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O MAIOR TENOR GOSPEL DO MUNDOEle nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor”. Cl 1:13
Eu aceitei a Jesus no ano de 1959. Nasci numa família muito pobre. Meu pai nos ensinou a respeitar e tratar bem o próximo. Ele não era um homem de grandes estudos, mas de uma vivência muito profunda e isso me ajudou a ser o que eu sou hoje. Eu tive uma base moral e espiritual para ser o que sou hoje. Fui crescendo e, como sempre, há um abalo na vida do homem. Isso é comum no transcorre dos anos. Perdi minha mãe e perdi também o meu pai. Não alcancei o objetivo que eu tinha que era construir uma casa e colocar meu pai numa cadeira de balanço. Estou dizendo o que eu nunca falei pra ninguém.
Eu sou o único da família Silva que tenho um defeito físico no braço. Éramos dezenove irmãos, agora somos eu e minha irmã, que mora comigo. Eu fui o único que foi desacreditado, não menosprezado. Criei-me procurando um espaço, porque o mundo é tão grande, mas não há espaço pra você. Procurei me adaptar ao sistema, mas não me adaptei.
Às vezes estava em alguma fila enorme e ouvia alguém zombar de mim: “ora, está tão difícil conseguir emprego para quem tem dois braços, imaginem para quem tem só um”. Essas coisas me desesperavam. Por causa dessa discriminação e por não conseguir o meu emprego, me enveredei no mundo do crime.
Roubei, fumei, me prostituí. Eu tomei conta de boca de fumo. Acabei de ser criado naquele ambiente. Nunca fui preso porque Deus realmente teve misericórdia de mim.
Numa ocasião eu estava realmente abalado. Fui ao médico e ele detectou que eu tinha câncer nos pulmões. Eu não podia falar perto de ninguém. Eu tinha um hálito putrefeito. Quando me levantava, eu caía, porque estava tonto. Nessa época eu tinha conjunto e fazia shows. Cantava na Rádio Nacional e conhecia diversos artistas. Uns já morreram, outros estão vivos como a Marlene. Fiz uma chapa dos pulmões e constatou-se um câncer envolvendo uma tuberculose. O diagnóstico dizia que não havia mais espaço no meu pulmão direito. Ele estava tomado e já estava passando para o esquerdo. O médico me disse: “você vai morrer, não tem mais jeito”. Nessa época eu não era crente, mas fechei os olhos e pensei: “acabou a vida para mim”.
Eu já era um homem inclinado para o crime, então concluí: “vou fazer o que realmente sempre tive vontade de fazer”. Liderei boca de fumo, fui “leão de chácara”, freqüentei Cabaré de Bandido lá na Mangueira – Rj. Numa manhã, eu me levantei e arquitetei um plano diabólico: “eu vou sair e vou matar o primeiro que conversar comigo, o que me cumprimentar eu mato. Depois vou me suicidar”. “Todas as coisas são feitas de acordo com o plano e com a decisão de Deus. De acordo com a sua vontade e com aquilo que ele havia resolvido desde o princípio”. Ef 1:11 Quando saí da casa de estuque que eu morava, feita de estrume de vaca seco, que eu mesmo construí, não encontrei ninguém. Nenhuma pessoa passou pelo meu caminho. Então ouvi um barulho numa casa, passei no portão. Lá dentro se ouvia: “glória a Deus, aleluia”. Parei e coloquei o pé no degrau. Comecei a me lembrar que eu servia a um ser tremendo e dantesco. Porque eu fui Ogan Kalofé, eu bati tambor, eu tinha camisa amarela, vermelha, preta, azul, rosa. Procurei por Deus a minha vida inteira. Procurei na bebida, no fumo, cheirando “loló”, prostituindo, nos cabarés, no espiritismo. Vivi a minha vida toda em busca da verdade. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres. Jo 8:36 Quando parei na porta daquela casa, ouvi uma língua que eu não entendia. Então pensei: “que barulho é esse?” Então saiu lá de dentro uma senhora e me disse: “você quer entrar”.
Era um culto devocional e só estavam na casa ela e o marido dela. Quando eu ia entrando, ouvi uma voz: “sai daí rapaz, aí não é o seu lugar”. Essa foi a última cartada do inimigo da minha alma. Quando eu ia saindo, a senhora insistiu para eu entrar. Naquele dia, no ano de 1959 (aos 19 anos de idade), aceitei a Jesus como meu Salvador, e até hoje. Minha vida mudou radicalmente. Eu achei aquilo que eu buscava desesperadamente. O irmão colocou as mãos sobre mim e orou em nome de Jesus, eu senti um calor, uma coisa estranha, como se milhões de seres que estavam amassando o meu corpo, foram embora. Eu senti que estava recuperando o ser chamado Victorino. Contei para o irmão o meu problema e ele disse: “você crê que Jesus pode te curar?”. Eu disse: “creio no poder de Deus”. “Se creres, verás a glória de Deus”. Jo 11:40 Quando cheguei à minha casa joguei todo o medicamento fora. Eu não podia passar um minuto sem medicamento.
Joguei tudo fora e estou sem os remédios até hoje (2006). O médico me disse: “você vai morrer”. Eu costumo dizer que o médico acertou, porque eu morri mesmo. Morri para o mundo, pois a Bíblia nos diz “eu não vivo mais, Cristo vive em mim”. Deus tem segredos enormes comigo. Tem pessoas que perguntam: “o que o senhor faz, qual é o médico, como é o seu gargarejo, o senhor nunca teve calo na garganta, quando é que o senhor vai parar”. Hoje eu não vivo mais de sonhos, mas dos frutos que eu plantei.
Quando eu aceitei a Jesus, eu perdi tudo o que eu tinha. Comi banana com casca, pão velho. Deus permitiu. Sou decorador profissional. Trabalhei no Banco do Brasil nove anos. Deixei, abandonei o Banco para ser itinerante. O Senhor falou pra mim quando eu dobrei meus joelhos para orar. Eu e Ele, pois o bom é você ter esse contato íntimo com Deus. O homem precisa ter um contato com Deus. Se existe um Criador e Ele está patente na criação, a criatura deve procurá-lo quando precisa de alguma coisa. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. At 4:12
Hoje, quando viajo de avião, fico imaginando o quanto Deus fez por mim. Avião para mim era um sonho distante. Mas Deus me disse que eu sou especial para ele.
Certa vez Deus usou um profeta dele, pois eu creio em profecias, pois eu sou um profeta de Deus. Aquele homem usado por Deus me disse: “Meu servo Victorino, eu tenho compromisso com a sua voz”. Deus fez com que minha extensão vocal seja privilegiada. Consigo alcançar um agudíssimo duas vezes mais alto que o de Pavarot.
Isso não está no médico de garganta, na técnica. É o segredo de Deus na minha vida. Eu não sou cantor, sou um adorador. Só vou parar quando chegar à hora de Deus para minha vida. “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”. Atos 20:24 PR

VICTORINO SILVA Contato: (21) 2796-0890

Entrevista

Quais foram as dificuldades da infância e juventude?
VS: As dificuldades eram as de um garoto pobre. Vendi bala no cinema, no trem, vendi pastel com refresco no estádio de futebol. Entregava trouxa de roupa que minha velha mãe lavava de trem até Copacabana. Trabalhei como servente de pedreiro durante muitos anos, para pagar o pouco que estudei.
Eu fui um adolescente muito rebelde, revoltado. Quando as coisas que detestava não funcionavam pelo meio natural, eu fazia qualquer outra coisa para obter aquilo. Como jovem, fui totalmente rebelde. Eu não acreditava em nada ou tinha de ver para crer. O ser humano para mim era menos valioso do que uma minhoca, que eu podia pisar… E eu era rebelde com Deus e com todo mundo. Nós não conhecíamos nada de Evangelho. Para gente, isso aí era uma coisa muito cafona.
Quais foram suas influências para cantar?
VS: A música faz parte da minha alma. Faz parte daquele gene que acompanhou minha família. A minha mãe, cantava nas Pastorinhas, um trabalho que antecedia no ano novo na rádio. Meu pai também. Eu venho de uma família de músicos onde o dom não era para Jesus. Tocava violão com meu tio, mas desde garoto eu cantei nos Curumins da Tupi, era um trabalho de garotos e garotas. Estudei canto na Rádio Nacional, e eu era o garoto que fazia toda a programação do colégio onde estudava, no morro de São Carlos (RJ). Nessa época eu tinha 9 para 10 anos.
Hoje, com 67 anos, tenho consciência de que casei com a música. Eu a como, eu vivo com ela, eu faço música com um prazer muito grande. Quando vou cantar nas igrejas, na hora que sou chamado fico emocionado. A música envolve na presença de Deus.
Na vida de cantor secular, o sonho da fama e do sucesso estavam cada vez mais próximos. Mas, depois da constatação da doença, o que mudou para o senhor?
VS: Eu tive tuberculose, que na época era comparada com câncer no pulmão. Já havia acabado com todo o meu pulmão direito e estava se alastrando para o esquerdo. Você olhava o raio-X e via como se fosse uma colcha de retalhos.
Como a tuberculose antigamente era comparada com aberração então os meus amigos me largaram. A única pessoa que colou comigo foi a minha mãe preta, a segunda esposa do meu pai.
As pessoas tinham medo de falar comigo, de chegar perto de mim. Aquele tipo de precaução que hoje em dia a gente já não tem mais. E o médico realmente me disse que não tinha jeito e que eu iria morrer.
Foi em meio ao caos que encontrei Jesus. Não foi pela doença, para que eu me curasse como muitas pessoas pensariam. Eu entrei em um lugar para ver o porque as pessoas faziam aquele barulho. Quando entrei o saudoso irmão só me perguntou: “-Você quer aceitar Jesus como seu Salvador?” Eu parei, olhei para ele e pensei: “Jesus como Salvador? Isso deve ser bom. Então objetar:”-Quero”. Isso aconteceu em 1960.
“Solta o cabo da nau” foi a primeira estrofe evangélica cantada, após a conversão. Como foi viver o milagre da cura?
VS: Esse irmão que já orou por mim, me convidou para ir à oração no dia seguinte pela manhã. Ele sabia que eu tomava conta de uma boca de fumo, porque da varanda dele dava para ver, a casa de prostíbulos e tráfico. Ele orou por mim, e me convidou para desjejum e eu lhe disse que não podia misturar os meus talheres com os deles pela doença. E ele então simplesmente disse que aquilo para Deus não era nada. Na mesma ora, senti o milagre de Deus, porque a canseira, aquele enfado saiu e aí as coisas começaram a mudar, a partir daí.
Eu tomava 11 comprimidos diários e ficava intoxicado. Não conseguia andar e me movimentar porque ficava com sono. Depois dessa oração, eu cheguei em casa, eu joguei aquilo tudo fora e até hoje, graças a Deus, nunca precisei mais daqueles medicamentos.
Depois disso havia aprendido o Solta o cabo da nau. Cantei, dei os agudos e não senti mais nada. E até hoje a nau está fora do ancoradouro, porque está fazendo a obra de Deus.
Como foi o início de carreira?
VS: Há alguns anos atrás não existia a facilidade que se tem hoje. As pessoas faziam coisas, realmente, despidas de qualquer interesse. E foi muito difícil porque, quando eu gravei meu primeiro compacto, um pastor falou assim: “-Pode descer do púlpito. Aqui é casa de oração, não é covil de ladrão”, quando falei do compacto. E foi muito difícil.
Só tinha uma coisa: quando eu saía com a mocidade, mesmo como músico, o pastor Paulo Leivas Macalão me convidava para o púlpito e qualquer outro pastor me convidava, naquela época que a coisa era muito rígida. Porque eu sempre disse e sempre direi: A minha vida canta mais alto do que a minha voz . É a vida que canta e não a voz. Gravei um compacto simples em 1963. Desde então nunca mais parei.
E o senhor largou tudo para viver para o Evangelho?
VS: Sim. Sempre tive minha profissão. Eu sou decorador. Depois de muitos anos que eu aceitei Jesus como meu Salvador, estava realmente precisando de emprego, porque, não mudava a idéia do povo de uma vez marginal, sempre marginal. As pessoas não sabem dividir as coisas.
Eu estava fazendo uma pregação na cruzada, no Saldanha da Gama, aonde eu fui, crunner por muitos anos, de um conjunto de rumbeiros, de tcha, tcha, tcha. Aí alguém chegou perto de mim orando ao Senhor, e perguntou se eu queria trabalhar no Banco do Brasil. Eu aceitei. A única pessoa defeituosa era eu. Trabalhei no banco nove anos.
Depois, quando já estava tudo preparadinho mesmo, a minha idéia era comprar um terreno na Ilha do Governador de fundos para o mar e fazer um ancoradoro, possuir uma lancha, pois eu ganhava muito bem e morava no Méier.
Daí foi quando eu cheguei cedo no local de trabalho no banco, dobrei meus joelhos, orei, li a Bíblia, e o Senhor falou comigo assim: “Eu preciso de você na minha obra”. Logo na mesma semana, para comprovar que foi o Senhor que falou para mim, veio um casal de Santos me convidar para ir no 1° Encontro de Música em Santos com o nome vozes das Assembléias de Deus. Aí eu fui.
Quando retornei para o Rio pedi as contas no trabalho e minha vida tem sido assim desde então. Jesus está cuidando da minha alma e estamos indo em frente. Deixei tudo para servir Jesus.
O senhor começou na mídia evangélica numa época em que ela não tinha visibilidade. Poucos conseguiam manter-se pelas dificuldades financeiras. Contrapondo a essa realidade, o senhor mantém um público fiel até hoje. A que atribui isso, tendo em vista as adaptações de mercado que a música evangélica sofreu?
VS: O caminho do Céu é imutável. O caminho do Céu é Jesus. O Caminho, a Verdade e a Vida. É, Ele, absolutamente não deixa brecha para ninguém. É que eu nunca me deixei levar por aquilo que os outros fazem. Eu sempre fiz aquilo que Deus mandou fazer. Continuo em Mesquita mesmo recebendo convites para morar fora do Brasil. Por quê? Porque o Senhor dos Exércitos não falou nada para mim.
Eu passei pela época da música evangélica do tchá, tchá, tchá, do mabo-jambo, do bolero, do samba, da salsa, do merengue, porque você sabe que a turma pega de lá para trazer para cá.
Hoje em dia ao invés de sermos imitadores de Cristo, estamos sendo imitadores de Agnaldo Timóteo, de Roberto Carlos. Essa é a verdade. E eu não. Sempre me mantive naquilo ali. Teve uma ocasião em que uma pessoa de uma gravadora falou assim para mim: “Pastor, o senhor precisa gravar uma outra coisa, porque só ficar gravando isso aí não vai vender LP”. Eu respondi: “Não tem problema, eu não vendo e compro tudo mas não mudo, o caminho para o céu”.
As modas vêm e passam e depois voltam de novo. Eu continuo aí, não imito ninguém, não disputo com ninguém, não vou a festival, não faço showmício, nunca fiz. Eu ainda creio que como eu há muitos outros que não se corromperam. Deus ainda tem reservas nesse mundo.
Ministério ou profissão: como o senhor observa a tendência atual de se confundir as coisas?
VS: Eu acho isso errado. Primeiro, para eu ter uma profissão, eu preciso aprender aquilo que estou fazendo. Eu acho que ministério não é profissão, ministério é uma chamada. É uma chamada de Deus.
Outra coisa: quantas vezes eu já trabalhei no Evangelho, e não recebi coisa nenhuma? Então quando você tem uma profissão, você trabalha diariamente, você tem um patrão, e Jesus Cristo não é nosso patrão. Eu acho que ter um ministério como profissão, isso é pecado.
O Senhor nos chamou para sermos servos, e servo não é profissional. O profissional tem algo especificado. O pedreiro é pedreiro, o carpinteiro é carpinteiro e assim sucessivamente. Como o Senhor nos chamou para sermos servos, o servo tem de fazer o que o Senhor quiser. Se o Senhor quiser que carregue a cadeira, carregue. Se o Senhor mandar para a roça ou para cidade, vá. Enfim, é o Senhor quem manda.

por: Bispo Paulo Cavalcante

Muuzik / www.padom.com.br

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