Para Marina, religião não tem a ver com conservadorismo

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Em um encontro com cerca de 800 líderes da igreja Assembleia de Deus, a senadora Marina Silva (AC), pré-candidata do PV à Presidência da República, disse 2ª feira (05) que a religião não deve ser encarada como um espaço do conservadorismo. “Às vezes as pessoas tomam a fé cristão como se fosse um espaço de qualquer tipo de destruição dos termos de uma visão de desenvolvimento do mundo”, observou a senadora. “Quem quiser ser conservador tem de ser por sua própria conta”. Tendo iniciado sua militância política nas Comunidades Eclesiais de Base (CEB) da Igreja Católica, Marina tornou-se em 1997 missionária da Assembleia de Deus, uma das maiores igrejas pentecostais do País. A ex-ministra do Meio Ambiente compareceu rapidamente a uma reunião das lideranças da igreja no Vale do Aço mineiro, na sede da Assembleia de Deus na cidade de Ipatinga. Acompanhada de representantes do PV de Minas, ela foi apresentada como “ilustre senadora” e “irmã” Marina Silva pelo pastor Antônio Rosa. O religioso não deixou, porém, de lembrar que a ex-ministra é atualmente pré-candidata ao Palácio do Planalto em 2010.
Marina foi presenteada com um conjunto de livros religiosos, lembrou a origem humilde e, citando passagens da Bíblia, criticou quaisquer formas de preconceito. “Na palavra de Deus não há espaço para qualquer tipo de preconceito”. Os repórteres não puderam acompanhar a cerimônia de dentro da igreja. Na saída, a senadora voltou a defender o inconformismo com as injustiças. “Obviamente não há nenhuma fundamentação da fé cristã, nem católica, nem evangélica, enfim, para qualquer tipo de atitude conservadora em relação às injustiças, aos preconceitos e a qualquer coisa que não signifique o respeito à vida e à vida em abundância”, afirmou.
“Não devemos nos conformar com esse mundo, mas transformá-lo pela renovação do nosso entendimento”. Na rápida entrevista, Marina preferiu não polemizar em relação à visita programada também para a noite de ontem pela pré-candidata petista, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Assembleia de Deus em São Paulo. “Não vou julgar a visita da ministra. Eu acho que as igrejas todas têm que estar abertas para as lideranças políticas, para as pessoas. É um processo natural. As igrejas não devem ter partidos e elas devem dialogar com todos os candidatos”.(AE)

CruzeirodoSul/Padom

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