor de dor espiritual. Você buscava ser liberto, por isso ia daqui para ali buscando livramento, mas só obteve ventos de doutrinas conflitantes! Estava espiritualmente morto ou moribundo. Entretanto seu coração foi despertado e você ressurgiu! Existem centenas de pessoas nesta situação. “Os vossos mortos…viverão.” Você acordou e agora canta um cântico novo. “Teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho da vida.” Há glória do Senhor sobre você, como o orvalho do céu, por causa da luz. “Orvalho de vida” se traduz por “nascido de luz sobrenatural”. Deus trouxe para você a luz de Sua gloriosa Palavra. Você está desperto e canta. Você ressuscitou dos mortos com uma nova luz de Sua Palavra a cada dia, como o orvalho.

“Vai, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. Vede, o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra por causa da sua iniqüidade. A terra descobrirá o seu sangue; não encobrirá mais aqueles que foram mortos” (Isaías 26:20-21).

Deus nos adverte com antecedência que Sua indignação vai irromper sobre a terra. Indignação aqui significa fúria exasperada, ira incandescente contra o pecado. O Senhor está agora mesmo se agitando à medida que Sua ira se exaspera. Ele vem em Seu cavalo branco e fará uma obra rápida de julgamento (“a terra descobrirá o seu sangue e não encobrirá mais aqueles que foram mortos”). Deus vai abrir o ventre da terra e derramar correntes de sangue – o sangue de crianças inocentes! Cada gota de sangue que as nações assassinas têm derramado é lançada numa poderosa represa, uma represa de sangue inocente, e cada célula viva da corrente de sangue clama por vingança. A terra vomitará de seus túmulos ossos e até os menores membros já não serão escondidos! Cem milhões de crianças chorando, um oceano de sangue derramado!

Quando a economia mundial se espatifa no chão, os que são espirituais ouvem por trás de tudo isto, o chacoalhar desses ossos minúsculos. Quando a lua tornar-se em sangue, ela será um reflexo daquele mar de sangue dos inocentes.

Onde estará o remanescente santo? Fechado com Deus, escondido no lugar secreto de oração! Amados, há um dilúvio que se aproxima: “Então a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pela corrente…então o dragão irou-se contra a mulher e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus e mantêm o testemunho de Jesus” (Apocalipse 12: 15, 17). Há uma guerra contra o remanescente! É um rio de imundícia, concupiscência e tentações. O aparelho de televisão é uma larga comporta escancarada que está levando de roldão milhões de cristãos. Eles são “arrebatados pela corrente”. Isso é guerra, mas não contra a carne e o sangue. Devemos lutar ajoelhados!

Os que não oram, que não estão preparados, não resistirão neste dia de juízo; serão subjugados pelas hordas de demônios! Em Apocalipse 6:17 se faz esta pergunta: “Pois é vindo o grande dia da ira deles, e quem poderá subsistir?” Todo filho de Deus que se fecha com Ele durante a indignação subsistirá.

“Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes” (Efésios 6:13).

“Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e apresentar-vos jubilosos e imaculados diante da sua glória” (Judas v. 24).

“Pois ele virá como uma corrente impetuosa, que o sopro do Senhor impele” (Isaías 59:19). Tempos virão em que você será inesperadamente aniquilado. Você estará se aquecendo ao sol, regozijando-se, dando-Lhe graças, quando sem saber como, será esmagado. Poderá ser por seu temperamento porque Satanás provocará você. Poderá ser medo, numa torrente inesperada. Poderá ser uma enfermidade, derrubando-o e roubando-lhe a força. Ou poderá ser uma antiga concupiscência que você detesta e que julgava vencida; você não a buscou, mas lá está ela, como um dilúvio! Poderá ser tristeza ou depressão; você nem mesmo vai saber o que a está causando, mas de repente você é inundado por ela.

Todavia, como Davi podemos dizer:

“Com a minha voz clamo ao Senhor; com a minha voz ao Senhor suplico. Derramo a minha queixa perante a sua face; exponho-lhe a minha angústia. Quando dentro em mim desfalece o meu espírito, és tu quem conheces a minha vereda; no caminho em que eu ando ocultaram-me um laço. Olha para a minha direita, e vê; ninguém há que se interesse por mim. Refúgio me falta; ninguém cuida da minha alma. A ti, ó Senhor, clamo; eu digo: Tu és o meu refúgio, a minha porção na terra dos viventes. Atende ao meu clamor, pois estou muito abatido; livra-me dos meus perseguidores, pois são mais fortes do que eu. Tira a minha alma da prisão, para que eu louve o teu nome. Então os justos me rodearão, por causa da tua bondade para comigo” (Salmo 142).

 por: David Wilkerson
Publicado com permissão de:
World Challenge, Inc.
PO Box 260
Lindale, TX 75771
www.worldchallenge.org

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