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Noticias gospelEm um post na sua página de uma rede social o pastor teólogo da Igreja Batista da Água Branca de São Paulo, Pr. Ed René Kivitz,  demonstrou ser favorável ao divórcio em alguns casos. O pastor citou o profeta Amos em sua palavra que diz “poderão andar dois juntos se não estiverem de acordo”, Ed afirma que muitas vezes não há dolo no fim de um relacionamento, pois chegam determinadas citações em que o melhor é cada um seguir suas vidas e procurar um novo caminho para tentar ser feliz.

O post gerou vários comentários de pros e contras ao posicionamento do pastor, uma seguidora diz estar feliz por ser apoiada e sentiu aliviada com a decisão do pastor, pois enfrentou um divórcio e era mal vista na igreja pelo acontecimento, outro seguidor criticou duramente o pastor dizendo que já imaginou se Cristo resolvesse divorciar-se da noiva (igreja) devido aos problemas de relacionamentos enfrentados no dia a dia.

Referente ao post de René, outros pastores tem se tornado mais acessível ao tema divórcio, recentemente um grande pastor mediático separou se de sua esposa e casou-se com uma mais nova.

O tema gera polêmica, mas nada melhor do que apoiar se nas Escrituras Sagradas para termos conhecimento certo das coisas, sabendo que os tempos mudam, mas a palavra de Deus permanece eterna.

Post na íntegra em que o pastor Ed René Kivitz se diz favorável ao divórcio 

DIVÓRCIOS
Duas pessoas andarão juntas se não estiverem de acordo?
[Profeta Amós]
A deterioração de um relacionamento de amor é responsabilidade do casal. Mas nem sempre existe culpa e dolo no processo. A vida vai seguindo seu rumo e os cônjuges vão fazendo escolhas, tomando decisões, selecionando ambientes e parcerias, cada um à sua maneira e por motivações nem sempre conhecidas, e aos poucos vão se transformando e se tornando pessoas absolutamente diferentes daquelas que no altar fizeram juras de viver casados para sempre.
As experiências de cada um, que deveriam ser partilhadas, vão acontecendo sem que um participe da vida do outro – tanto a vida do dia-a-dia quanto a vida na interioridade cheia de luzes e sombras. Cada um caminha no seu silêncio. Quase imperceptivelmente os mundos de um ganha contornos onde o outro não se sente confortável. O mundo de um se torna terreno desconhecido e sem nexo para o outro. Ou mesmo um mundo que outro rejeita para si. De repente um se dá conta que não cabe mais no mundo do outro.
Num belo dia, ao acordar, dois estranhos se percebem debaixo do mesmo teto habitual, mas são tomados da consciência de que o que têm em comum já não é suficiente para sustentar uma relação que demanda tantos sacrifícios: entregas, renúncias, perdões. As experiências vividas em separado trouxeram subsídios que deram origem a novos mundos, novos valores, novas ideias, novos sonhos, novos afetos, e novos projetos de futuro.
O novo de um não comporta mais a presença do outro. Tudo quanto une o casal é o passado, e os frutos, bons e maus, do tempo em que partilharam a mesma vida. Mas agora são senhores de vidas distintas, que caminham paralelas quase sem pontos de conexão. Então se despedem um do outro.
Assim traduzi o pranto de um homem que ouvi ontém. No dia seguinte do seu divórcio, confessou: “Eu amava a mulher com quem me casei, mas essa mulher de hoje, não amo. Caso a conhecesse numa festa, jamais me interessaria por ela”.
A pergunta que fica diz respeito àquilo que chamamos casamento. Não seria casamento o compromisso da conjugação dos verbos na terceira pessoa? Pode ser chamado casamento o caminhar de amantes que não se incluem nem fazem parte dos caminhos um do outro? Como é possível que duas pessoas que se amam se tornem incompatíveis enquanto dormem na mesma cama todas as noites?
O processo de mudança de cada um dos cônjuges é vivido bem debaixo dos olhos do outro. Um não se tornou o que veio a ser sem a cumplicidade, contribuição, positiva e negativa, do outro. A “mulher com quem me casei” não se torna alguém por quem não me interesso sem que eu contribua significativamente para isso.
O cruel dessa história é que mesmo sendo tudo isso verdadeiro, nenhum ser humano pode assumir responsabilidade pelo que outro ser humano se torna. A profundidade da influência mútua, como ocorre na parceria conjugal, não é necessariamente determinante para a construção e ou descoberta que um ser humano empreende em relação a si mesmo. A autenticidade do ser é prerrogativa inalienável de cada ser humano. Nisso reside a beleza e a dignidade de viver. Por essa razão, a deterioração de uma relação de amor é responsabilidade do casal. Mas nem sempre existe culpa e dolo no processo.
Lágrima e luto, sempre. O divórcio é como uma amputação. Mas a vida seguirá seu caminho. E a misericórdia de Deus, que se levanta todas as manhãs antes mesmo do nascer do sol, oferece a cada ser humano uma página em branco para escrever outra história. facebook

Portal Padom

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