Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudi­mentos do mundo, por que vos carregam ainda de or­de­nanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies?
As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na ver­dade, alguma aparência de sabedoria, em devoção vo­luntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.

Colossenses 2.20-23

Tais coisas, como vimos, parecem devoção, san­tidade, pureza, disciplina, mas não são. Ao con­trário, não servem para nada! Sabem o que o apóstolo Paulo está di­zendo nesse texto? Que em nome dessa pseudo-santidade muitos cren­tes foram excluídos da igreja por coisas como possuir televisão (estou con­temporizando o assunto).
Agora, quem vai dar conta de todo esse pessoal que foi lançado no in­fer­no? Vejam que incoerência. Antigamente os crentes não podiam nem ver nem possuir televisão porque era pecado. Hoje as Assembléias de Deus no Brasil investem em programas de televisão da Convenção Geral em re­de nacional.
Esse costume, essa lei (não assistir nem possuir televisão) foram impostos em nome da santidade, mas quantas pessoas estão no inferno por causa des­te absurdo?
E o apóstolo vai fundo ao combater tais ordenanças. Diz ele: “não são de valor algum senão para a satisfação da carne”.
Muita coisa foi imposta ao povo de Deus, e depois abolida, jogada fora, por­que não passava de uso e costume dos homens. Ou seja, legalismo. A ques­tão do pecado na Bíblia está na ordem do absoluto, e não do relativo. O pecado, segundo a Palavra de Deus, independe do local. O que é pecado no Brasil é pecado também no Japão, é pecado em qualquer outro lugar. Os costumes sociais são relativos, e todas as vezes que alguém acrescenta al­gum costume social na doutrina da igreja o evangelho é falsificado. Adul­té­rio é adultério em qualquer lugar. Roubo é roubo em qualquer lugar. Tais pro­cedimentos são práticas pecaminosas, são iniqüidades em qualquer par­te do mundo.
Essa história de que os costumes sociais são para preservar o povo, afas­tando-o do pecado, não convence a ninguém. Tudo isso é “balela”! A nos­sa liberdade está em Cristo.

Extraído do livro “Porque não sou legalista” – Pr Silas Malafaia.

Que Deus nos abençoe
por: Silas Malafaia

Site Pr. Silas Malafaia / Portal Padom

Deixe sua opinião