marco feliciano mEm meio a novos protestos para que deixe a presidência da Comissão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) disse nesta quarta-feira (3) que “tem muita gente gritando” para que ele continue no cargo.

Na chegada para reunião da comissão nesta quarta, o deputado foi questionado se permaneceria no comando da comissão mesmo com tantas pessoas pedindo para que ele saísse. “Tem muita gente gritando também para que eu fique no cargo, não está ouvindo?”, questionou.

Alvo de protestos há mais de um mês que o acusam de racismo e homofobia, Feliciano tem ignorado os mais diversos apelos para deixar o comando da comissão.

Hoje, ele conseguiu aval da presidência da Câmara para determinar que a reunião da comissão seja fechada para o público. Os manifestantes de grupos a favor e contra Feliciano acompanham a sessão nos corredores da Casa. Os gritos são ouvidos dentro da comissão.

Na sessão desta quarta-feira, ele conseguiu apoio para aprovar um requerimento para restringir o acesso ao público nas próximas reuniões do colegiado. Feliciano disse que “está sangrando” com a medida, mas precisa “trabalhar e mostrar ao Brasil a cara da comissão”.

O pastor disse que a medida tem previsão regimental. Ele não deu um prazo para que as sessões voltem a ser abertas, mas afirmou que “não será para sempre”.

O pastor também tenta na sessão de hoje aprovar um requerimento autorizando sua viagem à Bolívia para tratar dos 12 corintianos presos desde naquele país em fevereiro pela morte de um jovem durante uma partida de futebol.

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