Em 1978, Chet Bitterman havia acabado de concluir a faculdade e de se tornar pai. Ele e a esposa, Brenda, sentiram o chamado para as selvas da Colômbia, para ajudar a traduzir a Palavra de Deus para uma tribo indígena isolada. Antes de ir para o campo, Chet teria orado: “Senhor, a tribo mais remota, a mais difícil de encontrar por causa de sua localização e cultura, a tribo que por esses motivos ninguém mais queira escolher; Senhor, se tu permitires, essa será a minha tribo”. Chet e sua esposa deixaram tudo o que conheciam e foram trabalhar como tradutores da Bíblia Wycliffe, entre os povos indígenas da Colômbia.

A Colômbia que eles encontraram era, como hoje, um país castigado por violentos conflitos entre forças do governo, organizações guerrilheiras marxistas e grupos paramilitares. Dois anos antes de os Bitterman deixarem seu país, um grupo guerrilheiro havia explodido uma bomba na varanda do escritório da Wycliffe na Colômbia. As guerrilhas viam a Wycliffe como uma fachada da CIA.

Depois de meses trabalhando nas torres de rádio e ajudando outros casais em projetos linguísticos, Chet Bitterman finalmente foi chamado para traduzir a Bíblia entre os índios Carijona. Antes de embarcar em sua viagem para viver entre os Carijona, Chet fez um pequeno desvio para encontrar-se com o diretor do Instituto de Linguística Summer (SIL) em Bogotá. Ele ficou na casa do diretor do Summer para se recuperar de uma cirurgia de última hora, na vesícula biliar. Às 6h 30min da manhã, no dia 19 de janeiro de 1981, guerrilheiros armados invadiram a casa, procurando o diretor do instituto. Como não o conseguiram achar, levaram Chet em lugar dele, com uma arma apontada para sua cabeça. Os soldados exigiram que todos os tradutores da Bíblia deixassem a Colômbia imediatamente ou Chet seria executado. Ir embora estava fora de questão para eles. O corpo de Chet foi encontrado em um ônibus vazio de Bogotá, no dia 7 de março.

Um dado encontrado no diário de Chet revela seu pensamento sobre a possibilidade do martírio: “A situação na Nicarágua está piorando. Se a Nicarágua cair, acho que acontecerá o mesmo com o resto da América Central. Talvez este seja algum tipo de complexo de martírio auto-infligido, mas tenho esse pensamento recorrente de que talvez Deus tenha me chamado para ser martirizado em Seu serviço na Colômbia. E eu estou pronto”.

 

Fonte: STEFFEN, Bonne. Chat Bitterman: Missionaries have never been off-limits for terrorists (Missionários nunca se deixam intimidar por terroristas). In: Today’s Christian, março-abril 2002.

 

Os mártires cristãos – as pedras ocultas da nossa fundação – preferem antes sofrer a morte do que negar a Cristo ou a Sua obra… sacrificam coisas muito importantes para promover o Reino de Deus… suportam grande sofrimento pelo testemunho cristão.

Voz dos Mártires / Portal Padom

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