Mãe admite culpa em morte de filho que parou de dizer ‘amém’

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Criança de um ano e 4 meses morreu de inanição depois que mãe suspendeu sua alimentação.
– Uma americana que interrompeu a alimentação do filho de um ano e quatro meses porque ele deixou de falar “amém” antes das refeições, admitiu a culpa na morte da criança, em Baltimore, no Estado de Maryland.Ria Ramkissoon, de 22 anos, faz parte de um culto chamado 1 Mind Ministries (Ministérios de uma mente, em tradução livre), cuja líder, Queen Antoinnette, havia ordenado em janeiro de 2007, que o bebê não fosse alimentado enquanto não dissesse “amém” antes das refeições. A criança morreu de inanição.
Segundo os promotores do caso, os membros da seita diziam que o bebê estava possuído pelo demônio.
Ria foi condenada a 20 anos de prisão e a cinco de condicional, mas o juiz disse que ela terá a pena reduzida se aceitar testemunhar contra os membros da seita.
O acordo para a redução da pena inclui que ela passará por um programa para se desligar do culto. Segundo os promotores, Ria ainda teria insistido que a Justiça concorde em reduzir sua pena se ela conseguir “ressuscitar o bebê”.
“Isto foi algo que ela insistiu e é um claro indicativo de que ainda é vitima deste culto. E até que se desligue de sua influência, não pensará diferente”, disse o advogado de Ramkissoon, Steven Silverman, em entrevista à uma rede de TV local.
Segundo o jornal local Baltimore Sun, a promotora Julie Drake relatou que depois da morte do bebê, a líder da seita ordenou que ele fosse colocado em um sofá enquanto membros do culto rezavam ajoelhados e a mãe dançava em volta do corpo.
Uma semana após a morte, o corpo da criança foi embalado em um cobertor e transportado com o grupo dentro de uma mala para a Filadélfia.
Segundo os relatos, a mãe teria rezado por mais de um ano ao lado do corpo da criança para que ela ressuscitasse. O corpo foi encontrado em abril de 2008.
O julgamento de Antoinette, de 40 anos, e de outros três membros do culto estava marcado para a segunda-feira, mas foi adiado porque eles não têm representantes legais.
“Deus é meu defensor”, teria dito a líder da seita.

BBCBrasil/AE

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