A candidata do PV afirmou na noite desta quinta-feira (23), em debate realizado na Universidade Católica de Brasília, que houve avanços importantes no Brasil nos últimos 16 anos, mas que é preciso superar os desequilíbrios que ainda persistem.

“Não podemos, em nome desses avanços, ter uma atitude complacente com os erros. Ainda temos muitos desequilíbrios que precisam ser corrigidos, em todos os aspectos, para que tenhamos um país com justiça social e sustentabilidade”, afirmou a candidata do PV, a mais aplaudida durante o debate entre os presidenciáveis organizado pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em conjunto com outras entidades católicas.

Questionada sobre as três prioridades de seu governo, citou a educação, a saúde e a terceira geração de programas sociais, que criará “igualdade de oportunidades, com a profissionalização, o incentivo ao cooperativismo, para que as pessoas possam assim ter uma inclusão produtiva”.

Ao falar sobre o aborto, Marina reiterou estar sempre ao lado da “defesa da vida”. Disse que optou pelo caminho da transparência, de “não fazer um discurso de conveniência” para agradar a alguns setores. Bastante aplaudida pela platéia, afirmou desejar que a sociedade brasileira “aprofunde essa questão” por meio da realização de um plebiscito, “tendo a vida como um valor”.

Questionada sobre a reforma tributária, defendeu a progressividade dos impostos, para que sejam pagos principalmente pelos mais ricos. Hoje, lembrou a candidata do PV, prevalece a “regressividade”, na qual os pobres pagam mais.

Marina disse também ser importante que o sistema tributário seja transparente, “para que se possa debater, não só quem paga mais impostos, mas para onde vão esses impostos”. Atualmente, afirmou, “se recebe muito pouco em saúde, em educação, em segurança”. Citou o fato de 40% das crianças que entram no ensino fundamental não chegarem à 8ª série. Defendeu ainda a simplificação dos tributos e disse que seu papel será articular para que se possa fazer a reforma tributária, se possível, em uma Constituinte exclusiva.

Segundo a candidata do PV, “é possível fazer políticas públicas cidadãs, em que as pessoas recebam os serviços, as prioridades, como um direito, e não como se fosse um favor”, sendo novamente muito aplaudida pelos presentes ao debate. Marina disse que, em seu governo, não fará “alianças pragmáticas”, mas sim “alianças programáticas com os núcleos vivos da sociedade”.

“O meu compromisso, é que não haverá um Estado provedor, que faz as coisas para as pessoas, e nem apenas um Estado fiscalizador, que pensa que basta fiscalizar. Será um Estado mobilizador, do melhor de si e do melhor da sociedade”, disse a candidata.

Marina afirmou ser favorável ao financiamento público das campanhas políticas, num sistema misto que permita também a contribuição de pessoas físicas, “pois o cidadão tem o direito de contribuir com o candidato que ele gostaria de contribuir”. A candidata do PV lembrou o sucesso das contribuições pela internet em sua campanha presidencial.

“É fundamental”, disse a candidata em suas considerações finais, “que tenhamos um segundo turno, para pensar duas vezes e ouvir duas vezes o Brasil que nós queremos”.

Minha Marina / Portal Padom

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