world_13359_a8301Este ano e os próximos deixam preocupados muitos americanos. Embora poucos economistas acreditem que a actual crise económica dos Estados Unidos se venha a tornar na sequela da Grande Depressão do século passado, esta já é a terceira mais longa recessão desde a Segunda Guerra Mundial, de acordo com o Gabinete de Investigação Económica.

E tal como muitos conservadores e pró-vida temiam, o Presidente Barack Obama está no encalço de se tornar no presidente mais pró-aborto na história do país, começando com a revogação da Política da Cidade do México, que proibia o financiamento a entidades estrangeiras onde se pratique o aborto, e mais recentemente com os seus planos de levantar restrições ao financiamento, com verbas públicas, a investigações onde são usadas células estaminais embrionárias.

Também é expectável que Obama cumpra finalmente a promessa à instituição Planned Parenthood (em Português, ‘paternidade planeada’), assinando o Acto para a Liberdade de Escolha, que viria a abolir todas as restrições e limitações às mulheres nos Estados Unidos que pretendam ter um aborto antes de viabilidade fetal – tanto a nível estadual como federal; ou após o ponto de viabilidade, quando a vida da mãe estiver em perigo.

Enquanto a maioria dos americanos pouco ou nada pode fazer para inverter a maré política e económica dos dias presentes, há muita coisa que pode ser feita para mudar a maré cultural. E, como o pastor de uma famosa mega-igreja recentemente observou, a mudança verdadeira não vem dos políticos nem de alterações das leis, mas da Igreja e da mudança no coração.

“Tudo o resto há-de desaparecer. A política não vai durar para sempre. Se eu acreditasse que sim, provavelmente seria político”, apontou na semana passada num evento para líderes da igreja, Rick Warren, pastor sénior da Igreja Comunitária Saddleback de Lake Forest, na Califórnia.

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“A política está sempre a jusante da cultura. Se você quer influenciar a cultura, tem de mudar corações. E não se pode mudar um coração com uma lei”, acrescentou.

Enquanto os políticos e os partidos são certamente uma parte integrante da sociedade e podem estar a trabalhar incansavelmente para que colocar o país de volta ao caminho certo – financeiramente, moralmente, etc. – Warren enfatizou o impacto que os pastores e cristãos leigos podem ter naquela nação.

“Uma só igreja – você atira uma pedrinha a um lago e não causa muita agitação. Mas se tivermos 1.000 ou 10.000 ou 100.000 igrejas a atirarem pedrinhas, adivinhem? Conseguimos produzir uma grande reacção”, atestou ele durante uma sessão geral da conferência NEXT ocorrida de 19 a 21 de Fevereiro na Saddleback. “Se cada um de nós fizer a nossa parte poderemos ver um grande despertar espiritual neste país e no Mundo, se estivermos disponíveis para Deus.”

Mesmo em face de uma recessão ou no meio daquilo que muitos grupos pró-vida estão a ver como um “atentado à vida” vindo da capital do país, Warren relembrou os crentes das mãos que Deus lhes deu para acudirem.

As leis passadas para tornarem o aborto mais fácil não têm necessariamente de levar a um aumento de abortos se as gestantes forem informadas e apoiadas. E a recessão de hoje não tem de levar à depressão. Pode conduzir ao reavivamento, se os crentes se deixarem à disposição de Deus.

“Podemos ver esta recessão a tornar-se no maior reavivamento espiritual das nossas vidas, se compreendermos essa oportunidade”, disse Warren.

“Os tempos maus são, na verdade, bons tempos para a Igreja. As pessoas voltam-se para Cristo em alturas de crise. As pessoas estão mais abertas ao Evangelho quando estão em trânsito ou sob tensão. Estas são as duas alturas em que as pessoas estão mais abertas a Cristo – quando estão em transição e as coisas estão a mudar rapidamente.”

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No ano passado, cerca de 2,6 milhões de pessoas nos EUA perderam o emprego. No mês passado, mais de 650.000 perderam os seus empregos – a primeira vez em que as perdas de postos de trabalho superaram os 600.000 em três meses consecutivos desde o recorde de 1939.

A ‘carnificina’ humana da recessão, a meio do seu segundo ano, situa-se agora em 4,4 milhões de empregos perdidos. E de acordo com a Associated Press, cerca de 12,5 milhões de pessoas estão à procura de trabalho – mais do que a população de todo o estado da Pensilvânia.

“O desemprego em meados do próximo ano será provavelmente o maior desde a Depressão”, observou Warren.

“Não digo isto como profeta da desgraça, esta é a nossa oportunidade”, continuou ele. “Quando as pessoas estão em sofrimento, elas voltam-se para o Senhor. E numa crise, começam a perguntar, “como é que me hei-de safar?” Ninguém quer atravessar uma tempestade sozinho.”

Assim, enquanto os EUA podem estar a enfrentar crises económicas e morais, o pastor dos da Califórnia do Sul exortou os líderes das igrejas a reunirem os fiéis para alcançarem uma nação magoada, porque agora é quando eles são mais necessários.

“As pessoas não se voltam para Cristo quando as coisas estão bem. Elas voltam-se para Cristo quando suas contas estão do avesso, quando são despedidos e as coisas começam a ficar apertadas. Leiam o livro de Juízes. Sete vezes. De cada vez que Israel prosperava, eles esqueciam-se de Deus. Deus, então, permitiria que viesse uma crise e os assolasse, e nesse acometimento eles voltavam a Deus”, observou Warren.

“As pessoas vão estar mais abertas, mais receptivas às Boas Novas no próximo ano e meio do que em qualquer outro momento das nossas vidas. E se nós perdermos isto, teremos perdido uma colheita espiritual incrível”, acrescentou.

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No mês passado, a taxa de desemprego saltou de 7,6 por cento para 8,1 por cento em Janeiro – a mais alta percentagem em mais de 25 anos. Alguns economistas prevêem agora que a taxa possa chegar aos 10 por cento no final do ano e atingir um máximo de 11 por cento, ou mais, em meados de 2010.

Fonte: Diário Cristão

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