Seis religiões participam da Campanha da Fraternidade

O tema deste ano, “Economia e Vida”, tem como lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” e pretende fazer com que as pessoas reflitam e mudem a relação econômicaA Campanha da Fraternidade 2010 foi lançada ontem de manhã na Cúria Metropolitana pelo arcebispo metropolitano de Maringá, dom Anuar Battisti, e pela terceira vez em 10 anos ela conta com a participação de outras cinco igrejas cristãs, além da católica. “Essa é uma campanha para mexer com as bases da vida de todo o povo brasileiro, principalmente daqueles que têm mais”, considerou Battisti. Ele entende que os debates que acontecerão durante a Quaresma devem levar as pessoas a refletir e mudar o modo de agir com relação à economia e ética cristã.

O tema “Economia e Vida” e o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”, de Mateus 6:24, foram escolhidos pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) para responder como as pessoas estão vivendo a fé em um contexto de miséria e fome, de falta de acesso à saúde, falta de moradias, precariedade no trabalho e insegurança.

Durante o lançamento da campanha, na presença do prefeito Silvio Barros (PP), secretários municipais, vereadores, representantes de várias igrejas e economistas, o arcebispo esclareceu que essa é a terceira vez que a CF não é somente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e sim organizada pelo Conic, que congrega, além da Igreja Católica, as igrejas Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil, Presbiteriana Unida do Brasil, Sírian Ortodoxa de Antioquia e Evangélica de Confissão Luterana do Brasil.

Segundo ele, as campanhas são ecumênicas quando abordam assuntos de interesse de toda a comunidade. “Desta vez, o trabalho objetiva ajudar a sociedade a construir uma economia que esteja a serviço da vida”.

Battisti explicou que durante toda a Quaresma serão conhecidas experiências de economia solidária que estão dando certo em vários pontos do País. “A campanha é sempre um despertar, tem tempo para começar, mas não para terminar. E uma reflexão que começa agora com os questionamentos que mexem com as bases da vida de todo o povo”.

Para o arcebispo, “a palavra economia é saber administrar bem os nossos bens, que foram criados por Deus para o bem comum de todos e não para acumular, criando uma sociedade de excluídos, onde poucos possuem muitos e muitos não possuem nada”.

A pastora Betina Schlittler Cavalin, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, lembrou que “de nada nos adianta orar, ler a Bíblia, ir à igreja se na prática de nossas vidas deixarmos de exercer os talentos dados por Deus”.

Corrupção
O prefeito Silvio Barros falou da responsabilidade daqueles que administram os bens que pertencem a todos. “É corrupção se apropriar dos bens públicos, assim como sonegar, comprar sem nota, enfim, sonegar aquele dinheiro que seria para a construção de bens, como postos de saúde e escolas”. Para o prefeito, “corrupção não tem nada a ver com dinheiro e sim com o caráter, com a opção que a pessoa faz”.

O Diario Maringa / Padom

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