Dupla cometeu o crime em maio deste ano e foi encontrada no caminho de Goiânia

Depois de cindo meses de investigação a Polícia Civil efetuou a prisão de dois homens acusados de ter praticado o sequestro de um pastor no Gama. Josiel Alves de Souza, 19 anos, e Benedito Rodrigues Barbosa, 22 anos, estavam indo para Goiânia, na madrugada de ontem, pela BR-060, quando foram pegos pelos agentes da Divisão de Repressão a Sequestros (DRS). O crime aconteceu no dia 18 de maio e teve a participação de quatro homens. Os outros dois integrantes do grupo, Francimar Alves dos Reis, 28 anos, e Paulo Cassiano Aniceto, 29 anos, foram presos em junho deste ano, no Gama e já foram julgados pelo crime de extorsão mediante a sequestro. O primeiro foi sentenciados a uma pena de 13 anos e quatro meses e o segundo, a 15 anos e quatro meses de reclusão, respectivamente.
De acordo com as investigações, a quadrilha fazia um levantamento da vida das vítimas escolhidas, especialmente de pastores de igrejas evangélicas, em busca valores doados pelos fiéis, principalmente nos finais de semana.
Na época do crime, os quatro homens abordaram o pastor quando ele entrava na sua residência no Gama e depois o conduziram até Valparaíso (GO), onde foi mantido em cativeiro, durante duas horas, num motel da região. Os autores, por sua vez, exigiam da família o pagamento em dinheiro para libertá-lo.

O irmão da vítima recebeu uma ligação dos acusados pedindo que ele entregasse a quantia dos dízimos arrecadada no final de semana em troca da liberdade do irmão. Ele conseguiu arrecadar R$ 10 mil e entregou ao bando. Após o pagamento, a vítima foi libertada.
A polícia só foi avisada do caso depois que todas as negociações tinham sido feitas e o pastor liberado. O delegado Eric Sebba diz que se tivessem sido avisados antes, os criminosos podiam ter sido pegos no mesmo dia do crime. “É importante que a população entre em contato com a polícia quando ocorrer casos assim, pois não é sempre que as negociações entre bandido e vítima dão certo, pois as vezes acabam em morte ou os bandidos não são pegos. O trabalho da polícia nesse casos é muito importante”, comenta.

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