Preso em Vitória médico que castrava meninos no Pará

cesio-brandaoCésio Brandão é acusado de participar de rituais de magia negra que resultaram na morte de meninos.
Foi preso na manhã desta sexta-feira (22) em Vitória, o médico ginecologista Césio Flávio Caldas Brandão, foragido desde 2005 da Justiça do Pará. De acordo com o Ministério Público paraense, o médico faz parte da seita Lineamento Universal Superior (LUS), que é acusada de castrar e matar meninos entre oito e 14 anos durante os anos de 1989 a 1993.

Césio Flávio Caldas foi detido em casa, no centro de Vitória, quando chegava do trabalho. Ele contou aos policiais do Grupo de Apoio a Promotores Públicos no Espírito Santo, que atuava no hospital São Lucas, em Vitória, e em clínicas particulares.
A assessoria de imprensa da Secretaria do Estado da Saúde confirmou que Césio Caldas Brandão atua no hospital São Lucas como sevidor da Funasa cedido ao Estado. Todavia, a assessoria afirmou que o médico não tinha contato direto com pacientes. Ele atuava no setor administrativo do hospital, na confecção de laudos.
O médico Césio Brandão foi transferido para o Presídio de Segurança Máxima de Viana, onde está à disposição da Justiça do Pará. O Ministério Público do Pará afirmou que o promotor ainda analisa vir ao Estado na próxima segunda-feira (25) ou na terça (26), para participar da transferência do médico para o Pará.

O caso
Natural de Pinheiros, no Norte do Espírito Santo, Césio Brandão é acusado no processo dos rituais que ficaram conhecidos como o dos “meninos emasculados de Altamira”, onde 13 morreram. Ele chegou a ser julgado, em 2003, pela Justiça do Pará, mas conseguiu um habeas corpus e retornou ao Espírito Santo.
Na época, o advogado do médico alegou que ele era vítima de perseguição política porque era candidato a vereador. Testemunhas contaram que nos rituais de magia negra de que Césio Brandão e outros membros da seita participavam, roupas negras de mangas compridas e capuz eram utilizadas.
A testemunha Agostinho José de Costa, que depôs em 2003, disse que viu o capixaba Césio Brandão saindo do mato, carregando um facão e um saco plástico, no dia do desaparecimento do menino Jaenes, de 13 anos. O corpo da criança foi encontrado no local, posteriormente, graças ao depoimento dele.
Há uma semana, foi preso outro membro da LUS, no Maranhão. O ginecologista Anísio Ferreira da Silva foi condenado em 2004 a 57 anos de prisão. Ferreira estava foragido desde 2005, quando recebeu habeas corpus para recorrer da sentença em liberdade.

Gazeta Online/www.padom.com

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