sexualidade-adolescenciaIntrodução:
O tema do nosso assunto a ser abordado é sexualidade na adolescência. O nosso propósito não é exaurir este assunto em todas as suas dimensões, dado a complexidade e extensão do mesmo. O nosso propósito é trabalhar com vocês adolescentes algumas questões acerca do sexo à luz da ciência, e principalmente, à luz da Bíblia, para que vocês venham desenvolver, não só uma idéia sadia sobre este assunto, como a sua própria sexualidade de forma mais normal e cristã possível.

Quando falamos, hoje sobre sexo para adolescentes como vocês, nós partimos do princípio de que todo um universo de informações, questões e inquietações relacionadas ao sexo, já fazem parte, já ocupam as mentes de vocês e até (em alguns casos) já tem determinado a forma como alguns de vocês vivem ou se relacionam com o sexo.

Então vamos começar pensando sobre algumas questões introdutórias acerca de sexo. Vamos caminhar do geral para o especifico.
1. Definição:

E o primeiro passo a ser dado é o passo da definição. O que é sexo?

Esta pergunta parece óbvia, mas não é assim tão óbvia. Podemos caracterizar o sexo partido de vários aspectos.

1) sexo pode se referir ao aparelho genital masculino ou feminino com suas peculiaridades próprias;

2) sexo pode ser entendido como o conjunto de diferenças anatômicas entre homem e mulher ou de qualquer ser vivo sexuado;

3) sexo pode ser visto do ponto de vista do coito, do ato sexual.

2. A importância do sexo na vida humana:

O segundo fato importante a ser estudado dentro destas questões preliminares sobre sexo é a importância do sexo na vida humana.

Há um tempo atrás sexo sempre foi tratado como um assunto proibido. Sexo era visto como uma coisa suja, pecaminosa; algo inerentemente ligado ao pecado, ao diabo – e visto por Deus como um mal necessário.

Isto porque sexo foi erroneamente ligado pela religião católica ao pecado de Adão. Segundo a igreja católica, o sexo era o fruto proibido que Adão e Eva comeram e com isso, ambos caíram em desgraça e foram expulsos da presença de Deus.

Esta é uma visão torta, míope e uma leitura anacrônica da Bíblia. Porque se vocês verem, a ordem para Adão e Eva terem relações sexuais e povoarem a terra é dada já no capitulo 1 de Gênesis – para povoar a terra, só pelo ato sexual. Ainda não tinham inventado a inseminação artificial. E o casamento de Adão e Eva se concretiza no capitulo 2. Eles se unem, se tornam uma só carne. E tudo isso, debaixo da bênção de Deus, na presença santa de Deus. sem pecado, sem culpa.

E só então, no capitulo 3 dá-se a queda da raça humana. Adão e Eva rebelam-se contra o plano perfeito de Deus e obedecem a satanás, comem do fruto proibido e ai, o resto vocês já sabem.

Não obstante a isso, essa visão grosseira acerca do sexo perpetuou-se através dos séculos através da religião.

No meio protestante essa visão se fez sentir pela teologia puritana castradora e repressora que baniu o assunto sexo das igrejas e do lar, deixando ao inteiro cuidado de Dona ignorância.

Mas o fato é que, sexo ocupa um plano superior na vida humana. Tanto no que tange a visão bíblica, quanto aos conceitos da biologia.

Biblicamente o sexo tem um papel fundamental dentro do projeto eterno de Deus para a felicidade humana. E Deus quis assim.

Deus cria o sexo, e Ele mesmo disse que sexo era muito bom (Gn 1.27,31); de todas as bênçãos com que Deus abençoou a raça humana, o sexo (o ato sexual) foi, de todas, a primeira bênção. (Gn 1.28); e finalmente, a comissão, a primeira missão, recebida pelo homem da parte de Deus, foi a respeito do sexo e pelo sexo: “crescei-vos e multiplicai-vos”.

Portanto, longe de figurar como “um fruto proibido”, o sexo tem em Deus a sua honra e dignidade.

Quanto aos elementos balizadores da biologia, o sexo é o elemento mais vital e necessário da vida humana. Pode-se dizer que a vida biológica acontece sob o signo do sexo. O sexo governa todos os ciclos de nossa vida biológica. E em cada um desses ciclos ele desempenha uma função diferente.

Vejam: desde o período do nascimento até à fase da puberdade, o sexo age de modo latente como um balizador das estruturas da personalidade a ser desenvolvida na fase adulta. É o que Freud chama de desenvolvimento psicossexual. Ele nos dá três fases neste período que marca o inicio da vida sexual: fase oral, fase anal, fase fálica.

Depois, segue-se à fase da puberdade. Em que os seus corpos estão sendo preparados para a reprodução. É a chamada pré-adolescência. Período em que começam a aparecer os pêlos pubianos – na região da genitália. E nas axilas…, as meninas começam a crescer os seios.

Depois chega a famosa fase da adolescência. O que é a adolescência?

É a fase em que os corpos das meninas e dos meninos estão amadurecidos, para a reprodução. É a fase em que o sexo mais interage na vida de vocês. Ele se faz perceber em tudo. Nas espinhas da cara, na voz vai engrossando, nas mudanças de impulsos, e de sensações que vão tomando de conta dos sentimentos de vocês. Tudo isso é uma incursão pesada que o sexo faz na vida humana lançando “toneladas” de hormônios no corpo de vocês fazendo com que vocês passem pelas transformações necessárias para o relacionamento sexual na fase adulta. É um conjunto de transformações – psicológicas, físicas, sociais, e espirituais.

Mas o sintoma, a sintomatologia mais percebível nesta fase – dizendo que vocês biologicamente já estão pronto para a procriação, é o que nós chamamos de menstruação (no caso das meninas), e polução noturna (nos meninos).

As meninas vão menstruar, e os meninos vão poluir. A polução noturna e a menstruação são os avisos que tanto a menina como o menino, ambos não são mais crianças. Os dois viraram adolescentes.

Posterior a essas mudanças, segue-se à fase adulta. Quando o homem e a mulher estão preparados não só biologicamente para o relacionamento sexual, como também psicologicamente, emocionalmente, e espiritualmente preparados para a vida sexual conforme os padrões de Deus.

E mesmo na velhice o sexo continua tendo um papel preponderante no equilíbrio da vida humana. Agora, não mais com aquele desejo compulsivo pela relação sexual, mas agora em repouso, produzindo os hormônios ainda necessários para o equilíbrio mental e psicológico.

Diante disto, podemos, por assim dizer, que a nossa felicidade ou a nossa infelicidade depende de como nós vamos lidar com a questão da nossa sexualidade em cada fase de nossa vida. Qual a resposta que nós vamos dar a nossa sexualidade em cada fase de nossa vida.

E a fase da adolescência, mais que todas as outras fases, se reveste de maior importância. Porque é na adolescência que surge as grandes questões sobre sexo. As grandes dúvidas, os mitos, os grandes acertos e os grandes erros também. Às vezes, mais erros que acertos.

E dependendo de como você responder a estas questões que surge na adolescência, sua vida adulta será feliz, ou tremendamente infeliz.

E uma das primeiras questões que surge nessa fase é: como lidar com a minha sexualidade na adolescência. E aí, vem o ponto seguinte de nossa palestra.

3. Como lidar com a minha sexualidade adolescente?

O que eu posso fazer? O que eu não posso? O que é certo? O que é errado? – essas são perguntas sérias e sinceras feitas e que necessitam serem respondidas. Muito mais quando elas são feitas por um adolescente crente, que quer ser fiel ao Senhor Jesus Cristo.

Eu falei anteriormente que é na adolescência que o sexo se torna mais pulsante, mais interativo com os demais órgãos do nosso corpo. É quando mais ele se faz sentir através dos hormônios. Os hormônios por sua vez, trabalham a pleno vapor e em ritmo acelerado, no objetivo de preparar o nosso corpo para o momento tão esperado pela natureza – que é o acasalamento.

Toda essa hiper-atividade dos hormônios, cria em nós algumas sensações que agem como imã – próprias para nos conduzir a pessoa do sexo oposto com a qual iremos nos relacionar sexualmente.

E dentre esses sensações, que puxa vocês, em direção da menina, se chama atração sexual.

3.1. Atração Sexual.

O que é atração sexual? Atração sexual é empuxo pelo sexo oposto. Você se sente magnetizado, atraído a olhar, a se aproximar, a ter contato físico com a outra pessoa do sexo oposto. Isso é normal.

E, isto não é pecado. Você não deve ficar se punindo por causa desse instinto normal que você tem pelas meninas e que foi Deus que colocou em você. Sentir-se pecador por causa disso, seria a mesma coisa que uma pessoa com fome se sentir culpado por desejar um pernil que está diante dele. Diante dessa sensação o adolescente deve reagir com naturalidade, sabendo que isto faz parte das faculdades com as quais, Deus presenteou o homem.

3.2. Excitação Sexual.

Agora, outra sensação que acomete os adolescentes, e que é constantemente confundido com atração sexual, mas que não tem nada haver com isso é o impulso que chamamos de Excitação Sexual.

Atração sexual é o desejo que sentimos do sexo oposto. Excitação sexual é o desejo que temos de satisfazer o nosso instinto sexual. Atração sexual é impulso em direção da pessoa do sexo oposto. Excitação sexual é uma compulsão pelo sexo da outra pessoa.

Na atração sexual, não visamos à satisfação do instinto sexual que deseja a atividade sexual. Na excitação, o que prevalece é a busca pela atividade sexual.

A atração sexual deseja o relacionamento afetivo com a pessoa do sexo oposto; já a excitação sexual deseja o prazer, o orgasmo sexual.

A atração sexual geralmente desdobra-se em namoro; já a excitação sexual sempre termina ou em masturbação ou em relação sexual.

Diante disso, surge uma pergunta? Então o que fazer diante dessas sensações? O que fazer para lidar com essas forcas libidinosas que nos chamam para a satisfação sexual mesmo antes do tempo biológico, psicológico, e bíblico para a relação sexual? Como um adolescente pode de modo natural, sadio e santo lidar com esse desejo aparentemente irreprimível por sexo?

4. Formas de responder aos impulsos sexuais da adolescência:

quanto à atração sexual, falamos que o adolescente deve agir com naturalidade e espontaneidade – deixar as coisas seguirem o seu curso natural. O que não deve ocorrer em relação à excitação sexual.

A excitação sexual deve ser tratada com seriedade e com passos firmes pelo adolescente. É terreno escorregadio. E geralmente acaba em acidentes. Às vezes, com duras conseqüências.

Por que?

Porque embora essas duas forcas instintivas (atração e excitação) vão acompanhar o homem por quase toda a sua vida, ambas agem diferentemente a pessoa.

A atração sexual age motivada pela estrutura da personalidade já bem definida e bem elaborada quanto à sua heterossexualidade – menino gosta de menina e menina gosta de menino.

A excitação sexual, por sua vez, age motivada pela a ação dos hormônios. Que agem no cérebro produzindo excitação, ereção, intumescimento, fantasias sexuais…, e assim por diante.

O problema é que, diferente da atração sexual, que age uniforme e na mesma intensidade durante todos os estágios da vida, a excitação sexual, que depende da ação dos hormônios, tende a sofrer variações durante as varias etapas da vida.

E é na fase da adolescência em que estas variações se acentuam. Ela sobe acima do normal. Ela “dá um pico”. É por isso que no auge da adolescência os meninos só pensam em sexo, sexo, sexo. O que não é normal – se tomarmos a vida adulta com referencia.

Agora, em função de que ocorre esse desequilíbrio? Biologicamente falando, é por causa do desequilíbrio normal dos hormônios nesta fase. Super-produção de hormônios nesta fase.

Por isso, nós devemos tomar muito cuidado com a forma como vamos lidar com essa hiper-excitação da adolescência, que deve ser vista como um desequilíbrio normal desta fase. Porque qualquer coisa pode levar o adolescente, não só a realizar um ato impensado para o qual ele não está preparado, (como o ato sexual) com graves conseqüências posteriores, como também deixar graves seqüelas psicológicas e mentais. Esse desequilíbrio normal da fase da adolescência pode se tornar um desequilíbrio permanente no campo psicológico e até mental.

Então vamos ver como responder a esses impulsos sexuais aos quais chamamos de Excitação sexual? Como lidar com isso de modo certo?

4.1- Formas de lidar com a excitação sexual na Adolescência:

há duas formas de lidar com esses impulsos sexuais da adolescência: a forma certa e forma errada. Infelizmente, a maioria dos adolescentes sempre opta pela forma mais errada. E às vezes, não por sua culpa, mais por falta de instrução.

Dentre as formas erradas, as quais se entrelaçam formando um círculo vicioso.

A primeira forma errada como o adolescente tenta lidar com os seus impulsos sexuais é dizendo um sim irrestrito para eles – para todos os seus desejos. E o adolescente faz isso de diversas maneiras e numa escala crescente e sem volta. Ele começa a descer esta espiral dos desejos dos impulsos até cair no abismo da depravação sexual – que é uma deformidade moral, psicológica e mental terrível.

4.2. Pornografia:

Quando o adolescente abre concessões para a excitação sexual e diz sim para os seus impulsos, a primeira coisa para qual ele também diz sim é a pornografia. Pornografia é a prostituição sexual veiculada por fotos ou figuras, imagens (que pode ser por televisão ou cinema), e ou escrita – que são aquelas revistas que trazem histórias ou fantasias sexuais.

A pornografia é uma forma errada de nós respondermos aos impulsos sexuais da adolescência. Ela não acalma esses impulsos, pelo contrario, ela os faz cada vez mais fortes. Ela não dá equilíbrio, ela desequilibra mais ainda. Ela não minimiza o nosso desejo de sexo, ela apenas intensifica esse desejo.

A Palavra de Deus condena essa forma de lidar com a excitação sexual da adolescência. Em Mateus 5:28, Jesus diz: “qualquer um que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela”.

Olhar para uma mulher com fantasias eróticas já é adultério. Existem outros textos contra a pornografia, mais que o tempo não nos permite, agora, verificarmos. Mas aí, está a lista: 1a Co 6:18; 2a Co 7:1. mas eu gostaria que nós lêssemos 1a Tessalonicenses 4:4-6.

A pornografia é uma depravação sexual – um desvirtuamento do sexo. Ela transforma o sexo um produto de comércio. E ela destrói os valores morais e espirituais da pessoa, bem como abala as estruturas psicológicas e cria uma disfunção mental, escravizando a pessoa às fantasias eróticas.

Aí, vem o próximo passo, a segunda forma errada de se responder à excitação sexual da adolescência.

O primeiro passo errado foi o sim da aceitação dos desejos e dos impulsos da excitação sexual. O próximo passo e o passo da viabilização desses desejos. O adolescente viabiliza os meios para satisfazer os desejos sexuais, ele alimenta, ele mune, ele nutre a sua excitação sexual com imagens e fantasias eróticas.

O próximo passo errado é a execução dos desejos sexuais. É a famosa masturbação. E é o que nos vamos falar daqui pra frente com mais detença.

4.3. Masturbação:

O que é masturbação? Masturbação é uma palavra que vem do latim manus que quer dizer mão, e turbare que quer dizer agitar, excitar. Então masturbação quer excitar-se com a mão, ou fazendo uso da mão.

A Bíblia não fala diretamente sobre masturbação. Por erro de interpretação da igreja católica, convencionou-se erradamente a masturbação com o texto de Gn 38:9, onde Onã, filho de Judá, interrompia a relação sexual, ejaculando fora da vagina da viúva de seu irmão, quebrando assim a lei do levirato.

A partir desse erro de interpretação, passou-se também a nomear essa pratica de onanismo.

4.3.1. Tipos de Masturbação:

Existem duas formas de se classificar a masturbação. Classifica-se a masturbação pelos instrumentos com os quais a pessoa pratica a masturbação, ou pelos fatores causais.

De acordo com os instrumentos usados na sua execução, a masturbação, pode ser classificada da seguinte maneira:

a) Muda: que é o excitamento por pensamentos, leituras ou contemplação;

b) Manual: que é o excitamento com as mãos nos órgãos sexuais;

c) Instrumental: que é a excitação obtida através de instrumentos.

De acordo com os fatores causais, a masturbação pode ser classificada como incidental e estrutural.

4.3.1.1. Tipo incidental:

No histórico de qualquer pessoa poderá surgir um episódio masturbatório, que é circunstancial e por isso é passageiro. Essa é a masturbação incidental. E existem dois tipos de masturbação incidental. Aquelas que chamamos de primaria e a secundaria.

4.3.1.1.1. Masturbação Incidental Primaria:

São aquelas que acontece quase como um acidente. Por uma inabilidade ou imperícia dos pais ou da babá, ou enfermeira, quando na higiene das genitálias da criança. Estes se demoram em demasia no asseio das partes genitais e involuntariamente acabam excitando o clitóris nas meninas e a glande (cabeça do pênis) nos meninos – levando-os ao orgasmo e conduzindo-os a descoberta da masturbação e a fixação na mesma[1].

No caso das meninas, ainda acontece por causa de um verme que prolifera no reto da menina, mas que se não cuidado, pode migrar do ânus para a vagina produzindo corrimento vaginal e constante e intensa coceira, que por sua vez pode levar a descoberta da masturbação.

4.3.1.1.2. Masturbação Incidental Secundaria:

Existe também a masturbação por incidente secundário. Esta ocorre na adolescência nos contatos naturais com outros adolescentes do mesmo sexo ou por curiosidade.

Os adolescentes de maior idade que já praticam a masturbação, ensinam aos de idade menor e ocorre daí, a pratica masturbatória regular.

Muito dessas iniciações acontecem por meio de empregadas domesticas que induzem a criança à masturbação. [2]

4.3.1.2. Tipo Estrutural:

Nos casos Estruturais, a masturbação não é um simples incidente sexual, mas é um componente afetivo dentro da estrutura da personalidade em desenvolvimento.

Neste caso o adolescente se masturba não por um incidente sexual ocorrido na sua primeira infância, não por uma exposição pesada a um tipo de pornografia, mas por um problema estrutural em sua personalidade causado por um tipo de relacionamento traumático dos pais com ele ou dos pais entre si.

Os elementos psicológicos que estão vinculados com esse tipo de pratica masturbatória são os seguintes:

1. angustia (clima de insegurança e intranqüilidade no lar);

2. frustração (dominação egoísta dos pais sobre as aptidões naturais dos filhos);

3. defeito moral dos pais (alcoolismo, droga, vícios, mentira, desonestidade nos negócios, etc.);

4. isolamento (pais que negligenciam a vida afetiva dos filhos, não tendo tempo, par aos filhos);

5. medo (clima de ameaça constante de espancamento físico)

6. solidão (filhos únicos ou separados da família, ou dos pais).

4.3.2. Efeitos da Masturbação:

A masturbação por não ser uma pratica normal (a pesar que muitos psicólogos digam o contrario), ela deixa seqüelas por vezes irreversíveis.

O problema de se perceber as conseqüências da masturbação é porque elas não se fazem sentir imediatamente. Elas ocorrem a distancia do período em que o adolescente se encontra dentro dessa prática. Portanto, isso dificulta às vezes, estabelecer uma conexão causal com a masturbação.

Contudo, tem se podido perceber que aqueles indivíduos que apresentam certas dificuldades ou fracassos em algumas áreas, sempre estão relacionados com a pratica inveterada na masturbação.

Os danos da masturbação podem ser classificados sob 5 aspectos da existência:

a) Anatômico-fisiológico;

b) Psicológico;

c) Social;

d) Afetivo-sexual;

e) Moral-espiritual

4.3.2.1. Anatômico-fisiológico:

Uma das primeiras conseqüências que a masturbação deixa em quem a pratica, é um dano na anatomia e na fisiologia dos órgãos sexuais.

No caso dos órgãos sexuais femininos (quando a masturbação é realizada pela manipulação do clitóris – com o dedo ou com um objeto) a masturbação produz um espessamento da pele do Clitóris – ocasionando uma diminuição na sensibilidade, o que posteriormente, fatalmente provocará uma dificuldade da mulher chegar ao orgasmo, ou até uma frigidez.

Paralelamente a isso, aparece um aumento (engrossamento) dos pequenos lábios, o que provoca um aspecto de intumescimento da vulva.

Quando a masturbação se dá pela estimulação vaginal, além de provocar a ruptura do hímen, por autodefloramento, geralmente aparece um corrimento vaginal por causa dos micróbios que são conduzidos pelos dedos ou objetos introduzidos na vagina.

No caso dos homens, há também danos tanto na fisiologia, quanto na anatomia do seu pênis. A masturbação produz um espessamento do tecido da glande e da pele do prepúcio, diminuindo-lhe a sensibilidade. Isto causa uma dificuldade em homem alcançar o orgasmo. O que pode levar o homem a uma impotência e a falta de estimulo para relação sexual.

Outra disfunção que ocorre com a masturbação é o condicionamento do cérebro ao formato e à pressão que a mão exerce sobre o pênis que é muito maior que qualquer vagina. O que leva o homem à impotência no meio do ato sexual.

E, finalmente, dentro desse aspecto da anatomia, nos casos de viciados em masturbação quando o pênis alcança a ereção ele fica numa posição distorcida – o pênis toma o formado do movimento da mão.

4.3.2.2. Danos Psicológicos:

Existem também os danos psicológicos. Esses danos são os relativos às funções do aparelho mental e a desestrutura da personalidade.

As funções psíquicas que são mais prejudicadas nas pessoas viciadas pela masturbação são:

a. A atenção (que fica diminuída);

b. A imaginação (que fica exacerbada e alienante);

c. A memória (que fica lenta);

d. O pensamento (com tendência de ter idéia fixa);

e. O raciocínio (com tendência de usar sofismas)

f. O senso de julgamento (que relaxa moralmente);

g. A percepção (que passa a ser subjetiva);

h. A mente (que fica dependendo de fantasias para se excitar – pessoa passa a ser excitada não pelo que ela vê, mas pelo artifício da imaginação).

Em relação à personalidade o vício da masturbação provoca os seguintes danos:

I. Emperramento da maturidade sentimental e afetiva;

II. Aumento da vaidade e da atitude individualista;

III. Conflitos entre a realidade e a fantasia (a pessoa passa a viver em dois mundo paralelos – se torna esquizofrênico);

IV. Diminuição da percepção das necessidades afetivas do parceiro sexual;

V. Incompetência sexual e ejaculação precoce no caso do homem e frigidez sexual na mulher;

VI. Comportamento exibicionista e espetaculoso ou isolamento social por complexo de inferioridade e por sentimento de culpa;

VII. Dificuldade para amar alguém de modo desinteressado e altruístico.

4.3.2.3. Danos sociais:

a pessoa que se masturba, numa fase mais aguda (o que ocorre invariavelmente); torna-se uma pessoa isolada do grupo. Ela tem dificuldade de relacionar-se.

Isto ocorre por duas razões:

Primeiro, porque ela se tornou uma pessoa que vive em dois mundos um da fantasia, o outro o da realidade. Como sempre a fantasia é melhor do que a realidade, a tendência da pessoa é se fechar neste mundo onde ela pode ser o que realmente é sem precisar representar a todo instante.

E segundo, porque sua mente está condicionada, e viciada pela masturbação a não incluir o outro nos seus momentos de prazer. O seu esquema de vida repete o seu esquema sexual. Ela não consegue mais elaborar o outro. É só ela. Neste ponto a masturbação ganhou status na existência.

Outra dificuldade da pessoa viciada em masturbação refere-se ao seu estilo de conversação. Mesmo quando ela conversa, continua no mesmo procedimento de excluir o outro. Essa dificuldade se revela de duas maneiras:

A. absorção com domínio exclusivista das atenções dos presentes sobre si mesma. Em outras palavras, só ela quer falar.

B. Silencio – ausência de participação das conversações. Com o mesmo propósito ser o centro das atenções, agora pelo método da autocomiseração, retendo assim a misericórdia dos circunstantes.

Ambas atitudes, no campo psicológico, demonstram uma tentativa de continuidade da masturbação física – um monólogo masturbatório. O instrumento migra das mãos para a língua.

4.3.2.4. Dano afetivo-sexual:

aqui nesta área, se manifestam as dificuldades que produzem maior angustia e maior índice de desajustamento nas pessoas que são viciadas em masturbação. A razão principal de tais distúrbios está no próprio “estilo de vida” pratico da sexualidade do masturbador viciado.

Durante a pratica constante da masturbação como um vício, a mente da referida pessoa se condiciona com a “existência imaginaria” de pessoas irreais, as quais são manipuladas ARBITRARIAMENTE dentro do “esquema fantasioso” exigido pela masturbação em si.

Quando o individuo passa para um relacionamento concreto, no qual estão pessoas reais, com seus comportamentos próprios, ocorre um “choque” entre FANTASIA e REALIDADE. Na mente do viciado em masturbação.

Na vida real, não se consegue o mesmo tipo de manipulação de pessoas, do mesmo modo que se consegue com os personagens imaginários criados pela mente do viciado em masturbação.

Nessa área do contato real vem a incompetência “operacional” do masturbador que se frustra, por não saber “conviver” com pessoas reais, uma vez que levou uma vida de “monólogo masturbatório”.

O conflito se instala exatamente na área do relacionamento INTERPESSOAL e os esforços do masturbador são dirigidos para que o “outro” se enquadre dentro do seu “esquema de ficção”, utilizado na prática masturbatória habitual.

Isso nunca dá certo, porque o outro se cansa de fingir; e ninguém agüenta por muito tempo ser diferente do que se é na sua identidade real de pessoa humana.

Mormente, os desajustes sexuais se manifestam na vida conjugal, logo no inicio porque a masturbação é a atividade preferencial. O casal se frustra e fica frustrado.

No caso da mulher, ela se vê condicionada a manipular o clitóris para alcançar o orgasmo. No caso de ser o homem, o vício da masturbação provoca uma necessidade de uma “ajuda” da sua mão no pênis para a ereção, e uma boa dosagem de fantasia e imagens pornográficas armazenadas em sua mente para que a excitação apareça.

Tudo isso gera muita amargura, sentimento de culpa, desconfiança, etc.

4.3.2.5. Moral-espiritual:

além da masturbação ser um mal psicológico e fisiológico, ela também danifica terrivelmente os referenciais morais e espirituais do masturbador.

Ela o põe diretamente em contradições com a pessoa de Deus e com seus valores. Então o viciado passa então a viver em dois mundos paralelos. O da fé e o da masturbação. E a pessoa acaba se tornando um esquizofrênico religioso.

4.2. Forma Correta de lidar com a sexualidade:

Eu disse que a primeira forma errada como o adolescente tenta lidar com os seus impulsos sexuais era dizendo um sim irrestrito para os seus desejos e para suas demandas – quer seja através da pornografia, quer seja através da masturbação. Então, qual seria a forma certa de tentar lidar com os impulsos sexuais da adolescência?

Eu creio que nem aceitando-os irrestrimente, nem negando-os categoricamente, mas sublimando-os. Direcione-os para o lugar certo, para o tempo certo, para o propósito certo que é a relação plena e perfeita entre duas pessoas que se dispõe compartilhar toda a vida.

Pense nas conseqüências, dessas fugas fáceis, e verifique o quanto vale a pena, vivermos uma sexualidade plena através de Jesus dirigindo e nos dando a pessoa certa para vivermos plenamente a vida sexual.

Que Deus os abençoe.
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