“Me sinto orgulhoso de ser chileno” foram as palavras de Luiz Urzúa, chefe de departamento e último mineiro a ser resgatado dos meses após o acidente na mina de San Jose. Então, ele abraçou o presidente do Chile, Sebastián Piñera, que gritou: “Viva Chile, merda” Em um momento de emoção em todo país que percorreu o mundo.

O colapso da mina no deserto de Atacama, que os manteve preso 69 dias e que ficou famoso quando a Nasa ajudou no resgate dramático, que começou perto da meia-noite no dia 12 de outubro e terminou 23 horas mais tarde, através de cápsulas que teve que viajar a 622 metros de distância da superfície até o interior onde se refugiaram.

Os 33 mineiros resgatados receberam atenção mundial na época. A mídia veio oferecer 32.000 € para uma exclusiva, tornou-se ‘trending topic’ em redes sociais e receberam todos os tipos de presentes, incluindo cheques, totalizando 10 mil dólares, doados por um empresário chileno; convites do Real Madrid e Manchester United para viajarem para a Europa e ver um jogo ao vivo, também ganharam um cruzeiro livre ao redor das ilhas gregas e até mesmo uma viagem para Taiwan.

Pensavam-se que seriam oferecidos contratos lucrativos para produzirem um livro ou filme sobre a história do resgate. Mas um ano depois, parece que eles foram esquecidos. E a maioria deles estão desempregados e muitos estão com depressão.

Ato Comemorativo
O aniversário do acidente, foi comemorado com um culto ecumênico na “Virgen de la Candelaria”, na cidade do deserto de Copiapó, com a presença do presidente Sebastián Piñera.

Segundo o Portal Protestante Digital, a cerimônia teve a participação de apenas de 27 dos 33 resgatados. Mario Sepulveda, Carlos Barrios, José Henríquez e Jorge Galleguillos, estavam ausentes pois estavam na abertura de uma exposição em suas homenagem em Washington e os demais, estavam ausentes por problemas pessoais.

O dia também foi marcado pela abertura de uma exposição no Museu Regional de Atacama, intitulado “O resgate que abalou o mundo.” Ele dá detalhes da exploração e exibem o pedaço de papel que levou a pedido de ajuda dos mineiros (“Estamos bem no refúgio de 33”), quando eles temiam por suas vidas.

Fonte: Portal Padom

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