Neste domingo, o prefeito de São Paulo Bruno Covas, alertou sistema de saúde da capital está a beira de um colapso devido a pandemia do coronavírus COVID-19, e que possivelmente a saída para isso é o governador João Doria  implantar um lockdown na cidade, restrigindo ainda mais a circulação de pessoas.

Covas, entendeu que o rodízio de carros que permitia apenas a circulação da metade dos veículos na cidade, não teve o efeito esperado, fazendo com o índice de isolamento seguisse abaixo de 50%, enquanto esperado está 70%, e que devido ao rodízio o sistema de transporte público se sobrecarregou. 

– A taxa de contaminação na cidade segue em alta e inverteu uma tendência de queda que vinha até o início de maio. Estamos nos aproximando dos momentos mais difíceis – disse o prefeito, citando a ocupação de 90% dos leitos de UTI e de 76% dos leitos de enfermaria na cidade.

Covas disse que sozinho não poderia implantar o lockdown da capital e que precisaria da concordância do governo do estado e de prefeituras de cidades do entorno da capital, que formam com São Paulo a maior região metropolitana do país, com 21 milhões de habitantes.

– Não há no mundo caso de autoridade pública sem poder de polícia que consiga implantar lockdown – disse, mencionando o poder do governo estadual sobre as forças de segurança pública e a necessidade de uma ação articulada para que a medida surtisse efeito.

Ele disse ainda que é necessário que a cidade  “desacelere por mais alguns dias para diminuir novamente o ritmo de contágio e salvar vidas”.

Neste sábado a capital somou 4.688 óbitos e 61.183 casos da doença, desde o início da pandemia.

Nossa região metropolitana é interdependente, nossas ruas se misturam. Temos 1,7 mil ruas que começam numa cidade e terminam em outra. Não há divisas, temos que organizar isso juntos – afirmou.

Na última sexta-feira, o governador de São Paulo, João Doria, disse que a hipótese de lockdown em algumas regiões do estado vem sendo estudada pelo comitê destacado para articular as ações contra a Covid-19, mas não anunciou previsão ou deu sua opinião sobre a necessidade de implantação.

Há dez dias Covas havia implementado um rodízio de carros extraordinário que dividia a circulação de veículos em dois grupos: carros de placas com dígitos finais ímpares estavam autorizados a circular apenas em dias ímpares e, com dígitos finais pares (ou zero), em dias pares.

Agora, os carros estão proibidos de circular em apenas um dia da semana – a regra é aplicada de acordo com o dígito final de cada placa.

–Vamos retomar o rodízio tradicional a partir de amanhã. Precisamos ampliar o isolamento, precisamos rápido e estamos ficando sem alternativas – afirmou.

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