Para os cristãos, uma serpente simboliza o mal e até mesmo o próprio diabo. No entanto os hindus veem as serpentes como criaturas divinas e dignas de adoração, em templos dedicados a elas, assim como em seus habitats naturais.

Como muitos jovens, Nagamma, cresceu no hinduísmo ao sul da Índia, onde as cobras faziam parte da vida natural das pessoas. Sua família era de classe dalit, degrau mais baixo da social na Índia e uma vez conhecida como “intocáveis”. Sem muitas opções para um emprego, seu pai atuava como um mago especialista em magia negra e ensinou essa arte a sua filha desde pequena. O nome dado a ela de Nagamma, inclusive significa “mãe de serpentes”.

“Quando eu era criança, alimentava as serpentes locais, levando leite na entrada dos buracos das serpentes”, recorda. Também se reunia aos membros de sua comunidade para adorar em um templo especial dedicado as serpentes, localizado sob uma figueira na fronteira de Kerala e os estados de Tamil Nadu. Seu amor para com os muitos ídolos, especialmente pelos deuses da serpente, só aumentava

Um dia quando era uma adolescente de apenas 12 anos de idade, uma cobra levantou a cabeça e a mordeu enquanto ela tentava alimentá-la com leite. Seus pais a levaram a um médico local, que não pode tirar completamente o veneno de seu corpo.

Dentro de três dias sua saúde externa parecia melhorar, mas suavemente e aos poucos os efeitos colaterais incomuns começaram a aparecer. Ela começou a se sentir completamente diferente no corpo e na mente, sua pele começou a ter um tom azulado.

“Comecei a agir como uma serpente”, explica ela com toda naturalidade. Inclusive começou a agir como uma. Logo, tudo o que queria fazer era sentar-se no templo dedicado a cobras. Quando as pessoas começaram a tratá-la como uma deusa da serpente, seu pai disse-lhes que sim, que era o que ela tinha se tornado!

A medida que sua fama aumentava, as pessoas de sua comunidade lhe traziam oferendas de leite, frutas e flores. Lhes davam dinheiro, prostravam diante dela e acreditavam que se ela lhes tocasse, seriam abençoados.

“Eu perguntava se poderia visita-los em suas casas“, explica. Ali, por uma taxa, ela invocava a magia negra que aprendeu com seu pai em um esforço para destruir seus inimigos e assim, esperava, trazer bênçãos sobre eles.

Quando os missionários cristãos no Oriente Médio, visitaram Nagamma e sua família, lhes deram folhetos sobre o cristianismo e a Bíblia, eles compartilharam as boas novas de Jesus com eles. Seus pais sustentavam que, já que sua filha era uma deusa, todos deveriam segui-la e não a Jesus!

Há cinco anos, Nagamma foi a casa de uma família com uma pequena criança para realizar sua magia negra.

“Algo incomum aconteceu lá“, recorda ela. “Satanás me instruiu que havia um tesouro de ouro naquela casa, e eu deveria sacrificar o filho a criança de menos de três meses para encontrar o tesouro.”

Seguiu-se uma intensa batalha espiritual pela vida do bebe. Nagamma nunca havia encontrado isso antes; aparentemente as orações e as Bíblia dos missionários no Oriente Médio, estavam tendo um efeito nos lugares celestiais. Nagamma não podia, como ela diz: “completar a magia negra naquela casa” e fugiu.

Em seu quarto naquela noite, teve uma visitação notável:

“Um homem branco chegou até mim e sentou ao meu lado“, diz ela com espanto. Seu quarto ficou cheio com a luz mais brilhante que havia visto. Quando o homem mostrou as suas mãos, pude ver que pareciam lesões causadas por pregos.

“Ele me disse: ‘Filha minha, minha querida. Eu sou teu Senhor e Deus. Eu dou o tesouro da paz e da vida eterna. Eu sou a porta. Os que vem a mim serão salvos; entraram e saíram e encontraram pastagens. O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenhais vida! A vida em toda a sua plenitude!”.

Das palavras que havia escutado dos cristãos que visitaram sua casa recentemente, Nagamma reconheceu o homem em seu sonho como Jesus Cristo. Sobrecarregada de emoção, ajoelhou diante dele e o aceitou como seu Salvador e Senhor pessoal.

Quebrei todos os ídolos no templo de serpentes”, diz. “Meus pais e aqueles que acreditavam em mim não gostaram. Me disseram que eu estava louca. Me amarraram em uma arvore e me espancaram. Muitas outras perseguições enfrentei. Mas não perdi a minha fé em Jesus e quis entrar no rebanho de Jesus Cristo pelo batismo”.

Seu próximo posso foi entrar em contato com a junta missionária “Bibles for the Middle East” (Bíblias Oriente Médio), e pediu para ser batizada. Ela escolheu como seu nome batismal “Maria”, e o Senhor lhe ungiu poderosamente como evangelista ao seu povo. Seus pais e irmãos, depois de um tempo, se juntaram a ela e passou a crer em Jesus Cristo e segui-lo.

Cinco anos depois de sua conversão dramática, Deus continua a usar Maria como uma arma poderosa contra o reino das trevas. Ela trabalha com a Bíblias para o Oriente Médio, trazendo muitos hindus no amor e na liberdade possível somente com Jesus.

Portal Padom

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