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O rapaz morreu na madrugada desta sexta-feira (22).
Silvania Pereira disse que pediu a Deus ‘que fizesse o melhor’ pelo filho.
‘A gente lutou bastante’, diz pai de designer agredido em livraria

Após dez meses, designer agredido em livraria morre em SP

A mãe do designer Henrique de Carvalho Pereira, de 22 anos, agredido com um taco de beisebol dentro da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo, na véspera do Natal do ano passado, afirmou no início da tarde desta sexta-feira (22) que pediu “a Deus que fizesse o melhor” para o seu filho, que estava em coma havia dez meses.

“Pedi a Deus que fizesse o melhor para o Henrique, porque eu não sei se iria aguentar ver o que estava vendo nos últimos dias. Não sei de onde arranjei forças para ficar do lado dele”, disse a mãe do designer, Silvania de Carvalho Pereira, que é professora. De acordo com Silvania, há uma semana, a equipe médica do Hospital das Clínicas já tinha conversado com a família sobre o estado de saúde do rapaz.

Emocionada, mas contendo as lágrimas, a mãe se mostrou conformada. “Hoje me veio uma sensação assim: meu filho está em paz. Ele lutou muito para viver, mas chegou a hora dele. Sei que ele está em um bom lugar”, declarou. “Por enquanto, estou conseguindo ficar em pé. Deus tem me dado força”, disse.

Há cerca de 20 dias, ele se submeteu a mais uma intervenção cirúrgica. “A gente percebeu que, depois da cirurgia que ele fez por último, ele se afastou de vez mesmo. Você percebia que ele não estava mais aqui. Estava distante”, afirmou.

Apesar da dor, Silvania disse não sentir ódio do personal trainer Alessandre Fernando Aleixo, autor das agressões que deixaram o rapaz em estado de coma. “Não posso dizer que tenho ódio [dele]. Só espero que o estado cuide dele para que ele não machuque mais ninguém e não deixe nenhuma família sofrer o que a nossa sofreu nesse meses”, disse.

Equipe médica
Enquanto a família recebia informações sobre a liberação do corpo do designer, várias enfermeiras do Hospital das Clínicas que se alternaram para cuidar do rapaz passaram em frente ao Instituto Médico-Legal (IML) para dar um abraço nos pais. Como o marido, Silvania de Carvalho Pereira elogiou o trabalho dos médicos e enfermeiras que cuidaram de Henrique. “Não teve como não se envolver com ele. Muitas o tratavam como filho”, observou.

A dedicação da família que visitou o garoto durante todos os dias nos últimos dez meses despertou a admiração dos funcionários. “[A dedicação da família] impressiona (…) A gente sofria em dobro por ele e pela família”, afirmou Gislaine Batista, que é auxiliar de enfermagem.

G1 / Portal Padom
Postado pelo Celular

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