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(Lucas 7:11)E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão;
A história aqui narrada, para algumas pessoas pode ser a de mais um milagre entre tantos que Jesus realizou, mas, quando mergulhamos nas águas do Espírito de Deus essa história não é uma história, mas sim, a história.

(Lucas 7:12) – E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.

(Lucas 7:13) – E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.

(Lucas 7:14) – E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se, e começou a falar.

Naim era a cidade de nascimento dessa viúva. Esta cidade ainda existe nos dias de hoje com o mesmo nome e é na verdade uma pequena vila, muito pobre, habitada hoje em dia por árabes muçulmanos.

Ao chegar à cidade de Naim Jesus se deparou com um quadro de profunda tristeza, dor e lamento. Uma mãe estava indo ao cemitério para enterrar o seu filho, e como se não bastasse era o seu único filho e como se não bastasse ainda, essa mulher era viúva. Era uma família pobre, humilde, sem recursos.  O sepultamento desse jovem seria o mais simples possível.

Uma mulher que era viúva enfrentava grandes dificuldades para sobreviver. No A. T. a alternativa que as viúvas tinham para sobreviver era através da prostituição. O apóstolo Paulo demonstrou preocupação com o cuidado às viúvas instruindo a igreja a colocar os nomes das viúvas em uma lista a fim de serem socorridas.

A viúva não tinha direito à herança que supostamente o marido podia deixar. No máximo o que uma viúva podia conseguir era manter-se na família se um parente do marido casasse com ela. De uma maneira geral a viúva ficava sem sustento financeiro.

Essa mulher já tinha sentido o gosto amargo, o peso e a tristeza de perder seu marido. Eu imagino essa mulher quando perdeu o seu marido. Começo a imaginar que mesmo com a dor da perda do marido ela deve ter olhado para o seu filho e dito:

– “Ainda tenho você meu filho!”

– “Eu perdi um tesouro, mas, ainda me restou outro tesouro que é você!”

– “Eu perdi um pedaço de mim, um pedaço de mim se foi, mas, você ficou e ainda está comigo!”

– “A minha esperança ainda está viva!”

– “A minha expectativa está em você!”

Agora essa mãe perde aquele que para ela era a razão do seu viver. Perder um filho não é fácil. Com o filho essa mulher perde a sua história. Perde a sua referência de vida. Ao perder o seu filho essa mulher acaba perdendo pela segunda vez o seu marido porque os judeus acreditavam que os pais continuavam vivendo nos filhos e assim essa mulher toda vez que olhava para o seu filho ela conseguia enxergar a figura do seu esposo que se fora. Perder o seu filho era perder a sua história. Como essa mulher não tinha mais o marido, as suas esperanças e as suas expectativas agora estavam centralizadas no seu filho.

O seu filho seria o responsável pela casa. Pelo sustento financeiro. Seria o chefe da família.

Com a perda do seu filho essa mulher foi transportada para a cidade do “Sem”:

Sem marido – sem herança – sem filho – sem família – sem esperança – sem futuro –  sem vida

– EM QUEM VOCÊ TEM COLOCADO A SUA ESPERANÇA? – EM QUEM VOCÊ TEM COLOCADO AS SUAS EXPECTATIVAS?

(Salmos 39:7) – Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti.

Muitas pessoas têm colocado suas expectativas em um político, em um grande empresário, em um amigo, parente, vizinho, patrão, pastor. Mas é preciso lembrar que o ser humano é passível de falhas e nem sempre o que ele diz que vai fazer acaba fazendo. O ser humano é levado muitas vezes pelas circunstâncias e o que vale hoje nem sempre vale para amanhã. Além disso existe o fato de que todas essas coisas têm fim, são finitas e quem coloca todas as suas expectativas naquilo que é finito corre um sério risco de se decepcionar e frustrar-se. Por isso é que devemos colocar sempre nossas expectativas de uma vida melhor, de um presente melhor, de um futuro melhor, em Jesus. Jesus é infinito, Ele é eterno, só Ele é capaz de realizar milagres, prodígios e maravilhas em nossa vida. Só Ele é capaz de curar aquele que está enfermo, libertar aqueles que estão cativos do pecado, restaurar o casamento que está por um fio, salvar aquele que está perdido no submundo das drogas e prostituição, só Jesus é capaz de dar vida àquilo que já morreu.

Enquanto Jesus e seus discípulos entravam na cidade, o cortejo saía. O encontro acontece na “porta da cidade” (v11). “E vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te, E o defunto assentou-se, e começou a falar” (v13 e 14).

– NA SENSIBILIDADE DE CRISTO ESTÃO, O VER, O MOVER E O SENTIR.

– QUANDO ESTAMOS SAINDO COM TRISTEZA, JESUS ENTRA COM ALEGRIA

– QUANDO ESTAMOS SAINDO COM LÁGRIMAS, JESUS ENTRA COM SORRISO.

– QUANDO ESTAMOS SAINDO COM ESCASSEZ, JESUS ENTRA COM ABUNDÂNCIA.

– QUANDO SAIMOS COM A MORTE, JESUS ENTRA COM A VIDA.

– A MORTE ENCONTRA A VIDA. (Salmos 30:5b) –  O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

(Salmos 126:6) – Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.

Em certos momentos de nossa vida achamos que Jesus não está olhando para nós, para nossas situações difíceis, achamos que Ele está imóvel diante de nossas aflições e que não está sentindo nada. Isso não é verdade!

Jesus estava cercado por uma multidão, mas, no meio daquela multidão Ele virou o seu foco totalmente para aquela mulher. Ele olhou para ela, moveu-se em favor dela e sentiu uma íntima compaixão. Assim como Jesus olhou para essa mulher Ele olha pra você. Assim como Ele moveu-se por essa mulher Ele se move por você. Assim como Ele sentiu por essa mulher Ele vai sentir por você também.

Aquela mulher estava rodeada por uma multidão, assim como Jesus. Certamente palavras de consolo foram dadas àquela mulher, mas, essas palavras tornaram-se sem sentido, pois não tinham condições de acalmar um coração ferido.

Hoje em dia há muitos corações que estão feridos pelo pecado, pelo egoísmo, pelo orgulho, pelos sofrimentos, pela morte. E há momentos em que palavras somente não resolverão. É preciso tocar!

Jesus disse a viúva: “Não chores” e, movido de uma íntima compaixão por ela, Jesus não procurou palavras, mas ação e então disse ao defunto: “Jovem, a ti te digo, levanta-te,” e o defunto se levantou e começou a falar.

Ao estender sua mão Jesus não tocou somente no esquife, mas Jesus tocou na alma daquela mulher. Jesus tocou na ferida daquela mulher. Ao ressucitar o morto Jesus ressucitou a alma de uma mãe. Ressucitou os sonhos, a alegria, a esperança, a história familiar dessa mulher.

– PORQUE QUANDO JESUS TOCA EM ALGUÉM (Salmos 147:3) Sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas.

Ele se compadece das mães, dos pais, dos filhos, das esposas, dos maridos que choram que anseiam por vida na família.

Jesus tinha uma multidão de pessoas o seguindo, dependendo de Sua atenção. Mas Ele voltou os olhos para quem vinha em sentido contrário, porém, com o mesmo desejo de milagre dos que O seguiam. Creio, que após a ressurreição, do jovem, a multidão que era dividida entre: Os que saíam de Naim e os que entravam se unificaram. O cortejo deu meia volta e todos passaram a seguir Jesus.

Ele tem prazer na transformação. Deseja mudar o rumo dos “funerais” de nossa vida.

Não há nada que resista a Sua Palavra e nem ao seu toque.

O milagre aconteceu a caminho do cemitério. Lazáro, já estava no túmulo! Mas, Ele veio!  Porque foi desejado. Que assim seja para os que “estão saindo de Naim”. Ele não os desamparará. No sentido contrário da morte estará Jesus trazendo vida e vida em abundancia.

Ao olhar para o sofrimento daquela mulher é como se tivesse passando um filme na mente de Cristo daquele que seria o maior sofrimento de todos os tempos, a Sua crucificação. Assim como uma mãe, qual é o pai que gostaria de ver a morte do seu filho?

Assim como esse jovem era filho único, Jesus também era. Assim como uma mãe, um Pai (Deus) também sente a morte de um Filho (Jesus).

Mas por amor e tão somente por amor é que Deus deu o seu único Filho para morrer por nós e nos dar uma nova chance. Para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas, tenha a vida eterna.

A ressurreição do filho da viúva de Naim é uma espécie de prévia da ressurreição do Filho de Deus. A semente mais preciosa que foi plantada com choro, mas que voltou com alegria trazendo os seus molhos de uma nova vida.

Aquela mulher teve de volta o seu filho.

Nós tivemos de volta um Senhor e Salvador.

“Se alguém me servir, meu Pai o honrará” João 12:26.

Nele, por Ele e para Ele.

Pr. André Lepre

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