kakaO meia Kaká perdeu a fama de inegociável no Milan em janeiro, quando o clube italiano aceitou a oferta de 105 milhões (R$ 294 milhões) feita pelo Manchester City e autorizou a diretoria inglesa a negociar com o craque – a transação só não saiu porque Kaká não quis. Agora o Milan reafirma que ele pode ser negociado. E elege Alexandre Pato como novo intocável.

O vice-presidente Adriano Galliani disse ontem, durante a apresentação de Leonardo como novo técnico do Milan, que Kaká e Pato são os únicos do elenco pelos quais o clube recebeu sondagens. Garantiu que o plano é manter os dois, mas depois que os microfones foram desligados e os refletores apagados, deixou claro o seguinte: Pato não será vendido por dinheiro nenhum. E Kaká sairá para quem fizer a melhor proposta entre Real Madrid e Chelsea.

O Milan precisa de dinheiro, e sabe que pode levantar pelo menos 65 milhões (R$ 182 mi) com a venda de Kaká. Na temporada que acabou domingo o clube teve um déficit de 67 milhões (R$ 187,6 mi).

Kaká chegou ontem ao Brasil para se apresentar à seleção. Em entrevista a um jornalista italiano durante o voo da Itália ao Rio disse que espera ficar no Milan. Mas o clube, interessado em vendê-lo, sabe que ele dirá “sim” se receber uma boa oferta de Real Madrid ou Chelsea.

O clube que fizer a melhor oferta ao Milan receberá sinal verde para negociar com Kaká. E, como ele estará a serviço da seleção durante todo o mês por causa dos compromissos pelas Eliminatórias e pela Copa das Confederações, os contatos terão de ser feitos com seu pai, Bosco Leite – que esta semana voltará de Milão para São Paulo.

APOSTA EM PATO

Alexandre Pato, que interessa a Chelsea e Liverpool, não sairá porque será o ponto de referência do time de Leonardo. E a diretoria acha que ele ainda tem muito a dar ao clube, já que em setembro completará apenas 20 anos.

Em sua primeira temporada completa no clube (quando chegou do Internacional pôde jogar apenas os últimos seis meses), ele foi o artilheiro do time com 18 gols em jogos oficiais (15 no Campeonato Italiano e 3 na Copa Uefa). Kaká e Inzaghi vieram a seguir, com 16 cada. Outro que terá prestígio com Leonardo é Ronaldinho, o xodó do presidente Silvio Berlusconi. O plano é colocá-lo como titular logo de cara e aumentar a sua confiança.

Com Ancelotti, Ronaldinho passou os últimos três meses no banco de reservas. E isso desagradou a Berlusconi, que realizou um sonho ao tirar o meia do Barcelona e não se conformava em não vê-lo em campo.

Se Kaká sair mesmo, vai sobrar espaço para ele.

Fonte: Estadão / padom.com

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