A primeira reunião extraordinária da CPI da Pedofilia que aconteceu na quinta-feira (26/3) recebeu especialistas que pontuaram aspectos psicológicos, estatísticos e institucionais sobre a ação dos pedófilos e suas consequências para a vítima.

Palestraram para os vereadores e presentes a psicóloga Dalka Ferrari, do Centro de Referência às Vítimas de Violência do Instituto Sedes Sapientiae e a advogada Glória Lara, da Agência de Cooperação Social Farol.

Com breve análise, a psicóloga apresentou material com dados do Instituto Latino-Americano das Nações Unidas (ILANUD) que atesta ser a própria residência, o local mais propenso para o abuso sexual infantil (26,95%); seguido pela Internet (24,85%). Além disso, o Brasil lidera a exploração sexual comercial no mundo, com cerca de 600 mil casos.

“A pornografia infantil facilita a sedução sexual pela Internet, por isso as crianças precisam ter um monitoramento constante. A prevenção é a melhor armadura contra este crime”, alertou o vereador Marcelo Aguiar, presidente da CPI.

Para Dalka Ferrari os pais precisam acreditar no que a criança diz e sinalizar que irão protegê-la. Segundo ela, a violência aparece mais por uma questão de negligencia da sociedade.

Na mesma linha de pensamento, o vereador Marcelo Aguiar acredita que o acompanhamento familiar será uma das bases da CPI. “Com os casos de pedofilia expostos na mídia, muitas crianças tem criado coragem para expor os abusos que têm sofrido, e isso não pode ser interrompido por falta de orientação dos pais. Por isso uma das esferas de atuação que seguiremos com esta comissão será instruir pais, familiares e educadores”.

Baseada em dados da Pesquisa sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual Comercial no Brasil (Pestraf), a advogada Glória Lara chamou a atenção para focos de atuação dos pedófilos no município. “A violência sexual é uma violação de direitos humanos e é um fenômeno de múltiplas faces. Em São Paulo, existe um turismo de negócios que envolve exploração sexual de crianças e adolescentes”, apontou. “São Paulo é a porta de entrada do tráfico nacional e a porta de saída do internacional”.

Para o vereador Marcelo Aguiar, a visão colocada por especialistas é de extrema importância para o andamento da CPI da Pedofilia. “A participação de pessoas e organizações que vêm realizando um trabalho nesta área há algum tempo é saudável para a comissão, estamos buscando ajuda de pessoas competentes neste assunto para somar forças, pois caminhamos para o mesmo objetivo que é proteger nossas crianças e tratar os pedófilos para que a incidência deste este crime diminua na cidade de São Paulo”.

Fonte: Assessoria de Imprensa Marcelo Aguiar

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