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As crianças, com idades compreendidas entre os 7 e os 17 anos, foram descobertas depois de uma delas ter sido vista a vasculhar caixotes do lixo à procura de alimentos.
Um casal muçulmano de “iluminados” afirmando agir em nome da religião foi detido em França por ter violentado e feito passar fome a oito dos seus filhos, nomeadamente um adolescente com apenas 22 quilogramas.“Temos um iluminado, com um funcionamento que se assemelha ao de uma seita”, explicou o procurador a quem foi confiado o processo em Perpignan (sul), Jean-Pierre Dréno, para qualificar o pai de família, precisando que a mãe partilhava as mesmas ideias.
“Isto vai muito para lá da prática religiosa rigorosa”, acrescentou, rejeitando qualquer associação entre estas sevícias e a religião muçulmana.
As crianças, com idades compreendidas entre os 7 e os 17 anos, foram descobertas na casa do casal no sábado durante uma inspecção, depois de um deles, uma rapaz de 13 anos, que não pesava mais de 32 quilogramas para os seus 1,65 metros, ter sido visto a vasculhar caixotes do lixo à procura de alimentos em Banyuls-sur-Mer (sul).
“O adolescente, a tremer de frio, com vestígios de sangue na face, pés descalços, com frieiras, de uma magreza extrema, explicou que acabava de sofrer um castigo porque tinha roubado um punhado de açúcar em pó”, indicou o procurador.
A mãe tinha-lhe batido com um pau. Duas das irmãs de 13 anos e meio e de 15 foram encontradas num estado igualmente lamentável, não pesando mais do que 22 quilogramas.
O pai de família de 49 anos, um vendedor ambulante de origem marroquina, e a mulher de origem eslava convertida ao Islão e mais velha um ano, afirmavam querer educar os filhos no estrito respeito da religião.
A família vivia na pobreza, “em autarcia, sem relação com os vizinhos”, numa habitação social onde os investigadores não encontraram provisões de alimentos, segundo o procurador.
Os vizinhos falam de uma família “discreta” e dizem não ter suspeitado de nada.
“Eram pessoas fechadas consigo mesmas. Ele não dizia bom dia, ela era muito magra, branca, sem dentes..”, declarou uma vizinha, Evelyne Galia.
Os pais explicaram que praticavam escrupulosamente a sua religião e achavam que se impunha um regime alimentar muito severo”, precisou o magistrado. E quando as regras ditadas pelo chefe de família não eram respeitadas, avançavam os castigos corporais.
O pai explicou que o filho foi castigado porque precisava de ser reeducado por “ter o hábito de mentir”. O facto de ter emagrecido era aliás “um bom sinal”. Isso queria dizer que efectivamente lhe foi tirada a mentira que estava nele”, acrescentou.
As mais velhas estudavam por correspondência “sob o controlo da mãe” em casa. Os pais tinham-nas tirado do colégio, recusando submeter-se à proibição em França do uso do véu na escola pública.
Este pai de família “diz o que lhe vem à cabeça”, reagiu o instituto muçulmano da Mesquita de Paris. Lembrou que as crianças são dispensados do Ramadão, assim como os idosos e as mulheres grávidas.
Três dos oitos filhos que vivem no domicilio familiar, os mais magros, foram hospitalizados e os outros colocados num lar de acolhimento. Foi pedida uma perícia médico-psicológica para todas as crianças.
Um nono filho do casal, maior de idade, já não morava com os pais.

JN/NC

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