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hantavirusCURITIBA – A Secretaria Estadual de Saúde (SESA) confirmou nesta quarta-feira a morte de um menino de treze anos causada pela contaminação por hantavírus. Esta é a primeira ocorrência do ano no Paraná. A chefe da divisão de Zoonoses da SESA, Gisélia Rúbio, disse que o órgão não sabe se a contaminação ocorreu em Curitiba – onde o menino morava – ou em Araucária – onde ele foi visitar parentes. A hantavirose é provocada pela presença do hantavírus, que tem como hospedeiro ratos silvestres. Geralmente os animais se encontram em áreas rurais, por isso o contágio nas grandes cidades não é comum..família de Alisson Firmino Barroso disse que o estado de saúde do menino teve uma piora repentina. Eles acreditam que o contato do garoto com ratos ocorreu próximo a residência da avó, no Rio Bonito, no bairro Tatuquara, em Curitiba. No dia 20 de junho ele jogava futebol em um campinho da região, quando teria sido mordido por um animal em um local com mato alto. A tia da vítima, Luzia Firmino de Araújo, afirmou que aproximadamente sete dias depois Alisson teve sintomas de uma gripe e foi levado ao hospital com febre, dor de cabeça e vômito. A família retornou ao hospital mais duas vezes até que, na terça-feira, dia 30, ele foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele sentia falta de ar, tinha vômito, tosse e dores no corpo.
Luzia contou que a família ficou assustada com o diagnóstico porque não conhecia a doença. Agora eles querem que a Vigilância Sanitária vá até o bairro e verifique se o contágio ocorreu lá ou não. A tia não acreditava que a contaminação tenha acontecido em Araucária.
– Não queremos que outras pessoas passem pela mesma dor que a gente. Ele era muito esperto, brincalhão. Estamos com medo porque há outras crianças na família – lamentou a tia da vítima.
No entanto, Gisélia Rúbio explicou que a contaminação não se deu como afirma a família, pois é preciso que haja aspiração de poeira contaminada com saliva, fezes ou urina do rato silvestre.
– É improvável que o fato de o menino ter pisado em um roedor silvestre, ou ter sido mordido pelo animal, tenha causado a contaminação, mesmo que ele tivesse um ferimento no pé – disse.
Segundo a bióloga, dificilmente o rato silvestre estaria em um campo de futebol, pois costuma se esconder em locais fechados. Outras formas de se contrair o vírus são pela ingestão de alimentos contaminados pelas fezes ou urina do roedor silvestre, e também pela mordida do animal – desde que haja também outro fator, como a inalação da poeira ou ingestão de alimentos contaminados.
De acordo com a chefe da divisão de Zoonoses da SESA, não há tratamento específico, nem medicamento ou vacina para o hantavírus. E os sintomas da doença são parecidos com os de uma gripe comum. O diferencial é a grande dificuldade que se tem para respirar, pois o vírus ataca os pulmões.
Caso seja detectado que a pessoa está com a doença, ela deve ser colocada em uma Unidade de Terapia Intensiva, precisará ter o auxílio de um respirador e será feito o monitoramento dos dados vitais – febre, pressão arterial, entre outros.
– É muito importante que se procure um médico no começo do aparecimento dos sintomas e que seja feito um raio X, pois se poderá visualizar se já houve infiltração nos pulmões – explicou Gisélia.
A médica infectologista dos hospitais Vita e das Clínicas, Marta Fragoso, salientou ainda que o grau de complicação da doença depende da quantidade ingerida de poeira contaminada e da imunidade do paciente. As maiores vítimas são agricultores e cortadores de Pinus.
– Agora a Vigilância Sanitária deve investigar como ocorreu o contágio e ver se há possibilidade de os ratos das cidades estarem contaminados – afirmou a médica.
Já o infectologista do Hospital Evangélico Sérgio Penteado destacou que as famílias devem evitar acumular lixo próximo das casas e manter a higiene.
– É preciso estudar o motivo deste contágio e se os ratos estão vindo buscar alimento na cidade, por exemplo – disse.
De acordo com a SESA, 187 pessoas no Paraná tiveram a doença de 1992 a 2009, das quais 67 morreram – a mortalidade da doença é de 35%. No ano passado foram 10 casos e três mortes no estado. Em 2009, houve dois casos e essa foi a primeira morte registrada. Desde 1992 foram registrados 11 casos da doença na 2ª Regional de Saúde – que engloba Curitiba e região metropolitana -, e seis pessoas morreram.

oglobo/padom

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