Só católicos e ortodoxos gregos festejam memória de Todos-os-Santos no domingo

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Todos-os-Santos só mesmo os dos católicos, ortodoxos e hindus, pois para as restantes religiões não existe a figura de mediação, embora se reconheça a existência de pessoas que pelo exemplo de vida se aproximaram de Deus.
Na terminologia da Igreja Católica, santos são as pessoas que se distinguiram, em vida, pelas boas acções e obras, sendo consideradas modelos a seguir e intercessoras pelos vivos junto de Deus. Na liturgia católica, 01 de Novembro é o dia de Todos-os-Santos, feriado obrigatório em Portugal, no qual se celebra precisamente a memória dos santos “oficiais” e dos santos por devoção popular, seguindo-se no dia imediato o Dia de Finados ou Fiéis Defuntos, para recordar os que já morreram.
Além dos católicos, também os ortodoxos gregos e russos e os hindus celebram Todos-os-Santos, embora em datas diferentes.
Para os ortodoxos gregos, a celebração dos santos começou na quarta-feira com o Dia da Protecção da Mãe, prolongando-se até domingo, enquanto para os ortodoxos russos a memória dos santos é feita no primeiro domingo depois do Pentecostes, que este ano foi a 14 de Junho.
Os hindus também celebram os seus defuntos, santos e mártires no período designado por Sharad, uma quinzena entre finais de Setembro e princípios de Outubro e que antecede o festival de Navratri. O nono dia dessa quinzena é dedicado à memória de Todos-os-Santos e Mártires, disse à Lusa Ashok Hansraj, da Comunidade Hindu.
As restantes confissões religiosas rejeitam a existência de santos enquanto mediadores, e por conseguinte o seu culto, mas a Comunidade Israelita assinala a importância de os católicos celebrarem o dia de Todos-os-Santos como um acontecimento religioso.
Para os evangélicos, todos os que recebem Jesus Cristo como “único e suficiente Senhor e Salvador” são tornados santos, sem necessidade de beatificação ou canonização, através de uma “vida santa”, respeitando os “princípios éticos e morais exarados na Bíblia”.
“A única mediação entre Deus e os homens é por Jesus Cristo e não necessitamos de nenhum intermediário entre nós e Jesus como Deus feito Homem”, acentuou à Lusa o pastor Samuel Pinheiro, da Aliança Evangélica Portuguesa.
O Islão não atribui divindade a ninguém a não ser a Deus, mas reconhece que há pessoas que, pelas boas obras e exemplo de vida, se tornaram “amigos de Deus”, equivalentes aos santos do catolicismo.
“São pessoas que foram exemplares, um modelo a seguir. Falar sobre elas é normal, utilizá-las como exemplo é normal, porque puseram em prática o Islão, mas não damos divindade a nenhuma delas”, sublinhou o sheik David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa.
A comunidade ismaelita segue os preceitos muçulmanos de interpretação sunni ou shia.
Para os budistas tibetanos também não há santos na concepção cristã do termo, mas respeitam-se e veneram-se as pessoas que “atingiram um tal estado de perfeição espiritual que se tornaram mestres espirituais”, segundo Paulo Borges, da União Budista Portuguesa.
Por esse motivo, celebram os dias de nascimento e de morte desses mestres espirituais, sem que haja uma data específica para recordá-los.

Destak.pt/Padom

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