O natural do ser humano é os meninos gostar desde pequeno brincar de carrinho, luta ou seja de coisas de meninos e as meninas, gostar de bonecas, brincar de casinha ou seja coisas de meninas não é mesmo? Mas parece que para alguns artistas isso não é normal e uma dessa celebridades é a atriz Taís Araújo.

A atriz Taís Araújo, 38 anos, usou seu perfil no Instagram, para fazer um desabafo sobre a sua filha Maria Antônia, de 2 anos e oito meses, onde dá a entender que ela não gostou de que sua filha goste de brincadeira de meninas.

Isso mesmo, a esposa do ator Lazaro Ramos, não esconde suas posições sobre temas como racismo e feminismo, e em um longo texto ela conta que sua filha gosta de brincar de casinha, da cor rosa e de princesas. Motivo esse que a fez “arrepia da cabeça aos pés” ao ver o comportamento da menina.

 “Parece piada que minha filha aja de maneira tão contrária a tudo aquilo em que acredito; mais ainda, de maneira contrária a tudo o que prego no meu dia a dia, a tudo que acredito que seja uma construção social das mais cruéis que segregam meninas e traçam para elas um único e fatídico destino”, escreveu a atriz, que é mãe também de um menino, João Vicente, de 5 anos.

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Tais, diz ainda que sua filha até completar um ano de idade, ela herdou os brinquedos do irmão mais velho, as primeiras bonecas só vieram depois. “Me lembro com perfeição quando ela, com um ano de idade, pegou uma boneca no colo e ninou”.

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Embora tenha se sentido chocada em ver sua filha gostar de coisas de meninas, ela encerrou dizendo que o mais importante é dar liberdade e apoio para que os filhos façam suas próprias escolhas. “Não adianta, ela gosta desse mundo, esse é o mundo de brincadeiras que ela escolheu pra chamar de seu. Eu, como mãe, acredito que devo continuar dando opções para que ela sempre saiba que pode sim ser o que quiser: astronauta, bailarina, bombeira, princesa, médica, fada, engenheira, cozinheira, professora, princesa, passadeira… não importa, o que importa é ela conquistar a liberdade de ser o que ela quiser”.

Texto na íntegra de Tais Araújo

Tenho uma filha de 2 anos e oito meses que ama rosa, enlouquece com princesas, brinca de mãe e filho o dia todo e chora quando entra numa loja de brinquedos querendo ferro e tábua de passar! Socorro!

Confesso que, cada vez que vejo esse movimento todo dela, me arrepio da cabeça aos pés. Parece piada que minha filha aja de maneira tão contrária a tudo que eu acredito; mais ainda, de maneira contrária a tudo que prego no meu dia a dia, a tudo que acredito que seja uma construção social das mais cruéis que segregam meninas e traçam pra elas um único e fatídico destino, a tudo que fuja do roteiro traçado por essa construção que seja carregado de culpa e julgamentos!

Não acredito que existam brinquedos de menina ou de menino. Quando minha filha nasceu, não comprei um brinquedo. Bom, ela tinha um irmão de 3 anos, a casa já estava cheia de brinquedos e ela não precisava de nada além daqueles.

Assim ela ficou, sem brinquedos novos até completar um ano, se não me engano. Foi ali que chegaram as primeiras bonecas, não sei quem deu, não me lembro, mas me lembro com perfeição quando ela, com um ano de idade, pegou uma boneca no colo e ninou.

Fiquei muito espantada, mas sabia que ela estava reproduzindo o que fazíamos com ela, mas e as princesas? Pode ser influência das amiguinhas. E a cor rosa? E a predileção por saias e saias que rodem? E a paixão por panelinhas e fogão? E o ferro e a tábua de passar, minha gente?!

Acredito que seja tudo repetição do que ela vê à sua volta, mas ela também vê (e muito) outras coisas… até pq quando senti esse movimento, a minha primeira ação foi apresentar a ela outras opções, para que ela pudesse perceber que além do mundo de fadas, bonecas, saias, panelinhas e princesas existe muita coisa legal com que ela também pode brincar.

Não adianta, ela gosta desse mundo, esse é o mundo de brincadeiras que ela escolheu pra chamar de seu. Eu, como mãe, acredito que devo continuar dando opções para que ela sempre saiba que pode sim ser o que quiser: astronauta, bailarina, bombeira, princesa, médica, fada, engenheira, cozinheira, professora, princesa, passadeira… não importa, o que importa é ela conquistar a liberdade de ser o que ela quiser“.

Esse mundo está de ponta cabeça, não é mesmo? O natural uma menina brincar e gostar de coisas de mulher, mais as pessoas estão com a mente cauterizada pelo pecado, que corrompe a vida dos próprios filhos. Deixe a baixo a sua opinião.

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