Westgate-quênia-ataque-nairobi-terrorO cerco de quatro dias no shopping Westgate Mall, em Nairobi é longo, de acordo com o presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta.

Na ação executada pelo grupo extremista islâmico al-Shabab desde sábado, morreram dezenas de pessoas que professam uma fé diferente do Islã.  Diz-se que os terroristas deixaram sair os que alegaram ser muçulmanos e assassinaram os não-muçulmanos.

“O Quênia derrotou os que nos atacaram, mas as perdas são imensas”, disse Kenyata, confirmando que 61 civis e seis soldados morreram.

O governo do país Africano declarou três dias de luto nacional a partir de quarta-feira.

De acordo com o presidente, equipes de resgate ainda trabalham para retirar os muitos corpos que estão sob os escombros de uma parte do prédio que desabou.

Cerca de 62 pessoas permanecem no hospital. Muitos outros estão sendo tratados com terapia devido ao susto que tiveram.

“Eu prometo que os culpados por essa destruição irracional irão responder por todas as mortes, dor, perdas e o sofrimento pelo qual estamos passando”, disse Kenyatta.

“Esses covardes terão de enfrentar a justiça, como seus cúmplices e seus lideres, onde quer que estejam”, disse ele.

Os rebeldes disseram que o incidente foi uma retaliação pela incursão militar queniana na Somália em 2011 e ameaçou lançar novos ataques.

O Ataque

Os militantes invadiram o shopping no sábado, lançando granadas e atirando contra os funcionários e os consumidores.

O grupo militante somali Al-Shabab afirmou ter realizado o ataque, em retaliação às operações do Exército do Quênia na Somália.

A organização, ligada à rede Al-Qaeda, já havia ameaçado ataque o Quênia caso o país não retirasse suas tropas do país vizinho. Há atualmente cerca de 4 mil soldados quenianos no sul da Somália, integrando uma força de paz da União Africana que apoia o governo somali.

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O Al-Shabab luta pelo estabelecimento de um Estado islâmico na Somália.

O Quênia, que possui uma longa fronteira com a Somália, tem pontos de entrada porosos, e o fluxo de armas leves e pequenas que chegam ao país se tornou uma grande dor de cabeça para as autoridades locais.

Segundo o presidente, ainda não está confirmado que dois cidadãos britânicos e dois ou três americanos estavam os militantes que invadiram o shopping, mas disse que especialistas forenses estão trabalhando para identificar a nacionalidade dos que foram mortos.

Cidadãos de ao menos 13 nacionalidades morreram no ataque ao shopping Westgate.

Portal Padom

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