Polícia ouvirá coveiro na investigação do caso
A Polícia deve ouvir nos próximos dias um dos coveiros do Cemitério Municipal Frei Edgar, de Joaçaba, no Meio-Oeste. Ele teria visto um grupo formado por três mulheres e um homem violar duas sepulturas infantis há cerca de dez dias. A família de uma das crianças também deve prestar depoimento.
A violação das sepulturas chamou a atenção dos policiais, porque os ossos foram remexidos e nada foi levado. Segundo o levantamento pericial, as crianças foram enterradas em 1962, com aproximadamente seis meses de vida. Uma das linhas da investigação indica que a violação pode ter sido um ritual de magia negra.
– É muito estranho, é pitoresco demais, porque o grupo não levou nada, apenas violou as sepulturas. Eles cavaram uns 50 centímetros, nós cavamos mais uns três metros para verificar se haviam roubado algo, mas não constatamos nada. Talvez tenha sido uma tentativa de furto, mas apostamos que seja magia negra – afirmou o delegado Maurício Pretto.
Além do desrespeito, o grupo tentou arrombar a sala da administração do Cemitério. A Polícia ainda não sabe se as ossadas foram roubadas pelo grupo ou se já haviam sofrido o desgaste do tempo. Até agora, somente uma das crianças foi identificada.
– As investigações se concentram em descobrir a autoria do crime e os motivos que levaram as quatro pessoas a violar as sepulturas. Para melhor esclarecer, ouviremos o coveiro e faremos novos contatos com a família – disse o delegado.

DC

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