Muçulmano grava música em louvor a Jesus Cristo e gera revolta

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Um ex-cantor libanês que se tornou um islamita procurado pelas autoridades, divulgou esta semana uma canção elogiando Jesus Cristo, publicada em suas contas no Twitter e no YouTube.

Fadel-Chaker-muçulmano-grava-jesusFadel Chaker, cantor de sucesso até que pôs fim à sua carreira em 2011, está foragido desde o verão, após participar de sangrentos confrontos entre o exército libanês e os partidários de seu mentor, o xeque radical Ahmad al-Asir.

“O Messias é abençoado e nós somos os seus bem-amados, ele é o portador da verdadeira religião”, canta Fadel Chaker, em um estilo próximo das canções islâmicas.

Postado na internet quarta-feira, a canção que dura um pouco mais de quatro minutos foi vista cerca de 50.000 vezes até esta quinta no YouTube.

Acompanhado por um coro que entoa o refrão, Fadel Chaker também refere-se à concepção virginal de Jesus (“Ela o carregou, grávida do Criador do universo, sem o esperma de um homem“).

“Não podemos ser um verdadeiro muçulmano, se não acreditarmos no Messias, que a paz esteja com Ele”, twittou o ex-cantor, conhecido por sua voz quente.

No Islã, Jesus, conhecido como “Issa, o filho de Maria”, é considerado um dos profetas de Deus, e não como seu filho. A Virgem é particularmente valorizada e uma surata (um conjunto de versículos do Alcorão) é dedicada a ela.

A canção lhe rendeu elogios e críticas em sua conta do YouTube.

O Cristo para o qual você canta pregou pela paz e o amor, não pelo assassinato”, comentou um internauta, criticando Fadel Chaker por seu envolvimento com um xeque cujos partidários utilizam armas.

“Não importa se você está sob a influência de drogas ou que você está tentando retornar à sociedade (…) é uma jogada mesquinha. Vá para o inferno!”

“Deus te abençoe, todos nós estamos com você”, escreveu outro.

Fadel Chaker, descrita por amigos como uma pessoa extremamente sensível e influenciável, alcançou a fama com canções de amor nos anos 90.

A revolta contra o regime na Síria, lançada em março de 2011, que ele apoia, revelou sua aproximação com o xeque Assir, um clérigo sunita radical hostil ao regime de Damasco e ao Hezbollah libanês xiita que combate os rebeldes sírios, ao lado do exército de Bashar al-Assad.

Ele deixou a barba crescer e chegou a considerar que cantar era um pecado proibido pelo Islã.

No verão, os violentos combates terminaram com a morte de 17 soldados libaneses, que o xeque Assir acusa de ser complacente para com o Hezbollah.

Do Padom: “Até os muçulmanos reconheceram a verdadeira importância de Jesus Cristo”

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