I. O Movimento de Liberação das Mulheres
A. O que é?
O Movimento de Liberação das Mulheres é uma campanha para libertar as mulheres do domínio tirano dos homens. As mulheres acreditavam veementemente que os homens dominavam-nas injustamente e, na Declaração dos Sentimentos, de 1848, o mundo feminino listou as injustiças que haviam sofrido:

* o impedimento ao direito de votar e ainda direitos atribuídos aos homens mais desprezíveis;
* o impedimento ao direito à propriedade e os salários elas que recebiam;
* o impedimento à maior parte dos empregos mais bem pagos e às organizações maiores para a conclusão da educação;
* o impedimento ao ministério religioso e, com algumas exceções, uma participação pública nos trabalhos da igreja;
* o impedimento à sua felicidade no evento do divórcio, o direito de dominarem elas próprias e sua liberdade

Além disso, as mulheres consideraram que os homens estavam fazendo uma grande injustiça, impondo sobre elas:

* prometer obediência fiel aos seus maridos;
* seguir um código moral diferente;
* obediência a leis criadas sem sua participação;
* o pagamento de impostos a um governo desinteressado.

O item final de sua lista de queixas parece resumir as acusações da mulheres sobre o homem: “Ele tem se empenhado, da maneira como pode, para destruir a confiança dela em suas próprias forças, para diminuir seu respeito próprio, e para fazer que ela submeta e a levar uma vida dependente e abjeta? [1] .

O Movimento de Liberação das Mulheres foi fundado nas objeções que as mulheres tinham para com os homens.

B. Quando começou?
O Movimento de Liberação das Mulheres começou oficialmente em julho de 1848. No décimo terceiro dia desse mês, Elizabeth Cady Stanton expressou seus sentimentos durante uma visita a um grupo pequeno de mulheres. Uma semana depois, em 19 e 20 de julho, foi realizada uma convenção de mulheres em Sêneca Falls, Nova York, e a Sra Stanton esboçou a Declaração dos Sentimentos.

Em toda minha pesquisa sobre o assunto, porém, encontrei duas outras pessoas que também defenderam os princípios do Movimento de Liberação das Mulheres antes do seu nascimento oficial.

Lucretia Coffin Mott foi uma mulher diretamente ligada a Elizabeth Stanton e o seu ponto de vista dessa sobre os direitos das mulheres. Nascida em Massachusetts, em 1793, a Srta Mott foi uma abolicionista ativa e ministra da seita Quaker. Em 1840, Lucretia Mott, juntamente com Elizabeth Stanton, emprenhou-se em participar da convenção Mundial anti-escravidão, em Londres, na Inglaterra. Quando os homens responsáveis pela convenção negaram uma participação para as mulheres, a Sra Mott empenhou-se na luta pela igualdade das mulheres. Oito anos depois, fiel àquela promessa, Lucretia Mott ajudou Elizabeth Stanfod a organizar a convenção das mulheres em Sêneca Falls, em Nova York.

Outra proponente ávida dos direitos das mulheres foi Frances “Fanny? Wright. Nascida em território escocês, em 1795, Fanny, assim como Lucretia Mott, defendeu a liberdade dos escravos. Embora eu não tenha encontrado nenhuma ligação direta entre ela e as aliadas anteriores no Movimento de Liberação das Mulheres, Frances Wright acreditava veementemente na igualdade das mulheres. Fanny é considerada a primeira mulher a falar em púbico sobre a escravidão e a igualdade das mulheres nos Estados Unidos, e, embora muitos tenham ouvido seu discurso, suas idéias radicais concernentes à liberdade amorosa e de pensamento produziu uma indisposição em muitos de seus ouvintes. Embora Frances Wright acreditasse que a religião organizada fosse culpada pela minimização da importância da mulher, sua própria vida pervertida rendeu-lhe a alcunha de a “Grande Prostituta Vermelha? [2] .

C. Quais seus efeitos?
Os conceitos básicos e principais do Movimento de Liberação das Mulheres mantêm-se até hoje, ainda que sob diferentes rótulos. Embora os fomentadores dessas crenças não tenham encontrado êxito em sua empreitada, produziram muitas mudanças em muitas áreas da vida.

Em 1963, foi publicado um livro intitulado O mistério feminino. Nesse livro, a autora, Betty Friedan, encorajava as mulheres a encontrar satisfação fora dos seus papéis caseiros de mães e esposas. Os fomentadores do Movimento de Liberação das Mulheres exigiam ainda que os homens da casa ajudassem a cuidar da casa e das crianças.

Com o desejo de ajudar as mulheres a ter controle sobre seus próprios corpos, a enfermeira Margaret Sanger introduziu o conceito de controle de natalidade. Em 1936, a Corte Suprema decidiu que tal instrução não era obscena mais e, dezenove anos depois, os casais puderam obter contraceptivos em toda parte da nação. Além disso, foram projetadas clínicas especialmente designadas para ajudar mulheres de baixa-renda a planejar suas famílias e obter abortos.

Graças ao trabalho dos proponentes da liberação das mulheres, elas não são mais excluídas dos ofícios e das profissões no mundo dos negócios. A Organização Nacional para Mulheres recorre de todas as formas à Corte Suprema para obter o direito para as mulheres serem empregadas em qualquer área na qual tenham qualificações.

Como resultado das mulheres trabalharem fora da casa, surgiram as creches, e as feministas requerem do governo apoio financeiro para essas instituições.

O direito ao voto para as mulheres – talvez o requisito mais conhecido do Movimento de Liberação das Mulheres – foi um dos assuntos discutidos na primeira convenção, em 1848, e esse intento foi obtido em 1920.

Outra vitória para o Movimento de Liberação das Mulheres deu-se em 1973. Essa vitória foi a legalização do aborto como resultado do caso Roe versus Wade.

II. O mandamento de Deus

A. Quem é Deus?
A primeira coisa que a Bíblia revela sobre Deus é que Ele é o Criador de todas as coisas. Os dois primeiros capítulos do primeiro livro da Bíblia descrevem Deus criando a luz, os céus, a terra, os corpos celestes, os animais e, finalmente, o homem. O Salmo 89:11,12 também confirma o fato de Deus ter criado todas as coisas: “Teus são os céus, e tua é a terra; o mundo e a sua plenitude tu os fundaste. O norte e o sul tu os criaste; Tabor e Hermom jubilam em teu nome?.

Além disso, encontramos, na Bíblia, que Deus é o Governante supremo sobre todas as coisas. No livro profético de Daniel, encontramos a história de Nabucodonosor, um rei da antiga Babilônia. Daniel 4:34 e 35 relatam o que Nabucodonosor aprendeu sobre Deus durante o seu reinado: “Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive pára sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exercito do céu e os moradores da terra, não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes??

O Livro de Salmos também dá testemunho do fato de que só Deus é o Senhor. Considere os versos seguintes: “Por que eu conheço que o Senhor é grande e que o nosso Senhor está acima de todos os deuses? (135:5), “Porque tu és grande e fazes maravilhas; só tu és Deus? (86:10), e “Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de SENHOR, és o Altíssimo sobre toda a terra? (83:18). O Salmo 104 é um capítulo muito bonito que declara, versículo após versículo, a soberania do SENHOR Deus.

Finalmente, na introdução dos Dez Mandamentos, em Deuteronômio 6, encontramos as seguintes palavras: “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR?.

B. O que é?
Deus deixou um mandamento específico às mulheres e essa ordem encontra-se na Sua Palavra, a Bíblia. Através desse mandamento assim como em vários exemplos, Deus ordena à mulher que seja submissa ao seu próprio marido.

Esse caráter direto do mandamento encontra-se em vários lugares, na Palavra. Efésios 5:22 “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor?. O primeiro versículo de I Pedro, capítulo três, atesta, “Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos?. O apóstolo Paulo instruiu Tito a falar “o que convém à sã doutrina?. Tito, capítulo dois, oferece-nos uma lista dessas coisas que se encontram sob esse título, e um dos itens da lista é que as mulheres jovens sejam “obedientes aos seus próprios maridos?.

Sarah é um exemplo desse ensinamento, em I Pedro 3:5-6, está escrito, “porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor?. Ester, sendo obediente ao primo que a havia criado, é um paradigma de submissão. Encontramos evidência dessa obediência, em Ester 2:20: “Ester, porém, não declarava a sua parentela e o seu povo, como Mardoqueu lhe ordenara; porque Ester cumpria o mandado de Mardoqueu, como quando a criara?.

A Bíblia usa as palavras submeter-se, submissão e obediência na explicação da posição da mulher. A Concordância Exaustiva Strong tem a definição dessas palavras, usadas no contexto da posição da mulher: “subordinar-se; obedecer?. O Dicionário Webster define a palavra subordinar, usada no mesmo contexto da posição das mulheres, “tornar-se sujeito ou subserviente?.

Vale a pena mencionar aqui que a definição de Deus sobre a submissão não equivale a inferioridade. Sua Palavra não ensina que as mulheres são inferiores aos homens, mas que as mulheres devem ser submissas aos homens.

C. Quando foi entregue esse mandamento?
Esse mandamento divino foi estabelecido desde a criação da mulher. Em Gêneses 2:18-22, encontramos a descrição de Deus criando a mulher para o propósito expresso de encontrar-se como uma auxiliadora ao homem. A mulher foi criada para viver em submissão ao seu marido, e assim que Eva foi criada à imagem perfeita de Deus, a submissão foi voluntariamente e, de todo o coração, determinada.

Porém, quando Eva desobedeceu, adquiriu uma natureza que entrou em conflito com a vontade de Deus. Embora Deus sempre tenha requerido a submissão, o pecado havia entrado em cena, fazendo a mulher lutar contra a submissão. Isso se encontra em Gêneses 3:16, quando o Senhor diz, “multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará?. Esse não é o princípio de uma mulher que está em sujeição ao seu marido, mas o princípio de tal submissão como um fardo.

D. Quais são seus efeitos?
Embora a sociedade diga que a submissão transforma uma mulher em um boneco e um escravo de seu marido, essa convicção não tem nenhuma fundamentação Bíblica. Deus ordenou aos homens que amem suas esposas “assim como Cristo também amou sua igreja e entregou-se a si mesmo por ela; assim os homens devem amar suas esposas como seus próprios corpos? (Efésios 5:25-28). Essa ordem divina elimina qualquer razão para os homens abusarem ou tirarem vantagem das suas esposas.

Assim, ao contrário da opinião popular, a Bíblia ensina que a mulher, estando em submissão, tem muitos resultados agradáveis. Em casa, uma esposa submissa é uma testemunha constante ao marido não salvo. Esse conceito encontra-se em I Pedro 3:1, “Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra?. Em I Coríntios 14:33-35, Paulo escreve sobre a mulher na igreja; “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos. As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja?. A sujeição de uma mulher ao seu próprio marido promove paz e ordem na igreja. O próprio Cristo disse, em João 15:8, “Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos?. A verdadeira submissão é resultado de uma caminhada com Deus, e quando uma mulher evidencia um espírito submisso, glorifica seu Deus. Finalmente, Deus promete que Ele abençoará aqueles que O obedecem. ?Abençoará aos que temem ao SENHOR; ele é o seu auxílio e o seu escudo (Salmo 115:13). Tais são os resultados de uma mulher que está em sujeição ao seu próprio marido.

III. O que ganhei com essa pesquisa

A. O que aprendi?
Pesquisando a questão, fiquei surpresa ao descobrir que o início oficial desse movimento não se deu no século vinte, mas em 1848. Quanto mais eu li sobre esse tópico, mais me dei conta de quanto as convicções do Movimento de Liberação da Mulher afetaram nossa sociedade atual. Além disso, embora eu tivesse uma idéia vaga do significado da expressão “Liberação das Mulheres?, agora tenho uma melhor compreensão do passado, presente e do futuro desse movimento.

B. Como aplica a mim?
O desenvolvimento dessa questão permitiu-me avaliar o assunto. Reconheço que o conceito básico do Movimento de Liberação das Mulheres não é novo, mas apenas uma outra faceta da velha tentativa de Satanás de afastar o homem de Deus. Portanto, embora algumas pessoas reivindiquem que seguir ou não os conceitos ensinados no Movimento de Liberação das Mulheres é uma questão de preferência pessoal, acredito que se trata de uma questão de princípio, uma questão de certo e errado.

Autora: Joy Ellaina Gardner
Tradução: Albano Dalla Pria 2005

Revisão: Calvin Gardner e Joy Ellaina Gardner 2005

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