“O problema -mostram especialistas – é que a interpretação de um homem ou uma mulher de seu funcionamento sexual e de seu companheiro(a) está fundada em crenças pessoais baseadas, em parte, nas mensagens da sociedade”. E as frequentes idéias estereotipadas e o modelo sexual idealizado provocam frustração no casal.

 O que estamos acostumados a ouvir, ver e pensar é que quantidade é igual a qualidade. Una teoría que se aplica a todos os âmbitos da vida, mas que no que diz respeito à nossa sexualidade, não é o caso . Mais não é sempre o melhor. Ainda que nos vendam esta publicidade, as séries de televisão e no cine, onde os encontros sexuais se idealizam até alcançar em alguns casos o ridículo mais absoluto.

  Por isso é interessante este estudo publicado no Journal of Sexual Medicine, cujo objetivo principal é dar solução ao alto número de casais insatisfeitos com sua vida sexual. Os investigadores queriam assim motivar aos indivíduos, a abrir os olhos à realidade e induzir a uma mudança para melhorar suas relações.
  “A maioria dos homens e mulheres acreditam na fantasia de ter relações toda a noite, o que pode ser frustrante e decepcionante o não poder cumprir“, explica Mc Corty, professor de psicologia.
  “Infelizmente, a cultura popular atual reforça muitos estereótipos sobre a atividade sexual, e muitos homens e mulheres parecem acreditar na fantasia dos filmes, com um ato sexual que dura toda a noite”, acrescenta.
   Para comprovar este suposto (que 7 minutos são suficientes, sem contar o namoro pré coital) os investigadores Eric Corty e Jenay Guardiani, da Universidade do Estado de Penn, fizeram um estudo com 50 membros do Centro de Terapia e Investigação em Sexualidade dos Estados Unidos , que incluía psicólogos, médicos, trabalhadores sociais e terapeutas familiares.
  Corty e Guardiani publicaram seus resultados no ‘ Journal of Sexual Medicine ‘.
  Segundo os entrevistados, um encontro sexual -entendendo por tal desde a penetração do penis na vagina- de um ou dois minutos é muito curto, e um de dez minutos é muito longo. A média é de sete minutos, e esta opinião pareceu estar apoiada pela ampla maioria das pessoas entrevistadas ao que se preguntou a média de tempo que deve durar um ato sexual, desde a penetração do penis na vagina até a ejaculação.
  Também foi pedido para qualificar o que consideravam “adequado”, “desejavel”, “muito curto”, ou “muito longo”.  A pesquisa mostrou os seguintes resultados quanto ao ato sexual:
  1.- Adequado: de 3 a 7 minutos.
  2- Desejavel: entre 7 e 13 minutos.
  3.- Muito curto: de um a dois minutos (ejaculadores precoces).
  4.- Muito longo: mais de 13 minutos.
  Com este estudo querem “dissipar estas fantasías e encorajar a homens e mulheres com dados reais sobre o que é um ato sexual aceitável”. Desta forma, afirmam, se poderá evitar decepções e disfunções sexuais.
  Especialistas enfatizam que estes resultados também tem implicações para o tratamento da gente com problemas sexuais. Muitas pessoas que estão preocupadas porque acreditam que não podem alcançar a duração ‘ideal’ de um ato sexual, quem sabe pensam que padecem algum trastorno físico, pelo que é provável que se beneficiem mais recebendo uma terapia psicológica que tomando medicinas para conseguir uma execução sexual que se ajuste a esse ideal.
Portestante Digital / Portal Padom

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