“E todos os homens que estão sobre a face da terra tremerão diante da minha presença; os montes serão deitados abaixo, os precipícios se desfarão, e todos os muros desabarão por terra” (Ezequiel 38:20).

Existe uma escritura ameaçadora na Bíblia que é fonte de conforto para muitos cristãos. Está em Mateus 7:22,23: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

Isto conforta aqueles que podem dizer: “Isso não pode ser para mim, pois nunca profetizei, nunca expulsei demônios, nunca fiz coisas maravilhosas”.

Na realidade, não conheço nenhum cristão que jamais tenha sentido que este aviso tenha sido feito para ele. Mas existe um aviso vindo do coração de Cristo que nenhum crente pode deixar de lado. Tem a ver com todo aquele que já tenha comido do Pão da vida, ou bebido do vinho do Espírito. É dirigido a todos que algum dia tomaram comunhão, ou se assentaram para ouvir os ensinamentos da palavra de Deus.

Ouçam Lucas 13:25 – 27: “Quando o dono da casa se tiver levantado e fechado a porta, e vós, do lado de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos a porta, ele vos responderá: Não sei donde sois. Então, direis: comíamos e bebíamos na tua presença, e ensinavas em nossas ruas. Mas ele vos dirá: Não sei donde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais iniqüidades”. Nesta passagem, estaria Cristo falando antes de mais nada para evangelistas corruptos de cura, ou para hipócritas carismáticos? Não. Aqueles a quem é negada entrada na casa do Senhor estão entre os bem-nutridos, os bem-ensinados – aqueles que comeram do pão espiritual e beberam bebida espiritual na presença do próprio Cristo.

Estes avisos são prova suficiente de que é possível curar doentes e expulsar demônios, e ainda assim não ser íntimo de Cristo. É possível promover grandes trabalhos em Seu nome, construir igrejas e ministérios, evangelizar e sacrificar, e ainda assim não conhecê-Lo como deveria ser conhecido. É possível banquetear-se com Sua palavra, beber Sua água viva, ouvir a revelação da verdade, e ainda assim não entrar no poder da Sua presença.

Qual foi a iniqüidade daqueles a quem foi negada entrada na casa do Senhor(porque Jesus os chamou de obreiros da iniqüidade)? Aqui está: eles não tremeram na santa presença de Cristo! Demônios tremeram, mas eles não tremeram. A terra tremeu, as montanhas derreteram-se como cera, muralhas ruíram – mas eles permaneceram na Sua presença inflexíveis e inquebrantáveis. Recusaram-se a ser consumidos, a se deixar impressionar, ou convencer.

Davi, o salmista, clama: “Estremece, ó terra, na presença do Senhor…” (Salmo 114:7). Quando Israel perdeu o temor de Deus e não mais tremeu na Sua presença, tornou-se insolente, egocêntrico, e mau. Seus pregadores tornaram-se sacos cheios de vento. O profeta Jeremias registrou a acusação de Deus contra Seu povo. “Porque perfidamente se houveram contra mim, a casa de Israel, diz o Senhor… disseram: …Nenhum mal nos sobrevirá; não veremos espada nem fome. Até os profetas não passam de vento, porque a palavra não está com eles… Este povo é de coração rebelde… Como a gaiola cheia de pássaros, são as suas casas cheias de fraude; por isso, se tornaram poderosos e enriqueceram…. Tornam-se nédios e ultrapassam até os feitos dos malignos; não defendem a causa, a causa dos órfãos, para que prospere… Os profetas profetizam falsamente…. e é o que deseja o meu povo. (Jeremias 5:11-31). O Senhor Deus pergunta-lhes: “ Não temereis a Mim? – diz o SENHOR; não tremereis diante de mim? ” (5:22). Não tremeram porque seus corações estavam fixados na prosperidade, e não na presença do Senhor.

Não vou atacar o povo de Deus, mas preciso falar sobre a irreverência e a falta de seriedade agora tão preponderantes na casa de Deus. Aonde o assombro, a majestade, o tremor em Sua sagrada presença? Como nos atrevemos a chamar o Todo Poderoso Rei do universo de “pápi” ? Por que entramos em Sua exaltada presença com nossos imundos trapos de imundície carnais, aplaudindo-O ao invés de caindo a Seus pés ?

Quando Isaias entrou na Sua presença, foi humilhado e golpeado. Quando a glória do Senhor encheu o templo, até os serafins cobriram as faces com as asas. Um deles exclamou “Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos…” (Isaias 6:3). As ombreiras das portas se moveram ao som da Sua voz. Isaías colocou o rosto nas mãos e clamou, “ Ai de mim! Estou perdido… sou homem de lábios impuros… povo de impuros lábios” ! (Isaias 6:5).

O que significa para você e para mim, um santo profeta de Deus ser levado à magnificente presença do Senhor, e precisar confessar o pecado nele mesmo?

Por três semanas Daniel lamentou-se, jejuou, e orou – confessando seus pecados e os pecados de Israel. Então o Senhor apareceu em Seus gloriosos
trajes. Sua face tinha a aparência de relâmpago, Seus olhos eram como lâmpadas de fogo, e Seus braços e pés brilhavam como bronze polido. A Sua voz estremecia a terra. Este que estava à sua frente não era o “pápi”! Daniel não era o filho do Rei pedindo bênção. Ninguém estava aplaudindo, “… não obstante, caiu sobre eles grande temor… ” ( Daniel 10:7). Os joelhos de Daniel vergaram-se. Ele diz: “não restou força em mim; o meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e não retive força alguma… caí sem sentidos, rosto em terra” (Daniel 10:8-9).

O que significa para você e para mim, quando um amado homem de Deus vê os flamejantes olhos do Senhor, e não pode nem ficar de pé ou levantar a cabeça?

Como é diferente hoje em dia. Ouvimos nossos famosos oradores pregando seus poderosos sermões, e aplaudimos. Numa reunião de conferência carismática, ao término da mensagem foi dada a um evangelista uma ovação de cinco minutos por um publico de pé. Aquela audiência não deveria estar com o rosto em chão perante a santa presença de Deus? Não deveríamos estar tremendo quando Ele aparece para julgar o pecado? Não deveria nossa enérgica auto-justificação estar completamente esvaziada, e nossa força humana ter nos abandonado?

Mas aonde – em que reunião – você encontra joelhos se dobrando e cristãos clamando “Ai de mim!”? Onde está a igreja ou a pregação aonde não mais se vê o orador, mas em seu lugar aparecem os flamejantes olhos de Cristo, e Sua voz leva os corações a tremerem? Onde o povo de Deus enxerga sua corrupção e cai prostrado, golpeado por Sua presença?

É verdade que devemos chegar confiadamente à Sua presença com louvor e ações de graças. Mas isto não significa de forma frívola ou presunçosa.

Darío, um rei pagão, tinha mais respeito pelo Senhor do que muitos cristãos modernos. Ele declara: “aos povos, nações e homens de todas as línguas que habitam em toda a terra… em todo o domínio do meu reino, os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel, porque ele é o Deus vivo…e o seu domínio…. ” (Daniel 6:25-26). Deveríamos tremer e temer perante Sua onipotente majestade e grandeza – não por ela estar preparada contra nós, mas por nós! Trememos na presença de um tão grande poder revelado a nosso favor, para nos suster e livrar.

O filho de Deus que verdadeiramente O conhece, desenvolve uma crescente percepção de Sua majestade e grandeza. Passa a ficar menos preocupado com direitos e bênçãos, e a ficar mais cativado por Sua presença. O fortuito dá lugar à dignidade. Acaso e informalidade dão lugar à reverência e santa apreciação.

Desejo fazer três importantes declarações a respeito do poder da presença de Cristo – uma negativa e duas positivas:

1. O Povo de Deus Fica Sem Poder Quando Deixa a Presença do Senhor.

O crente que está fora da presença do Senhor se coloca na posição de ser tragado pela adversidade. Fica covarde – corre até mesmo quando não está sendo perseguido. Vive em constante medo do “… leão (que) está lá fora; serei morto no meio das ruas” (Provérbios 22:13).

Nosso exemplo é Jonas. Este profeta deve ter gozado da presença do Senhor, caso contrário, não teria estado na posição de ouvir uma palavra tão clara de direcionamento: “Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela ” (Jonas 1:2). No passado, estar na presença do Senhor era uma experiência estimulante e de regozijo. Jonas tinha se alegrado em ouvir da restauração e da cura do povo de Deus. Era glorioso partilhar dos segredos de Deus a respeito do futuro.

Mas agora a presença do Senhor lhe fazia uma exigência pessoal. Ele deveria levantar-se e pregar contra o pecado. Deveria ameaçar uma sociedade inteira com julgamento imediato, a não ser que se arrependessem. No entanto, ao invés de obedecer as ordens do Senhor, ”Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR, para Társis.” (1:3). Sem duvida deve ter aceito um convite para pregar profecias à alguma remota tribo de Israel – talvez até mesmo um convite para pregar sobre a prosperidade de Israel, para os chefes de estado. Menos pregar fogo do inferno, denunciar o pecado, ameaçar o povo com julgamento divino – e menos ainda à uma sociedade corrupta e sem Deus! Não era para Jonas. Recusou o chamado.

Por favor tenha em mente que ele estava fugindo d’Aquele cuja ininterrupta gloria enche o templo. D’Aquele cujo rosto é como o relâmpago. D’Aquele cujos olhos são chamas de fogo, cujo poderoso braço é como bronze polido. Estava correndo d’Aquele cujo olhar dobra joelhos, cuja voz estremece a terra, cuja face fere toda a carne.

Por que um homem de Deus foge d’Aquele a quem ama? Jonas estava com medo dos ninivitas? Era muito orgulhoso para ir? Muito teimoso?

Se você realmente quiser saber por que Jonas fugiu da presença do Senhor, é só dar uma boa olhada para dentro de seu próprio coração. Por que qualquer cristão evita a presença do Senhor? Por que não queremos olhar dentro de Seus olhos flamejantes? Da mesma forma que nós, Jonas não podia encarar a exigência que aquela presença santa fazia dele. Não eram os pecados dos ninivitas que o assustavam – – era o pecado em seu próprio coração que ele não conseguia enfrentar. Havia uma polêmica com Deus em seu homem interior!

Quantos ministros do evangelho deixarão de erguer a trombeta de Deus, e de clamar contra os pecados do povo porque eles mesmos não podem enfrentar Romanos 2:21-22 ? “Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes?”.

Quantos cristãos não ousam levantar a voz contra a corrupção e a cobiça na casa de Deus, porque a cobiça de seus próprios corações os condena ao silêncio? São covardes quanto ao pecado, porque eles mesmos não são vitoriosos. Muitos pais vêem seus próprios pecados aparecerem nos filhos, e são impotentes contra isto. Papai fuma, de modo que não pode condenar os filhos quando são pegos fumando maconha. Mamãe bebe, e depois assiste horrorizada sua filha tornar-se alcoólatra.

Sofro pela época em que anos atrás recusei o chamado de Deus para profetizar contra os pecados dos santos e pecadores, porque estava terrivelmente condenado por uma raposinha corroendo minha própria vinha. Sabia que estaria desonrando a Deus se pregasse uma mensagem de santidade, enquanto meu próprio manto estava manchado. Meu trovão transformou-se em lamúria; minha espada em graveto. Houve um tempo em que não podia olhar dentro dos flamejantes olhos do Senhor. Época em que não me sentia bem ao lado de um homem santo, por medo que pudesse ver através de mim. Tempo em que simplesmente tinha de me satisfazer com devocionais e estudos bíblicos, porque sabia muito bem que uma vez que me comprometesse a entrar no santo dos santos, eu não iria aguentar. Haveria uma limpeza. Ser-me-iam feitas exigências que eu achava não poder cumprir.

Graças a Deus pelo Espírito me haver purificado. Graças a Deus por Ele me haver despojado de toda impureza e pecado, e me qualificado a entrar na Sua presença, irrepreensível e aceito no Amado.

Você pode estar certo disto: o homem fora da presença de Deus acaba numa crise de adversidade, um cativo do Senhor. Eu disse “cativo” do Senhor? Sim! Ouça o que aconteceu com Jonas. “Deparou o SENHOR um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites no ventre do peixe”(Jonas1:17). As escrituras nos dizem que foi o Senhor quem preparou o peixe! Foi o Senhor quem fez com que os marinheiros atirassem Jonas ao mar! Para Jonas era “o ventre do abismo” (2:2); para Deus era o lugar para se administrar disciplina.

Deus não estava a ponto de entregar Seu filho para o diabo. Ele parece ter dito a Satanás: “O peixe é meu; Jonas é meu servo. Você pode levá-lo para uma volta – – afundar com ele, e deixar que tenha um vislumbre do inferno. Mas não pode machucá-lo. E quando Eu perceber que a questão do pecado está resolvida, você o deixará na praia da obediência. Ele tem trabalho para fazer!”.

Foi durante a crise que Jonas lidou com o pecado nele mesmo – de uma vez por todas. O tempo todo tinha sido uma vaidade mentirosa. Tinha estado vivendo uma mentira. A palavra diz, ”Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso” (Jonas 2:8). Deus viu em Jonas um espírito de orgulho mentiroso. Estava sob engano, ignorante de sua própria condição espiritual. Havia nele pontos cegos, até então não revelados. Tinha estado andando como os gentios de Efésios: “na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração” (Efésios 4: 17-18).

Por que tantos homens e mulheres de Deus, sinceros, estão hoje em crise? Por que tanta adversidade? Por que tão profundos exercícios espirituais? Por que tanta exposição à forças inimigas? É Deus trabalhando! Ele tem permitido estas crises para levar-nos de volta à Sua presença. Para produzir obediência em nós. Para mostrar-nos o quanto temos sido cegos para o que está realmente em nós. Para expor o orgulho, as vaidades mentirosas, a vida dupla.

O Senhor nos mandou ir por todo o mundo e proclamar Sua justiça. Olhamos para dentro de nós mesmos, e nos encolhemos. O povo de Deus ficou covarde. Ministros se enfraqueceram pelo pecado. Então o Senhor preparou uma grande baleia. Multidões estão até agora em sua barriga. Existe solidão, medo, inquietação, duvida. É a hora das algas marinhas e de turbilhão de águas negras.

Mas mesmo no meio da crise existe grande esperança para o cristão. Foi por causa do sofrimento que Jonas clamou a Deus, orou e confessou, e foi renovado. Se você realmente é filho de Deus, Ele não o entregará a Satanás. Ele não o deixará nem se esquecerá de você durante sua crise. Deixe que o Espírito o consuma. Deixe que Ele revele o repugnante em você. Deixe que seus pecados o humilhem e esmaguem. Então, estenda as mãos e volte para a Sua santa presença para ser restaurado.

2. É Na Presença de Deus  Que o Poder do Pecado é Revelado e Expulso!

“. ..Como se derrete a cera ante o fogo, assim à presença de Deus perecem os iníquos” (Salmo 68:2) . “ Os meus inimigos, tropeçam e somem-se da tua presença”(9:3) . O grito do coração da igreja hoje, deveria ser por uma manifestação sobrenatural da presença de Cristo. Uma manifestação é “ uma exposição, uma revelação, uma demonstração, uma apresentação”.

Pense no que aconteceu com Simão Pedro quando Cristo manifestou Sua presença de forma sobrenatural perante seus olhos. “Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar” (Lucas 5:4). Tenha em mente que Simão tinha estado na presença de Cristo durante todo Seu discurso. Tinha obedecido a Sua ordem de arremessar a rede, mesmo após uma infrutífera noite de pescaria. Tinha visto Cristo, ouvido-O, talvez até mesmo tocado-O. Estava dentro do campo de visão – ao alcance do braço – no entanto a palavra não o havia convencido, porque Cristo ainda não havia revelado o poder de Sua presença.

Mas de repente Cristo manifestou Sua presença. Ele se fez manifesto. Subitamente Ele estava lá em poder sobrenatural. “Apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco…e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique. Quando Simão Pedro viu isto (a manifestação de Sua presença), prostou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador” (Lucas 5: 6-8).

Pedro, e seus companheiros Tiago e João, tiveram todos seus pecados revelados, porque estavam testemunhando o poder sobrenatural da Sua presença. Cristo comprometera-Se com eles. Não reagiram dançando, aplaudindo, gritando, ou rindo. Estavam abatidos pela convicção de seus pecados. Estavam de joelhos, incapazes de permanecerem de pé perante a manifestação daquela santa presença.

O que aconteceria em nossas igrejas hoje se de forma sobrenatural Cristo manifestasse Sua santa presença – talvez através de profecia ungida vinda de Seu próprio trono? Não seriam todos nossos segredos trazidos para a luz e expostos? E assim, caindo sobre nossos rostos, adoraríamos. O apóstolo Paulo diz-nos que isto é o que deveria acontecer (I Coríntios 14:25). Conseguiria algum de nós continuar inquebrantado? Conseguiria algum de nós conjurar os pecados e justificá-los em Sua presença? Será que não nos uniríamos numa voz estrondosa, em uníssono, clamando: “Estou perdido! Impuro! Não posso permanecer na Sua presença! Meus lábios são imundos!”?

Não é apenas uma questão de ser transparente aos olhos de Deus. É questão de vermos o quão destituídos estamos da Sua gloria. Quão tragicamente falhamos para com o supremo chamado de Deus em Cristo. Como ficamos preguiçosos, insensatos e fracos. É o que vemos em relação a nós mesmos, que nos derruba.

João, o revelador, viu o dia em que o mundo inteiro testemunhará uma poderosa e sobrenatural manifestação da presença de Cristo. Terá início com um grande terremoto. O sol se tornará tão negro como um saco de luto. A lua ficará como sangue. As estrelas cairão como figos fustigados por poderoso vento, e os céus se abrirão como pergaminho. Toda montanha e ilha serão movidas de seus lugares. E lá, perante os olhos de toda a humanidade, Cristo será manifesto, sentado em Seu trono (Apocalipse 6:12- 16).

“Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes; e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono, e da ira do Cordeiro” ( Apocalipse 6:15- 16).

Os profetas do Velho Testamento nos dizem que nosso Redentor virá para Sua igreja nos últimos dias em manifestações sobrenaturais de Sua presença, para purificar Seu povo e prepará-lo como noiva. Tanto de Isaías quanto de Paulo ouvimos a mesma palavra. Isaías profetiza: “Virá o Redentor a Sião e aos… que se converterem…” (Isaias 59:20). O apóstolo prediz um tempo em que “Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades… quando eu tirar os seus pecados” (Rom. 11: 26-27).

Malaquias, outro profeta do Velho Testamento, descreve a manifestação de Cristo da seguinte maneira: “Virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais…Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda? E quem poderá subsistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do ourives e como a potassa dos lavandeiros. Assentar-se á como derretedor e purificador de prata; purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata; eles trarão ao SENHOR justas ofertas… Chegar-me-ei a vós outros para juízo…”(Malaquias 3: 1-5)

Cristo chegar-se-á a nós em manifestações sobrenaturais de Sua presença! Ele irá, com o poder de Sua presença, julgar feitiçaria, adultério, falso testemunho, e todo pecado em Sua casa. Tudo se derreterá como cera diante de Sua presença. Ele deitará o machado à raiz, jogará fora todo o joio e arrancará toda a maldade. Expulsará o inimigo e purificará todo o filho.

Infelizmente, muitos crentes perderão estas manifestações sobrenaturais da Sua presença. Cristo não Se comprometerá com aqueles que procuram apenas sinais e milagres. ”Estando ele em Jerusalém, durante a Festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que ele fazia, creram no seu nome; mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos… ele mesmo sabia o que era a natureza humana” (João 2:23-25). Sabia que estavam fascinados só pelos milagres, e não apenas pela pessoa d’Ele. Ele vê isto em toda a humanidade.

Marque bem isto: haverá muito pouca manifestação da impressionante presença do Senhor aonde cristãos prestem mais atenção no poder, do que em Cristo.

3. O Poder de Sua Presença Transformará o Observador Em Sua Própria Imagem!

”E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Coríntios 3:18). Nos tornamos aquilo que observamos! O foco de nossa atenção espalha sua influência através de toda nossas vidas. O que contemplamos com nossos olhos espirituais nos obceca! Assume o controle. Paulo escolheu ficar obcecado por Cristo. Somente o Salvador tornou-se o objeto de seu pensamento, de sua pregação, de sua doutrina. “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Coríntios 2:2). Conservou o olhar no Cabeça do corpo, e não na doença do corpo. Chamou a isto … “retendo a cabeça…chegando à plenitude de Cristo …crescendo em tudo naquele que á cabeça, Cristo…para encher todas as coisas… A Ele seja a glória na igreja”.

Um verdadeiro pentecostes é o levantar Cristo! Temo que não estejamos retendo a Cabeça. Reter significa “cravar-se a, pegar-se a, aferrolhar-se a”. Pregue Cristo! Agarre-se à doutrina de Cristo. Pegue-se à ela, crave-se, aferrolhe-se à ela. Temos tão poucos vivendo para Cristo nos dias de hoje porque há muito pouca pregação sobre Ele. Pastores e mestres precisam levantá-Lo como exemplo para que pessoas possam olhar para Seu rosto, e tornarem-se como Ele.

O desejo de Deus para nós é que estejamos cobertos com a presença de Cristo. Você deseja vitória sobre o pecado? Quer liberdade total e libertação de todo o poder do inimigo? Então ore diligentemente por uma manifestação sobrenatural da presença de Cristo para você. Tenho tido uma experiência como esta nos últimos meses. Se você estiver levando isto a sério, será quebrantado. Ficará diante de seus pecados. Aqueles olhos flamejantes irão transpassá-lo! Depois permaneça para a purificação.

A mesma ardente presença do Senhor se tornará então a essência do coração e do viver de sua alma. Você não vai querer sair da Sua presença. Ela se tornará a sua alegria e prazer para todo o sempre. Os olhos d’Ele brilharão de amor e misericórdia. Você se regozijará ao ver Sua face. Você se apoiará em Seu braço de bronze. Todo o medo desaparecerá. Fluirão perfeita paz e descanso. Revestido do glorioso poder de Sua presença você pode enfrentar o pecado e Satanás. A palavra de Deus promete: “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” ( Apocalipse 3:5 ).

A igreja entra nos últimos dias como “uma mulher vestida do sol…” (Apocalipse 12:1). Isto é Cristo! Ele é o nosso traje branco. Vestimos Cristo; permanecemos na Sua presença, acima de todas os principados e potestades.

Na realidade não é complicado. Pode ser resumido simplesmente nisto: FIQUE PERTO DE CRISTO ! Viva na Sua presença. Tome seu lugar ao lado d’Ele nos lugares celestiais. Contemple-O à direita do Pai. Assim, como Estevão, as pedras de Satanás não poderão machucá-lo. Nada poderá impedir o seu progresso. Você estará acima de tudo, contemplando-O no céu.

Por David Wilkerson

Worldchallenge / Padom

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