Padre Fábio faz chorar, ler e cantar

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fabio-de-melloAstro da música religiosa se prepara para temporada no Canecão e emociona em livro.
O menino Fábio de Melo veio ao mundo ouvindo Roberto Carlos. Não por acaso, ‘Jesus Cristo’, como cantava o médico que ajudou Dona Ana a dar à luz o futuro padre pop, num parto normal. A história, contada por Fábio ao falar de sua predileção pela MPB, é uma pista para entender um fenômeno que leva adolescentes a chorar em fila de autógrafos e senhoras da terceira idade, a maioria de seu público, a repetir a frase: “Você mudou a minha vida”.
Semana passada, depois de autografar livros para imortais como Nelida Piñon, na Academia Brasileira de Letras, o padre cantor e escritor comentou: “Vou aproveitando as oportunidades que aparecem. Não gosto de planejar muito, mas no momento meu negócio é a música e a literatura”, afirmou, após vender 500 exemplares de ‘Carta Entre Amigos’ (Ediouro), escrito a quatro mãos com Gabriel Chalita, o vereador mais votado em São Paulo.
Projetado através da emissora católica TV Canção Nova e depois de emplacar música na novela ‘Caras & Bocas’, Padre Fábio agora se prepara para show de lançamento no Canecão de seu DVD, ‘Eu e o Tempo’ – gravado em janeiro na casa de shows, já vendeu 250 mil cópias. A temporada no Canecão vai de quinta a domingo, feito raro entre estrelas da música hoje em dia. “Meu público é formado 70% por senhorinhas. Minha alegria é ouvir como acontecemos na vida delas. Muitas são pessoas solitárias.”
Na mesa de autógrafos, foi chamado de “pérola” e, apesar dos seguranças em volta, alvo de milhares de fotos. O analista de sistemas Paulo Campos, 37, um dos poucos homens presentes, com a mulher, a mãe e a filha, exibia orgulhoso 41 fotos do padre que acabara de fazer no celular. A seu lado, uma Guarda Municipal em serviço e duas freiras aguardavam pelo autógrafo. A estudante Ana Beatriz Pereira, 19, chorou: Ele consegue tocar os sentimentos de forma simples, mesmo com toda a sua formação”, disse Beatriz, que também ouve funk e é fã de Ivete Sangalo.
Sobre ritmos e artistas pouco cristãos, como as ‘mulheres frutas’, Padre Fábio discursa: “Há muita cultura desumana, nivelada por baixo, a mulher é tratada como objeto”.

O Dia/www.padom.com

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